sexta-feira, 13 de abril de 2012

AQUI SE FAZEM, AQUI SE PAGAM! É UMA QUESTÃO DE TEMPO.


"Por imposição do quadro legal nacional só pode ser temporária. É uma medida justificada pela situação de crise e emergência nacional que o país vive." - Ministro das Finanças.


Que futuro para um Povo cada vez mais pobre?
Recebi um e.mail com o texto que abaixo transcrevo. Como acreditar num governo que assim se comporta? Ah, certo, disse o Primeiro Ministro... "temos de empobrecer"! Que grande aldrabice.
Primeiro-ministro, Passos Coelho
"A partir de 2015 haverá reposição desses subsídios. Com que ritmo e velocidade não sabemos."
(4 de abril de 2012 )
"Eu, por acaso, não vejo grandes inconvenientes. Pelo contrário, vejo até vantagens em que um dia possamos fazer essa discussão e passar de uma convenção de 14 pagamentos para uma de 12 pagamentos"
(4 de abril de 2012 )
"As decisões que constam do plano de orçamento de Estado que o Governo apresentou na Assembleia Geral da República são medidas temporárias, para vigorar até 2014. Saber se, após 2014, poderemos retomar os mecanismos pré-existentes é ainda prematuro"
(28 de outubro de 2011)
"O orçamento para 2012 prevê a eliminação dos subsídios de férias e Natal para todos os vencimentos dos funcionários da administraçãopública e das empresas públicas acima de mil euros por mês. Os vencimentos situados entre o salário mínimo e os mil euros serão sujeitos a uma taxa de redução progressiva que corresponderá em média a um só destes subsídios. Como explicaremos em breve aos partidos políticos, aos sindicatos e aos parceiros sociais esta medida é temporária e vigorará apenas durante a vigência do programas de assistência económica e financeira".
(13 de Outubro de 2011)
Ministro das Finanças, Vítor Gaspar
"O senhor deputado Pedro Filipe Soares, quando cita a minha entrevista na RTP, não teve o escrúpulo de citar a frase completa. Durante a vigência do programa de ajustamento e esse programa de ajustamento termina em 2013, essa minha afirmação não altera o período de vigência do programa que está fixado desde o início do programa, isto é 2014. Trata-se naturalmente de um lapso, o que está aqui em causa é o período de vigência do programa como repetido no articulado, quer no relatório do Orçamento do Estado para 2012."
(5 de abril de 2012)
"A suspensão vigorará até ao final da vigência do programa de ajustamento, como é claramente dito no relatório do Orçamento do Estado de 2012. Esta é a posição que o Governo tem, é a posição que o Governo sempre teve."
(4 de abril de 2012)
"O corte no subsídio de férias e de Natal é temporário e vigorará durante o período de vigência do programa de ajustamento económico e financeiro e o período de vigência desse programa acaba em 2013."
"Por imposição do quadro legal nacional só pode ser temporária. É uma medida justificada pela situação de crise e emergência nacional que o país vive."
(17 de outubro de 2011)
Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas
"A partir de 2014, e esperamos que assim seja, que possa a voltar a ser reposto. E, por isso, nós temos dito e assumimos que se aplica no ano de 2012 e 2013."
(28 de Outubro de 2011)
"A suspensão, neste momento, é de dois anos enquanto decorrer o memorando de entendimento com a troika. O nosso caminho é de poder permitir que a recuperação venha a gerar uma nova circunstância. Se tal não acontecer, naturalmente, estamos a fugir às responsabilidades e então não deixaremos de assumir com frontalidade o caminho que tem sido seguido."
(27 de Outubro de 2011)
Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas
"A posição do Governo em relação aos cortes nos subsídios de férias e de Natal não mudou. Estes cortes não podem ser permanentes e estarão em vigor durante o período de vigência do Programa de Apoio Económico-Financeiro."
(3 de abril de 2012)
Secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque
"Não seria constitucionalmente possível eliminar os subsídios de férias e de Natal. É uma medida temporária anunciada para 2012 e 2013."
(15 de novembro de 2011)
Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira
"2012 irá certamente marcar o fim da crise e será o ano da retoma gradual de 2013 e 2014."
(14 de novembro de 2011)

Ilustração: Google Imagens

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