quarta-feira, 26 de setembro de 2012

É RÉU, NÃO VÍTIMA


É a anulação da TSU que abrirá uma janela de esperança aos aflitos empresários e aos 23.000 desempregados que os sucessivos governos PSD produziram? E se falasse de sidra e deixasse os disparates? Mais: "o povo não pode ser mais sacrificado". Essa é boa! Quem o conduziu ao altar do sacrifício? Quem é que determinou a política económica e educativa? Quem é que apostou, prioritariamente, no cimento e no alcatrão e não no conhecimento gerador de desenvolvimento? Quem apostou, sistematicamente, no controlo da sociedade através da subsidiodependência associativa e não só? E se falasse de sidra e deixasse os disparates?
 
 
A propósito do comunicado do Conselho de Estado, disse o Dr. Alberto João Jardim: "(...) Foi um sinal de esperança", simplesmente porque "o povo não pode ser mais sacrificado". Havia que "(...) parar com coisas que estavam mal (…)". Declarações, no Santo da Serra, que considero não terem sido consequência da sidra. Vamos lá por partes: um "sinal de esperança"? Mas onde é que o presidente vê esperança, a partir da anulação da TSU que, com toda a certeza, será substituída por outras medidas de equivalente roubo? Esperança para quem? Para os madeirenses? Que esperança pode existir para este povo que, por exclusiva culpa de quem o governou durante 36 anos, se vê completamente triturado pela degradação económica, financeira, social e cultural? É a anulação da TSU que abrirá uma janela de esperança aos aflitos empresários e aos 23.000 desempregados que os sucessivos governos PSD produziram? E se falasse de sidra e deixasse os disparates? Mais: "o povo não pode ser mais sacrificado". Essa é boa! Quem o conduziu ao altar do sacrifício? Quem é que determinou a política económica e educativa? Quem é que apostou, prioritariamente, no cimento e no alcatrão e não no conhecimento gerador de desenvolvimento? Quem apostou, sistematicamente, no controlo da sociedade através da subsidiodependência associativa e não só? E se falasse de sidra e deixasse os disparates? Mais: "parar com coisas que estavam mal (...)". Essa é boa! Com tanta obra (muito "obra" o senhor presidente!), pública e notoriamente, considerada desfasada das necessidades e da realidade conjuntural da Região, com que lata fala de "coisas que estavam mal"? O Conselho de Estado sugeriu travar a obra no aterro em função da miséria que por aí vai? Será por falta de um espelhinho que o leva a produzir declarações daquelas? Se é, há sempre ao virar da esquina uma loja chinesa. Faça o favor.
Ilustração: Google Imagens.
NOTA
Opinião da minha autoria publicada na edição de hoje do DN-Madeira

2 comentários:

Fernando Vouga disse...

Caro André Escórcio

É preciso não conhecer minimamente a mentalidade dos ditadores para pensar que Jardim se quer ficar por aqui, na Madeira. Lembra-se do "general sem tropas"?
Pois é, no seu discurso arruaceiro, o PSD nacional é um "saco de gatos" apenas porque ele não é o chefe.
Claro que agora aposta na queda deste governo, dando uma no cravo e outra na ferradura, mas injectando o seu veneno. Continua à espera da sua vez. Não se farta de insinuar que, com ele e uma revisão constitucional à sua medida, Portugal avançaria na senda da felicidade eterna, ao compasso da sua batuta, claro está...
A criatura, quiçá endrominada pelos lambe-botas que o rodeiam, ainda não percebeu que ninguém o quer em parte nenhuma. Mas já não tem espaço na cabeça para recuar.

João André Escórcio disse...

Caríssimo,
É verdade, naquela cabeça já não há espaço para recuar!
Mas tudo isto é lamentável e absurdo.