sábado, 31 de agosto de 2013

ESTOU EM CRER QUE PAULO CAFÔFO SERÁ O PRÓXIMO PRESIDENTE DA CÂMARA DO FUNCHAL


"É um facto: Cafôfo tem tudo para cavalgar a onda popular que se esboça no panorama eleitoral funchalense. E ainda falta os partidos da coligação, em conjunto e a solo, colocarem no terreno atributos revelados em outras ocasiões, em certa parte premiados pelo eleitorado" - Luís Calisto, Jornalista. Trata-se de uma análise que subscrevo. Por partes: primeiro, há um evidente e crescente descontentamento com Alberto João Jardim. As suas atitudes, as constantes provocações, a forma como se desresponsabiliza dos actos da governação, parece-me óbvio que serão castigadas nas urnas; segundo, o candidato Bruno Pereira significa a continuidade do erro. Politicamente, o travestismo dificilmente passa. Aquilo que se é, no plano ideológico, claro, tarde ou cedo é percepcionado pelos eleitores. O Dr. Bruno Pereira esteve lá, incompatibilizou-se com Miguel Albuquerque e colocou-se ao lado de Jardim. Penso que essa atitude ser-lhe-á fatal. Na política não basta ser boa pessoa ou pessoa de bem, pois os comportamentos contam muito e acabam por definir o perfil do candidato; terceiro, trinta e sete anos de poder absoluto exige, naturalmente, que a mudança aconteça. As raízes tornaram-se grossas, profundas e a rede de interesses tentacular. Se, desta vez, tal não acontecer, então a população deixará de ter fundadas razões para se queixar. De resto, pergunto, onde se encontram os desempregados, os empresários, os professores, os engenheiros, os arquitectos, os reformados e pensionistas, enfim, tanta gente que anda a passar mal consequência de políticas tresloucadas?; quarto, a coligação PSD/CDS, na República, que tanto mal tem feito ao povo português, em geral, e, em particular, ao povo da Madeira, deverá ser entendida como uma extensão de interesses políticos a evitar; entre outros aspectos, finalmente, o PS, só, já obteve valores acima dos 28%, portanto, é lógico que a coligação "Mudança", formada por seis partidos, possa vir a atingir uma cifra que lhe garanta a vitória. Que será muito disputada, não tenho dúvidas! 


Da sondagem revelada ao início da noite de ontem pelo Expresso e a SIC fica claro que a presidência da Câmara Municipal do Funchal é uma questão em aberto. Segundo o estudo realizado pela Eurosondagem, o PSD, se as eleições fossem ontem, não teria maioria absoluta. Ficava-se, para já, com 36,4%, Paulo Cafôfo, líder da Coligação Mudança chegaria aos 28,8% e José Manuel Rodrigues teria cerca de 24,8%. Finalmente, a CDU teria 6,9% dos votos. Mas, com toda a certeza, estes não serão os resultados finais. O sentimento de mudança é de tal ordem que Bruno Pereira, o candidato indicado por Alberto João Jardim, dificilmente resistirá à pressão de Paulo Cafôfo. Sobre esta matéria li, esta manhã, um texto do Jornalista Luís Calisto com o qual me identifico: "(...) Falta um mês, praticamente, para o dia de votar. Cada força concorrente saberá que trunfos tem para puxar ainda. Porém, pelo que percebemos na vida real, cresce um sentimento favorável à novidade, à mudança. E "Mudança", na verdadeira acepção do termo, é a proposta pela coligação dos partidos de oposição - PS, BE, PTP, PND, MTP e PAN. Conhecemos muita gente do próprio PPD que não esconde uma simpatia em crescendo pela candidatura de Paulo Cafôfo. Notamo-lo desde que o cabeça-de-lista começou a dar-se a conhecer um pouco mais, em entrevistas e contactos directos com a população. Ainda aqui vamos. É um facto: Cafôfo tem tudo para cavalgar a onda popular que se esboça no panorama eleitoral funchalense. E ainda falta os partidos da coligação, em conjunto e a solo, colocarem no terreno atributos revelados em outras ocasiões, em certa parte premiados pelo eleitorado". 
Trata-se de uma análise que subscrevo. Por partes: primeiro, há um evidente e crescente descontentamento com Alberto João Jardim. As suas atitudes, as constantes provocações, a forma como se desresponsabiliza dos actos da governação, parece-me óbvio que serão castigadas nas urnas; segundo, o candidato Bruno Pereira significa a continuidade do erro. Politicamente, o travestismo dificilmente passa. Aquilo que se é, no plano ideológico, claro, tarde ou cedo é percepcionado pelos eleitores. O Dr. Bruno Pereira esteve lá, incompatibilizou-se com Miguel Albuquerque e colocou-se ao lado de Jardim. Penso que essa atitude ser-lhe-á fatal. Na política não basta ser boa pessoa ou pessoa de bem, pois os comportamentos contam muito e acabam por definir o perfil do candidato; terceiro, trinta e sete anos de poder absoluto exige, naturalmente, que a mudança aconteça. As raízes tornaram-se grossas, profundas e a rede de interesses tentacular. Se, desta vez, tal não acontecer, então a população deixará de ter fundadas razões para se queixar. De resto, pergunto, onde se encontram os desempregados, os empresários, os professores, os engenheiros, os arquitectos, os reformados e pensionistas, enfim, tanta gente que anda a passar mal consequência de políticas tresloucadas?; quarto, a coligação PSD/CDS, na República, que tanto mal tem feito ao povo português, em geral, e, em particular, ao povo da Madeira, deverá ser entendida como uma extensão de interesses políticos a evitar; entre outros aspectos, finalmente, o PS, só, já obteve valores acima dos 28%, portanto, parece-me óbvio que a coligação "Mudança", formada por seis partidos, possa vir a atingir uma cifra que lhe garanta a vitória. Que será muito disputada, não tenho dúvidas! 
Ora, perante este sumário de factos, o candidato Paulo Cafôfo, independente e apoiado por seis partidos, com um discurso propositivo, sensato, inteligente, de rigor e de esperança, parece-me natural que venha a superar o candidato do regime. O CDS, é minha opinião, que descerá significativamente. Não será fácil a luta entre Cafôfo e Bruno dada a desproporção de meios, mas que é possível a "Mudança" ganhar, é! Veremos. As próximas semanas serão determinantes.
Ilustração: Google Imagens.

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