domingo, 14 de agosto de 2016

DUAS NOTÍCIAS RELEVANTES: O COMBATE A INCÊNDIOS COM MEIOS AÉREOS E A NÃO COBRANÇA DE ÁGUA NAS ZONAS AFECTADAS


Uma pela sua importância e outra, mais simbólica, no quadro da sensibilidade social. Felicito o Deputado Carlos Pereira (PS) pela iniciativa de levar o governo da República a testar os meios aéreos no combate aos incêndios na Região Autónoma da Madeira. De facto, perante tantos relatórios e tantas posições avulsas e contraditórias, não há como passar à prática. Pedir mais um estudo como sublinhou o Presidente do Governo, Dr. Miguel Albuquerque, constitui pura perda de tempo. Os madeirenses estão fartos que se "empurrem os problemas com a barriga". Importante é, de uma vez por todas, determinar, com rigor científico teórico e experiências no plano prático muito específicas em função do terreno. Dizem os socialistas e bem: "(...) Devem ser efetuados testes com meios aéreos em diferentes contextos (na floresta, nas zonas montanhosas, nas zonas urbanas, em vales) e em diferentes condições meteorológicas (bom e mau tempo) (...)".


As terríveis imagens que tenho acompanhado no que concerne à nossa riqueza florestal, as comoventes caras de desespero de tantas pessoas que perderam tudo ou quase tudo, os relatos, o trabalho incansável dos bombeiros (reconhecido pelo povo), tudo o que todos temos visto determinam um basta a mais estudos e relatórios. 
Por outro lado, quase simbolicamente, a Câmara do Funchal, depois de um trabalho globalmente bem estruturado e determinado, decidiu e muito bem, proceder ao não agravamento das famílias pelos consumos excessivos de água. É capaz de ter algum significado nas receitas, porque a Câmara tem de pagar a água que distribui, mas constitui um acto de bom senso e de respeito pelas pessoas. Elas que foram, também, os grandes combatentes aos fogos que assolaram o Funchal. No meio da desgraça há notícias que são relevantes.
Relevante, não é, com toda a certeza, destacar uma secretária regional porque tratou do realojamento de alguns afectados pela tragédia. Era o que faltava não o fazer.
Ilustração: Google Imagens.

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