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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

DIA DA CIDADE DO FUNCHAL E A ESTRANHA ATITUDE POLÍTICA DO VEREADOR DR. BRUNO PEREIRA


É absolutamente natural e importante que a oposição na Câmara tenha outros olhares sobre a cidade. O que não me parece razoável é que se pegue na metralhadora das palavras e varra de qualquer maneira, sem sentido de responsabilidade política. O Dr. Bruno Pereira (PSD) foi vice-presidente da Câmara, e nesse quadro político teve responsabilidades por uma estranguladora dívida muito próxima dos 100 milhões de euros. Tem razão o Dr. Paulo Cafôfo, actual presidente: "(...) Agora, as exigências são bem maiores do que antes. Quando havia dinheiro era fácil governar. Quando deixou de haver dinheiro também não era difícil, com o acumular de dívida. Mais difícil é governar com menos recursos financeiros e humanos, pagar a dívida que outros fizeram, pagar os compromissos presentes e ainda investir nas pessoas, no espaço público, na dinamização da economia". 


Mas para o Vereador do PSD esta é uma Câmara que do ponto de vista das infra-estruturas nada tem feito”. Nas zonas altas, lamentou, não tiveram “um único investimento”. O Dr. Bruno Pereira esquece-se que se as zonas altas são aquilo que são (desordenamento territorial) fica a se dever a quase quarenta anos de incúria no planeamento onde proliferaram intervenções espontâneas à revelia dos interesses da cidade. Esquece-se que foi o PSD que teve um slogan de campanha, há mais de 20 anos, "Funchal de Alto a Baixo", que começou por baixo e com algum humor se diz que não passou da cota 40! O Dr. Bruno Pereira fala do PDM que “está parado no mesmo sítio”. Esquece-se que, a Câmara, durante anos, nunca apresentou os respectivos relatórios de acompanhamento, que o PDM deveria ter sido revisto em 2007 (administração do PSD) e que foi suspenso em algumas zonas para, não digo branquear, mas legalizar erros cometidos. Esquece-se das dívidas do governo regional à autarquia. Esquece-se, também, que durante anos, a política do "bico calado" no Dia da Cidade foi a marca das administrações a que pertenceu. Hoje, felizmente, pode dizer o que pensa, na frente de todos e na cara dos actuais responsáveis pela cidade. 
Finalmente, disse que “infelizmente foram dois anos perdidos”. O Presidente da Câmara, em artigo de opinião, responde-lhe: "(...) Num contexto de grave crise económica e social, temos executado uma política de redução da carga fiscal sobre os contribuintes, devolvendo aos munícipes 1% da comparticipação de IRS que cabe ao município; redução gradual da taxa de IMI, até chegarmos à taxa mínima em 2017, que neste momento está em 0,33%; redução em 15% das taxas dos parcómetros; redução em 50% das taxas de publicidade e ocupação do espaço público, para benefício dos pequenos comerciantes. Ajudar as pessoas a ultrapassar as enormes dificuldades com que se deparam tem sido outra das nossas prioridades com a implementação de uma série de programas: Subsídio Municipal de Arrendamento; Comparticipação Municipal de Medicamentos; Programa de Apoio à Conservação, Reparação e Beneficiação de Habitações Degradadas; Apoio à Natalidade e à Família; Programa Municipal de Formação e Ocupação em Contexto de Trabalho, entre outros. (...)"
É imprescindível respeitar as diversas oposições. Mas também é dever da oposição ser politicamente séria. Este tipo de oposição de "bater por bater" foi chão que deu uvas. Até porque as pessoas não são cegas e sabem destrinçar os aspectos positivos dos negativos de uma governação. Quando uma oposição não sabe fazer essa destrinça deixa de ter qualquer credibilidade. Em dois anos, reduzir 25 milhões a uma dívida de outros... é obra!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O PSD-MADEIRA NA CÂMARA DO FUNCHAL E O LONGO CAMINHO DE APRENDIZAGEM DE SER OPOSIÇÃO


O Dr. Domingos Abreu e o Dr. Bruno Pereira (PSD-M) não têm memória curta. Eles conhecem toda a marosca montada, sabem a miséria que por aí vai escondida ou disfarçada desde o centro da cidade até por entre becos, travessas e entradas. E sabem que a fome e muitas carências são esbatidas pelas escolas, paróquias e instituições de solidariedade social espalhadas por todos os cantos. Tem sido isso que tem evitado o colapso e a revolta. E sendo assim, não são sérias as posições assumidas. Certo seria fazerem o "mea culpa" pelo abandono da Câmara e do Governo e contribuírem com propostas que fortalecessem os projectos em curso. Por exemplo, estudando e questionando alguma burocracia no sentido da simplificação dos apoios, mas sem quaisquer distorções e aproveitamentos, de tal forma que os apoios cheguem, de verdade, aos mais necessitados. Pelo que li e pelas posições assumidas, esta oposição na Câmara do Funchal, por um lado, continua a demonstrar mau perder e, por outro, que tem um longo caminho para aprender a ser oposição.


Antes nada fizeram em determinados âmbitos da solidariedade social; hoje, na ausência de argumentos, combatem com aspectos absolutamente marginais. Melhor dizendo, não assumem a discordância, antes vão pelo caminho marginal. Só que, quem está atento, percebe, facilmente, o jogo político. Ora, a Coligação "Mudança", no Funchal, prometeu ajudar os mais carenciados no pagamento dos medicamentos. Trata-se de uma acção social extremamente meritória. Já que o PSD, na Assembleia, desde sempre boicotou todas as iniciativas que visaram ir ao encontro dos pensionistas pobres, a Câmara entendeu que deveria substituir-se a essa falta de solidariedade social. E fez bem. Obviamente que esse apoio, toda a gente percebe, se destina aos que pouco ou nada têm, aos que deixam em cima do balcão das farmácias as receitas por aviar, daí que tenha de existir rigor na definição de quem efectivamente precisa. Ora, o PSD na Câmara, porque lhe faltam os tais argumentos, fala em "excesso de burocracia" e em "ineficácia". O mesmo se passa com o programa destinado a resolver problemas domésticos na casa de pessoas mais necessitadas. Dizem que o "regulamento é tão complexo, a burocracia é tão elevada", que "vai ser difícil encontrar alguém que encaixe" para poder beneficiar desse apoio. Então, pergunto, por que não fizeram durante 38 anos de maioria absoluta na Câmara? A lata e o despudor político chega a um tal ponto que o líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal assumiu que esta vereação "está dessintonizada da realidade". Mas qual realidade? A realidade que o PSD-Madeira deixou? Uma colossal dívida de mais de 93 milhões de Euros, bolsas de pobreza, bairros sociais decadentes e centenas de munícipes a viverem nas margens? Isto, para não falar do desordenamento do território que atirou para as inseguras periferias uma grande parte daqueles para quem a vida foi madrasta. 
O Dr. Domingos Abreu e o Dr. Bruno Pereira (PSD-M) não têm memória curta. Eles conhecem toda a marosca montada, sabem a miséria que por aí vai escondida ou disfarçada desde o centro da cidade até por entre becos, travessas e entradas. E sabem que a fome e muitas carências são esbatidas pelas paróquias, escolas e instituições de solidariedade social espalhadas por todos os cantos. Tem sido isso que tem evitado o colapso e a revolta. E sendo assim, não são sérias as posições assumidas. Certo seria fazerem o "mea culpa" pelo abandono da Câmara e do Governo e contribuírem com propostas que fortalecessem os projectos em curso. Por exemplo, estudando e questionando alguma burocracia no sentido da simplificação dos apoios, mas sem quaisquer distorções e aproveitamentos, de tal forma que os apoios cheguem, de verdade, aos mais necessitados. Pelo que li e pelas posições assumidas, esta oposição na Câmara do Funchal, por um lado, continua a demonstrar mau perder e, por outro, que tem um longo caminho para aprender a ser oposição.

Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DECÊNCIA E EQUILÍBRIO


A par da persistente negociação democrática, a resposta terá de ser implacavelmente POLÍTICA para travar a tentativa de descredibilização da coligação “Mudança” que o povo, maioritariamente, elegeu.


Dr. Paulo Cafôfo
Presidente da Câmara do Funchal

Que os 5% do IRS, na sua totalidade, deveriam ser devolvidos aos munícipes, não tenho a mínima dúvida; que o IMI, pela expressão que atingiu, é um imposto usurpador, certamente, todos concordarão; que a designada “derrama”, embora prevista, não deveria ser aplicada às empresas, também aceito; mas, se estamos a pagar uma dupla e severa austeridade, que inclui um substancial agravamento do IRS-Madeira, consequência da loucura megalómana do governo regional, poucos duvidarão; que os municípios estão endividados até ao tutano e que é uma treta falarem em “capacidade de endividamento”, penso que não subsistirão dúvidas; que há desemprego, emigração forçada e bolsas de pobreza extrema, bastará estar atento aos números do Banco Alimentar; que as questões da fome não se resolvem, por caridade, com pontuais actos de solidariedade, é óbvio; que muitos deixam as receitas médicas em cima do balcão, aviando só o estritamente prioritário, é coisa do conhecimento de toda a gente; que há um descarado roubo nos salários, pensões e confisco dos direitos contratualizados, é assunto sentido pelas pessoas. Sabe-se de tudo isto, o que apavora, retira confiança e sobretudo esperança. 
Não bastasse este gravoso quadro de constrangimentos sociais, ainda temos de suportar a mentira, a aldrabice, o oportunismo e a falta de vergonha na cara de uns políticos que nos rodeiam. Quando votam a favor e, logo de seguida, de forma despudorada, contra a mesma medida; quando se assiste a alianças espúrias; quando surgem comunicados, ressabiados e de mau perdedor, um politicamente selvagem, que fala de uma "demagogia esquerdóide e populista em todo o seu esplendor irresponsável! Bem avisámos!"; quando emerge o selo de garantia vindo de Câmara de Lobos: sediem, aqui, as vossas empresas porque nada pagarão, obviamente que, a par da persistente negociação democrática, a resposta terá de ser implacavelmente POLÍTICA para travar a tentativa de descredibilização da coligação “Mudança” que o povo, maioritariamente, elegeu.
Engº João Rodrigues e Dr. Bruno Pereira
Vereadores do PSD-M
Porquê? Simplesmente porque, para quem deixou o calote, os mais frágeis, os das periferias que se lixem! Prioritária é a rancorosa “guerra” política, subtil ou descarada, o desgaste, a luta pelo poder, o rápido apagamento da memória de quando tiveram responsabilidades e não fizeram, mesmo que necessário seja pôr à venda e a preço de saldo, princípios éticos que deveriam nortear, perante a sociedade, esse vasto conjunto de valores morais do comportamento humano. Exige-se, por isso, decência e equilíbrio, entre o desejável e a realidade!
NOTA:
Artigo de opinião, da minha autoria, publicado na edição de hoje do DN-Madeira
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"MADEIRA LIVRE" E O LAMENTÁVEL COMUNICADO DOS VEREADORES DO PSD


Para alguns o calendário parou no dia 28 de Setembro de 2013. Salazar também já estava a olhar para ontem e ainda acreditava que era presidente do Conselho de Ministros. Nem a "mudança" de hora de Inverno os faz despertar. Continuam a acreditar em "teses" fraudulentas, a ler o mesmo livrinho, já sem capa, editado há quase quarenta anos, a seguir as "nep" (normas de execução permanente), a governar guiados pelas estrelas, enfim, dizendo coisas disparatadas como se não estivesse à vista de todos o desastre, a incapacidade política, os indicadores económicos, financeiros e sociais que provam que o melhor que teriam a fazer era se demitirem, devolvendo, por aí, o futuro da Madeira aos madeirenses e portosantenses. Relembro, a propósito, o que o "chefe" disse quando tomou posse, em 1978, no século passado: "A Madeira será o que os madeirenses quiserem". Pois bem, vamos a isso. Ainda ontem um deputado do PSD, na Assembleia Legislativa da Madeira, pediu uma "Madeira Livre". É um dos tais cujos ponteiros do relógio político engatou no dia 28 de Setembro. Nem para a frente nem para trás. Deve ter tomado um qualquer sedativo e ainda não acordou para a nova realidade. Ou, então, ainda se encontra na fase de negação e isolamento ao jeito de "isto não pode estar a acontecer"! Mas está. Felizmente. Dizem os livros que se trata de uma fase. Seguir-se-ão a raiva (já existem alguns sinais muito significativos), depois, a depressão e, lá mais para diante, a aceitação. Portanto, quem pede uma "Madeira Livre", tendo em conta todo o histórico, obviamente que ainda não caiu em si, não abriu os olhos para os 7.4 na escala jardinista!

A fase da negação...
Isto não pode estar a acontecer!

Lá virá o dia da aceitação, o dia que o deputado(s) tomará consciência que os caminhos da Madeira Livre são outros que não aqueles que alimentou durante anos. Uma Madeira livre de mentiras, de bajuladores, de interesses múltiplos que a levaram à falência económica, financeira, social e cultural, livre de pobres, livre da dívida de mais de 6.3 mil milhões de euros, livre da dupla austeridade, livre das ofensas gratuitas, livre do Jornal da Madeira, livre de um Estatuto Político-Administrativo elaborado à medida dos interesses e, religiosamente, não alterado, livre de um Regimento na Assembleia que bloqueia o direito à palavra, livre  para que esta seja, de novo, a "Pérola do Atlântico", onde as empresas possam funcionar e esbater os 25.000 desempregados que a megalomania gerou. Só que, o deputado, para mostrar servicinho à causa, falou da libertação da terra. Se leu um texto irónico, leia-o ao ouvido do "patrão" partidário. Não na Assembleia. Enfrente-o, candidate-se, seja mais um no extenso delfinário e fale do seu pensamento sobre a liberdade necessária ao desenvolvimento da Madeira. Só que o texto não foi irónico, pelo contrário, pareceu-me politicamente de encomenda, onde até se debruçou sobre a revisão constitucional tão ao gosto do "patrão"!
Mas o dia de ontem ficou marcado por uma outra pérola, através de um comunicado dos vereadores do PSD-M na Câmara Municipal do Funchal. O primeiro de muitos que farão ao longo do mandato. É desculpável, porque estão a aprender a ser oposição. Foram muitos anos de um extenso poleiro que atravessava a ilha de uma ponta a outra. Aprendam, serenamente, através de comunicados e conferências de imprensa.
O comunicado a que me refiro é, espantosamente, RIDÍCULO. Desenvolve a ideia que o novo presidente da Câmara Municipal do Funchal quer poderes que não lhe pertencem, como para justificar aquilo que não irá realizar. Repito, que espantosa criatividade! Tomaram posse há uma semana, ainda não conhecem todos os corredores da Câmara, a instalação, presumo, ainda decorre, e zás, logo um comunicado para gerar perturbação. Nem em conta tiveram os poderes que atribuíram ao Dr. Miguel Albuquerque durante 20 anos e os poderes que o Dr. Bruno Pereira desfrutou nos últimos oito anos. Importante foi pegar na metralhadora e começar disparar. Repito o que ainda ontem escrevi:  senhores vereadores do PSD-M (...) "as novas dinâmicas políticas não se esgotam na delegação de poderes. De todo, não se esgotam. 
A "feijoada" em plena campanha eleitoral 
já começou a surtir efeito.
De qualquer forma fica evidente a existência de um tom de ressabiamento político pela perda da Câmara na sequência do acto eleitoral. O que se está a passar cheira a uma espécie de vingançazinha a frio!" E essa vingança é sobre o povo, não sobre os que venceram. Trata-se, por tudo isto, de um comunicado feio, muito feio, de mau perder, até porque o actual presidente da Câmara, dessa situação (delegação de poderes), não tem feito, e, julgo eu, não tinha de fazer, cavalo de batalha das incoerências de outros. O que está em causa é o comportamento e não a delegação de poderes. Que fique claro.
E hoje, pensando melhor, digo, ainda bem que os poderes foram limitados. Quando os assuntos mais delicados forem colocados em cima da mesa, ai sim, a população tomará consciência do sentido de voto de cada um. Por exemplo, depois do que foi dito sobre a redução do IMI e de alguma ajuda aos idosos carenciados ao nível da factura dos medicamentos, estaremos todos aí para ver qual será o posicionamento dos vereadores do PSD-M. Para serem coerentes terão de chumbar, mas admito que um raio de luz os ilumine. Diz a sabedoria popular que "só os burros não mudam". Espero que mudem, ou então, o comunicado de ontem começa a denunciar que estão a construir a arma da própria auto-destruição. Se é assim prevejo que não cheguem ao final do mandato. 
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A HORA DA VERDADE


A última sondagem publicada pelo DIÁRIO encheu-me de uma esperança que classificaria de moderada. No Funchal os números apontam que tudo poderá acontecer, desde uma vitória muito clara de Paulo Cafôfo a uma indesejável continuidade do regime que nos trouxe a esta situação. Para mim, não sendo estranho, causa-me perplexidade, depois de 37 anos de poder do PSD, que ainda existam 34% de pessoas que, segundo a sondagem, ainda afirmam votar no PSD. Gera algum espanto, confesso. É evidente que sei da complexa máquina de produzir votos, os múltiplos e intrincados cordões umbilicais que se cruzam entre juntas de freguesia, casas do povo, associativismo, subsidiodependências, poderes privados, a propaganda feita através do Jornal da Madeira, o silêncio do Senhor Bispo em tantas matérias, a apatia do Senhor Representante da República, o deixa andar dos Órgãos de Soberania, a força do discurso mentiroso tornado verdade absoluta, a intencional mentalidade que foi formatada por diversos caminhos que a "inteligência" criou, enfim, aquela percentagem explica senão no todo uma grande parte dos condicionamentos. Não é normal que um povo com milhares de desempregados, que se confronta com a pobreza e com gritantes desigualdades, que todos os dias esperneie face às agruras da vida, continue a entregar ao senhorio a vergasta para gáudio dele e sofrimento das suas vidas. Não é normal, repito. 

Paulo Cafôfo é a grande esperança

O normal seria colocá-los a milhas, experimentando outras oportunidades, trazendo para a liderança pessoas e projectos prenhes de esperança. O normal seria que os milhares de desempregados e respectivas famílias reagissem e, neste momento, Bruno Pereira tivesse uma percentagem quase residual, mesmo com inaugurações e "Tony's Carreiras" pelo meio. E regresso ao princípio, ou as pessoas não foram sinceras quando questionadas pela empresa de sondagens e, se assim for, o PSD será apeado do poder, ou então entramos no domínio patológico do voto. Repito, com algum optimismo moderado, estou em crer que, desta vez, porque se trata de um pico de descontentamento que "cheira" à distância, pelas vulnerabilidades políticas, pelos constrangimentos que invadem toda sociedade fruto da dupla austeridade imposta, pela existência de uma liberdade mitigada, de uma Autonomia perdida, no fundo, pela falência da Região, o povo acabará com os mitos que têm rodeado o exercício da política regional.
Ainda ontem o Padre José Luís Rodrigues escreveu um artigo de relevante importância que pode ser aproximado à Madeira, àquilo que decorre sob os nossos olhos de actores/observadores: "(...) Olho a realidade à volta e retenho o que de pior me surge para dizer, mais do mesmo sempre. No entanto, mais adiante consola-me o sonho dos poetas que nunca desistem mesmo que o mundo os mate, porque os poetas só morrem por causa do mundo, em luta com a ditadura do mundo. Este mundo concreto de homens e mulheres extraordinários, mas outros e outras, carrascos que se alimentam da destruição dos outros, semeando a crueldade do sofrimento e da morte. Mas, é mão destes que também quero morrer. Isto é, na luta imparável com a ditadura do mundo. Não me peçam para desistir dessa luta. (...) eles são políticos, banqueiros, capitalistas, corruptos, vilões da grande injustiça, ladrões, aldrabões, egoístas, gananciosos, corruptos e todos os que matam o «alimento» que é a poesia. (...) A injustiça não tem nenhuma entidade que a combata. Por conseguinte sou também daqueles que defendem que desatar as iras da ditadura do mundo, não é garantia de que as coisas ficarão bem, mas é melhor do que os louvores, as palmas e palmadas nas costas, as condecorações e tantos salamaleques que atribuem os senhores do tempo aos senhores do templo". O mundo de que fala o Padre José Luís Rodrigues é o nosso "mundo", o mundo também da Região, pelo qual temos de ser poetas, pensadores do futuro e lutadores "contra "a ditadura do mundo"... do nosso pequeno mundo!
E no meio disto, vem o Dr. Bruno falar da  "governabilidade da Câmara do Funchal" que não pode ficar à mercê de "arranjos". Repetiu, por palavras mais decentes, o que o seu "chefe" partidário disse junto a um copo de sidra: "não se pode entregar um País na mão de garotada". Quis, certamente, falar da Região, porque o ambiente é de eleições aqui. Subtilmente falou do País. Politicamente, jogou uma espécie de bilhar às três tabelas onde é Doutor! Transmitiu o medo, o sentimento de dúvida, enquanto Bruno Pereira falava de "arranjos"! Mas quais arranjos? Então durante 37 anos o exercício da política não foi de permanentes arranjinhos a todos os níveis? Essa, NÃO!
Ilustração: Google Imagens.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A ESCOLHA É SIMPLES: OU JARDIM OU PAULO CAFÔFO


Nestas eleições para o Funchal a escolha parece-me ser simples: ou Jardim ou Paulo Cafôfo. Simplesmente porque Bruno Pereira é uma espécie de clone político de Jardim. Foi por ele escolhido, tem a sua bênção, portanto, não pode haver ilusões no que ao regime diz respeito. O próprio pai do Dr. Bruno Pereira disse, fez agora um ano, que Jardim liderava um "regime democrático musculado" e, na esteira do que também sublinhou e bem, que "os líderes carismáticos têm um denominador comum que é a vontade de quererem ser as figuras principais, absorvendo tudo e todos". Bruno Pereira não tem qualquer hipótese, passe a publicidade do "clearasil", pois será absorvido como as borbulhas. Já o foi ao candidatar-se. A candidatura do Dr. Paulo Cafôfo, neste contexto, não apenas pelas sondagens, mas pelo que ela representa de transversalidade na sociedade, é aquela que pode romper com o regime e determinar uma primavera política regional há muito ansiada. É também transversal pela presença de seis partidos apoiantes e é transversal pela composição e formação da equipa que acompanha o candidato, com uma média de idades de onde se percebe a capacidade de fazer a ponte entre os mais jovens e os mais idosos. Respeito, obviamente, os restantes partidos, mas das duas, uma: ou os eleitores querem a "MUDANÇA" e, para isso, terão de reforçar o apoio a quem se apresenta nesse sentido, ou entregam o voto a outros partidos, permitindo que Alberto João Jardim continue a liderar e a fazer o que quer e entende do Funchal e, no fundo, das nossas vidas. A continuidade de Jardim significa o reforço do controlo da vida colectiva e hipoteca da Região. A presença de Bruno Pereira, neste contexto, é apenas instrumental.


Na política não se pode estar com um pé aqui e outro ali. Tampouco utilizá-la quase como uma profissão. Alberto João Jardim é um "profissional" da política. Outros seguem-lhe o caminho. Há gente que prefere isso, mas denota óbvias fragilidades sobretudo de consciência. Não se trata de um estado de intolerância e de confronto permanente seja lá com quem for e, sobretudo, no caso em apreço, com o líder partidário, julgo eu, legitimamente eleito. Não é isso que está em causa. O problema é de coluna política, de quando são ultrapassados os limites ter capacidade para levantar a voz e dizer em alto e bom som que o seu caminho não é aquele. No limite, muda de partido, recolhe a casa, desliga-se da política activa, combate o erro por mera atitude de cidadania, mas nunca, nunca, encolher-se e servir o senhorio, o dono, o capataz, aquele que viola a consciência. 
Ora, nestas eleições para o Funchal, a escolha parece-me ser simples: ou Jardim ou Paulo Cafôfo. Simplesmente porque Bruno Pereira é uma espécie de clone político de Jardim. Foi por ele escolhido, tem a sua bênção, portanto, não pode haver ilusões no que ao regime diz respeito. O próprio pai do Dr. Bruno Pereira disse, fez agora um ano, que Jardim liderava um "regime democrático musculado" e, na esteira do que também sublinhou e bem, que "os lideres carismáticos têm um denominador comum que é a vontade de quererem ser as figuras principais, absorvendo tudo e todos". Sendo assim, o Dr. Bruno Pereira não tem qualquer hipótese, passe a publicidade do "clearasil", pois será absorvido como as borbulhas. Já o foi ao candidatar-se. 
A candidatura do Dr. Paulo Cafôfo, neste contexto, não apenas pelas sondagens, mas pelo que ela representa de transversalidade na sociedade, é aquela que pode romper com o regime e determinar uma primavera política regional há muito ansiada. É também transversal pela presença de seis partidos apoiantes e é transversal pela composição e formação da equipa que acompanha o candidato, com uma média de idades de onde se percebe a capacidade de fazer a ponte entre os mais jovens e os mais idosos. Respeito, obviamente, os restantes partidos, mas das duas, uma: ou os eleitores querem a "MUDANÇA" e, para isso, terão de reforçar o apoio a quem se apresenta nesse sentido, ou entregam o voto a outros partidos, permitindo que Alberto João Jardim continue a liderar e a fazer o que quer e entende do Funchal e, no fundo, das nossas vidas. A continuidade de Jardim significa o reforço do controlo da vida colectiva e a hipoteca da Região. A presença de Bruno Pereira, neste contexto, é apenas instrumental. 
Vive-se um momento que pode ser histórico para os empresários, dos grandes aos pequenos, para os milhares de desempregados, para as famílias, para os profissionais liberais, para os estudantes, para os pobres e excluídos, para todos aqueles que, ao longo de quase quarenta anos, foram sujeitos a humilhações públicas, à mais reles ofensa, à ordinarice, às mais subtis perseguições, que se sentiram utilizados como peças descartáveis, que sentiram o medo nas suas vidas. Não é que no dia 30 de Setembro tudo fique diferente, mas poderá ser, e será certamente, estou convencido, o primeiro dia de um longo caminho a percorrer onde seja devolvida a esperança, a credibilidade e o respeito por todos. Espero que no dia 29 de Setembro vença a DEMOCRACIA, vença a MUDANÇA, para que sejamos, paulatinamente, retirados deste pântano onde nos atolaram. 
Ilustração: DN/Google Imagens.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

DE UM LADO A PROMESSA ESTUDADA, SEGURA E CONSISTENTE PELAS PESSOAS. DO OUTRO... UM CHEQUE EM BRANCO!


As campanhas servem para esclarecer e assumir compromissos. Os candidatos têm o dever de fugir à vulgaridade, à promessa fácil e demagógica, mas também o dever de assumir um quadro de responsabilidades. O exercício da política não pode ser neutro, obscuro e baseado em cheques em branco. Os eleitores exigem compromissos sérios e viáveis no quadro do estabelecimento das prioridades políticas, económicas, sociais e culturais. Os painéis dos dois principais candidatos à presidência da Câmara do Funchal, do meu ponto de vista, significam, de um lado, a existência de opções claras e assertivas face ao momento que vivemos, do outro, o vazio e o não compromisso. Os eleitores têm de conhecer o essencial das preocupações de cada candidato, porque são esses programas (essenciais) que deverão ser julgados daqui a quatro anos. "... dar tudo pelo Funchal" não é nada, como não o foi, há vinte anos, com o "Funchal de alto a baixo", onde começaram por baixo e não passaram da cota 40! Os eleitores façam o favor de escolher. 


Como disse o candidato Paulo Cafôfo, no início da pré-campanha, basta de lamúrias. Daí que não valha a pena continuar a chorar pelas esquinas, nas mesas de café e no recato do lar, quando a questão essencial está nas opções programáticas prioritárias dos candidatos. No caso do Funchal as diferenças são abissais: Paulo Cafôfo opta pelas pessoas; Bruno Pereira pela manutenção do sistema que conduziu ao desemprego e à pobreza; Paulo Cafôfo tem uma equipa de cidadãos independentes oriundos da designada sociedade civil; Bruno Pereira uma equipa de repetidos, de pessoas que saltitam daqui para ali consoante a onda e os interesses partidários. Paulo Cafôfo deve obediência à sua consciência de cidadão; Bruno Pereira deve obediência a Alberto João Jardim; Paulo Cafôfo é na montra aquilo que tem no armazém; Bruno Pereira disfarça a montra, (o outdoor demonstra-o), porque o armazém partidário, depois de 37 anos de governo autárquico, nada de novo tem para oferecer. Perante isto, os eleitores, repito, façam o favor de escolher. Tão simples. Não se esquecendo que se trata de uma opção para quatro anos, isto é, mais 1460 dias! 
Ilustração: Arquivo próprio.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

MUDANÇA, JÁ!


No meio deste folclore, como se o passado pudesse ser ignorado, leio a mensagem do PSD: "Consigo vamos dar tudo pelo Funchal". Prometem o que sempre prometeram, dar tudo pela descaracterização do concelho, pelo desordenamento, pela divisão social da cidade em zona alta e zona baixa, pela "venda" do litoral aos privados, pelos atropelos ao PDM, pelo crescimento comercial sem plano e, entre outros aspectos, pela falta de protecção nas zonas de risco. Não são claros, intencionalmente são translúcidos. Não se comprometem a reduzir, progressivamente, a taxa de IMI que constitui uma pouca-vergonha para as famílias, não se comprometem com uma comparticipação nos medicamentos para os idosos e carenciados, não se comprometem em revitalizar o comércio, não se comprometem com o combate ao desperdício, não se comprometem com o pagamento atempado aos fornecedores, não se comprometem com a eficiência energética, não se comprometem com a simplificação, desburocratização e modernização autárquica, não se comprometem com a devolução de 5% do IRS aos munícipes, não se comprometem com um fundo de investimento cultural, com uma agenda cultural dinâmica e integrada, não se comprometem em integrar o Funchal na rede de cidades educadoras, não se comprometem em fixar um tempo de serviço à comunidade, enfim, não se comprometem com as pessoas e com nada. Comprometem-se com o lugar! Assisto, simplesmente, a palavras, palavras e mais palavras de circunstância. O "chefe" quer assim e os subordinados seguem o caminho. O "chefe", do alto das "angústias" determina e os praças obedecem. 

Conhecer a cidade para além do bilhete postal

A hora da "MUDANÇA" tardou, mas está a chegar. A "mudança" que brota da sociedade, a mudança assente em outros protagonistas, a mudança sustentada em políticas viradas para o colectivo e não para um quadro restrito de indivíduos que fazem da política o espectáculo e a seiva dos seus grandes ou pequenos interesses. A "mudança" não se constrói com sucedâneos, a "mudança" não é tirar uns para colocar os "mesmos", os mesmos de sempre, a "mudança" não se operacionaliza com políticos travestidos de democratas de última hora e que escondem no armazém os seus desígnios ideológicos, de classe e de partido. A "mudança" para que seja "mudança" terá de romper com velhos hábitos, com os condicionamentos impostos, com os lobos vestidos de cordeiro, com todas as políticas que deixaram a Madeira na dependência externa, numa insuportável dupla austeridade que está a custar os olhos da cara a milhares de madeirenses e de portosantenses. A "mudança" tem de ser radical, todavia com bom senso, respeito, rigor e determinação. Neste quadro, no caso do Funchal, enquanto centro das grandes decisões políticas, centro que pode determinar, a breve prazo, um novo quadro político regional, acredito que o Dr. Paulo Cafôfo e a sua equipa vença o acto eleitoral de 29 de Setembro. É importante que tal aconteça. Tenho acompanhado a sua campanha. Indiscutivelmente, a melhor dos últimos anos. Tem sido serena, frontal, propositiva, incisiva e convincente. 
Ora, quando aparece o mesmo de sempre, o "vigia da quinta", a tentar transmitir a ideia que é cedo para ir para casa, quando vozes se levantam, sempre os mesmos e com a mesma cantilena, que governo e câmaras devem ser todos da mesma cor política (que grandes democratas estes!), obviamente que a "mudança" se impõe como necessidade absoluta. Para mais, no meio deste folclore, como se o passado pudesse ser ignorado, leio a mensagem do PSD: "Consigo vamos dar tudo pelo Funchal". Prometem o que sempre prometeram, dar tudo pela descaracterização do concelho, pelo desordenamento, pela divisão social da cidade em zona alta e zona baixa, pela "venda" do litoral aos privados, pelos atropelos ao PDM, pelo crescimento comercial sem plano e, entre outros aspectos, pela falta de protecção nas zonas de risco. Não são claros, intencionalmente são translúcidos. Não se comprometem a reduzir, progressivamente, a taxa de IMI que constitui uma pouca-vergonha para as famílias, não se comprometem com uma comparticipação nos medicamentos para os idosos e carenciados, não se comprometem em revitalizar o comércio, não se comprometem com o combate ao desperdício, não se comprometem com o pagamento atempado aos fornecedores, não se comprometem com a eficiência energética, não se comprometem com a simplificação, desburocratização e modernização autárquica, não se comprometem com a devolução de 5% do IRS aos munícipes, não se comprometem com um fundo de investimento cultural, com uma agenda cultural dinâmica e integrada, não se comprometem em integrar o Funchal na rede de cidades educadoras, não se comprometem em fixar um tempo de serviço à comunidade, enfim, não se comprometem com as pessoas e com nada. Comprometem-se com o lugar! Assisto, simplesmente, a palavras, palavras e mais palavras de circunstância. O "chefe" quer assim e os subordinados seguem o caminho. O "chefe", do alto das "angústias" determina e os praças obedecem.
Quando isto acontece, mesmo quando as dificuldades financeiras são enormes, mesmo quando a Câmara se debate com mais de cem milhões de dívidas, é-me ininteligível que, neste momento, não se saiba o que é que estes senhores, que pelo poder andam há quase quarenta anos, querem da cidade do Funchal. "A cidade onde quero trabalhar", a "cidade onde quero criar", "a cidade onde queremos estar", "a cidade onde quero crescer" "a cidade onde quero empreender", "a cidade onde quero estudar", enfim, lêem-se frases soltas e ocas que nada de substancial transmitem. Eu também quero tudo isso, interessa é saber como vão fazer. E isso não dizem, escondem. E não dizem porque poucos acreditarão face ao histórico de 37 anos em que nada daquilo foi concretizado. Mas respeito que assim sejam e assim se comportem. Espero é que os eleitores, depois de tantos anos de música política de sonoridade pimba, escolham a "MUDANÇA" como possibilidade de um novo tempo e de novas apostas. 
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

UM CANDIDATO ENTRE O JAZZ E A MÚSICA PIMBA


O mais interessante disto é que o candidato Dr. Bruno Pereira vai nessa história. Ele quer ser presidente de uma câmara que oscila entre um magnífico espectáculo anual de jazz e uma repelente música pimba. Melhor que Carreira é o artista Jardim que fez "Carreira" política e que, embora mantendo o mesmo espectáculo de há 37 anos, é hoje fonte de humor, de divertimento, capaz de interpretar a tragédia e a comédia como poucos. Mas a política de certos senhores sempre foi feita assim. Não têm € 66.000,00 para a Fundação (os responsáveis estão nos dois ambientes) pagar as contas de água e de energia eléctrica, mas têm quarenta mil para dar a um sujeito para, no intervalo, tentarem vender um produto político completamente fora de prazo. Falta-lhes um mínimo de pudor. Não tenho dúvidas que a praça se encherá, mas o sentido de voto não se alterará com essa manifestação que constitui, do meu ponto de vista, uma provocação aos que nada têm, um acto incompreensível por quem quer e não pode pagar as suas obrigações mensais, quer alimentar os filhos e depende da solidariedade, que desejam adquirir os cadernos e livros para a escola que se aproxima e sentem os bolsos vazios. Que reles e oportunistas são! 




Não tenho a certeza se aqui já contei a situação que vou tentar narrar. Envolveu uma campanha eleitoral, comícios-festa e artistas convidados. A história já tem uns anos. Antes de mais fica aqui o registo que sempre tive dúvidas sobre a relação custo-benefício relativamente às acções de campanha com artistas vindos de fora. Porém, quando assumi responsabilidades dessa natureza, a vontade dos grupos de trabalho que integrei foram sempre determinantes. Lembro-me de ter estabelecido um contacto com o Sérgio Godinho que acedeu participar num comício. Não sei precisar o cachet, mas tenho a noção que foi irrisório, um pouco por amor à camisola na luta por uma sociedade melhor. Tratava-se de um artista com muitas canções de intervenção política, portanto, pensei eu, adequado para o comício ali junto à Assembleia Legislativa da Madeira. Convidei, também, um grupo de músicos da Madeira, que formavam um conjunto de irrepreensível qualidade, para a primeira parte do referido comício-festa. Lamento não lembrar-me o seu nome. Ora, estava este grupo em palco, decorriam já uns quinze a vinte minutos de espectáculo e um sujeito abeira-se e pergunta-me: olhe, a que horas é que isto começa? Respondi-lhe: já começou. Ele retorquiu: eles estão ainda a ensaiar, não estão? Na altura, ainda para ele olhei, para perceber se estava no gozo comigo. Não estava. A sua cultura musical é que era outra. Possivelmente, mais pimba!  
Frente ao palco, mesmo quando o Sérgio Godinho actuava, talvez estivessem umas trezentas pessoas. Algumas outras dezenas sentadas nas esplanadas vizinhas. Mas ali junto ao palco, os do partido e, provavelmente, aquelas pessoas mais sensíveis à Revolução de Abril e às letras que muito disseram e continuam a dizer. Aquele episódio do homem que desesperava por ouvir qualquer musiquinha conhecida, ao jeito, certamente, da música pedida das estações de rádio, fez-me reflectir e mesmo confirmar que os comícios com artistas de qualidade não valem a pena. Os outros, com música pimba, de choradinhos ou de versos brejeiros, as pessoas acorrem pelas mais diversas razões, mas o efeito eleitoral não tem a expressão que os partidos pretendem. Estou convencido que é dinheiro mal gasto. Hoje, ainda por cima, em um momento de clara tragédia económica, financeira e social, como ontem foi público, o PSD gastar € 40.000,00 com um sujeito, penso ser ofensivamente pornográfico. Não tenho dúvidas que a praça se encherá, mas o sentido de voto não se alterará com essa manifestação que constitui, do meu ponto de vista, uma provocação aos que nada têm, um acto abstruso por quem quer e não pode pagar as suas obrigações mensais, quer alimentar os filhos e depende da solidariedade, que desejam adquirir os cadernos e livros para a escola que se aproxima e sentem os bolsos vazios. Que reles e oportunistas são!
O mais interessante disto é que o candidato Dr. Bruno Pereira vai nessa história. Ele quer ser presidente de uma câmara que oscila entre um magnífico espectáculo anual de jazz e uma repelente música pimba. Melhor que Carreira é o artista Jardim que fez "carreira" política e que, embora mantendo o mesmo espectáculo de há 37 anos, é hoje fonte de humor, de divertimento, capaz de interpretar em cima do palco a tragédia e a comédia como poucos. Mas a política de certos senhores sempre foi feita assim. Não têm € 66.000,00, segundo o DN-Madeira, para a Fundação (os responsáveis estão nos dois ambientes) pagar as contas de água e de energia eléctrica, mas têm para dar quarenta mil a um sujeito para, no intervalo, tentar vender um produto político completamente fora de prazo. Falta-lhes um mínimo de pudor.
Assumiu, ontem, o candidato Dr. Paulo Cafôfo e com toda a razão: "(...) Estamos um pouco cansados de homens de gravata e cinto largo nas calças, que só procuram a sua carreira política. O objectivo deve ser servir o público e não servir-se do público", pelo que "esta é a hora da mudança" (...) "Somos os únicos em condições de derrotar o poder estabelecido, de derrotar o dr. Bruno Pereira que é o procurador do dr. Jardim". Concordo.
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 1 de setembro de 2013

DR. BRUNO PEREIRA, O QUE É UMA CAMPANHA ALEGRE E COLORIDA? SERÁ DIVERTIR-SE COM O DESASTRE SOCIAL?


Dr. Bruno Pereira, senhor candidato, não podemos brincar com coisas que são muito sérias. O momento não é de funeral no sentido que o termo significa, mas é de ruptura com o passado para que possamos todos, todos os madeirenses e portosantenses, sobreviver e reganhar a Autonomia perdida. Mas se falarmos de funeral sempre digo que os cangalheiros da nossa sociedade, os cangalheiros da economia, das finanças, do desemprego e da pobreza estão perfeitamente identificados. Por isso, não se pode ser "alegre e colorido" numa campanha quando o momento é de falar sério, sem papas na língua e desmascarando quem aqui nos trouxe. O padrinho e os afilhados políticos da tal "Madeira Nova". E pergunto: como alguém pode falar sério e de forma credível se pertence ao grupo que conduziu a Madeira à falência? Como alguém pode falar de um programa eleitoral "realista" se o seu histórico é de megalomanias que conduziu a Madeira à dupla austeridade? Como alguém pode dizer ser necessário "trabalho, trabalho, trabalho... ninguém faz nada sem trabalho", quando os eleitores olham para trás e sentem que, com tanto trabalho alegadamente feito, existem milhares no desespero do desemprego? Que estranha contradição!


Disse o candidato Bruno Pereira: "(...) Não estamos a concorrer para um funeral ou uma cerimónia", pelo que a campanha tem de ser feita de forma "alegre e colorida e não em tons dramáticos". Perante o dramatismo da situação regional, sinceramente, não sei o que é uma campanha alegre, colorida e festiva, certamente! Não sei. Isto faz-me lembrar um pouco o antigo hino da Mocidade Portuguesa do regime anterior a 1974, que sublinhava: "Lá vamos, cantando e rindo, levados, levados, sim (...)". Mais tarde, já adultos e compreendendo toda a marosca, nós dizíamos: levados, levados... e de que maneira! 
Dr. Bruno Pereira, senhor candidato, não podemos brincar com coisas que são muito sérias. O momento não é de funeral no sentido que o termo significa, mas é de ruptura com o passado para que possamos todos, todos os madeirenses e portosantenses, sobreviver e reganhar a Autonomia perdida. Mas se falarmos de funeral sempre digo que os cangalheiros da nossa sociedade, os cangalheiros da economia, das finanças, do desemprego e da pobreza estão perfeitamente identificados. Por isso, não se pode ser "alegre e colorido" numa campanha quando o momento é de falar sério, sem papas na língua e desmascarando quem aqui nos trouxe. O padrinho e os afilhados políticos. E pergunto: como alguém pode falar sério e de forma credível se pertence ao grupo que conduziu a Madeira à falência? Como alguém pode falar de um programa eleitoral "realista" se o seu histórico é de megalomanias que conduziu a Madeira à dupla austeridade? Como alguém pode dizer ser necessário "trabalho, trabalho, trabalho. Ninguém faz nada sem trabalho", quando os eleitores olham para trás e sentem que, com tanto trabalho alegadamente feito, existem milhares no desespero do desemprego? Que estranha contradição!
A talhe de foice, confesso, disse ontem palavrão quando ouvi o vice-presidente do governo destacar, na inauguração de uma rua em S. Cruz que "só a cooperação entre a Câmara e o Governo nesta altura de grandes dificuldades, possibilitou que, com sucesso, satisfizéssemos esta reivindicação da Câmara". Isto é, uma vez mais, a ameaça subtil ao jeito, senhores eleitores vejam lá em quem votam, porque só câmara e governo da mesma cor política possibilita a realização de obras. Uma vice-presidência que desgraçou a Madeira com as Sociedades de Desenvolvimento, as quais, muito rapidamente, se tornaram em sociedades de endividamento, teima em não olhar-se ao espelho. Que estranha forma de interpretar a democracia! Que forma hábil de fazer política através do medo! Só pode haver uma solução para quem assim se comporta na vida política: MUDANÇA.
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 31 de agosto de 2013

ESTOU EM CRER QUE PAULO CAFÔFO SERÁ O PRÓXIMO PRESIDENTE DA CÂMARA DO FUNCHAL


"É um facto: Cafôfo tem tudo para cavalgar a onda popular que se esboça no panorama eleitoral funchalense. E ainda falta os partidos da coligação, em conjunto e a solo, colocarem no terreno atributos revelados em outras ocasiões, em certa parte premiados pelo eleitorado" - Luís Calisto, Jornalista. Trata-se de uma análise que subscrevo. Por partes: primeiro, há um evidente e crescente descontentamento com Alberto João Jardim. As suas atitudes, as constantes provocações, a forma como se desresponsabiliza dos actos da governação, parece-me óbvio que serão castigadas nas urnas; segundo, o candidato Bruno Pereira significa a continuidade do erro. Politicamente, o travestismo dificilmente passa. Aquilo que se é, no plano ideológico, claro, tarde ou cedo é percepcionado pelos eleitores. O Dr. Bruno Pereira esteve lá, incompatibilizou-se com Miguel Albuquerque e colocou-se ao lado de Jardim. Penso que essa atitude ser-lhe-á fatal. Na política não basta ser boa pessoa ou pessoa de bem, pois os comportamentos contam muito e acabam por definir o perfil do candidato; terceiro, trinta e sete anos de poder absoluto exige, naturalmente, que a mudança aconteça. As raízes tornaram-se grossas, profundas e a rede de interesses tentacular. Se, desta vez, tal não acontecer, então a população deixará de ter fundadas razões para se queixar. De resto, pergunto, onde se encontram os desempregados, os empresários, os professores, os engenheiros, os arquitectos, os reformados e pensionistas, enfim, tanta gente que anda a passar mal consequência de políticas tresloucadas?; quarto, a coligação PSD/CDS, na República, que tanto mal tem feito ao povo português, em geral, e, em particular, ao povo da Madeira, deverá ser entendida como uma extensão de interesses políticos a evitar; entre outros aspectos, finalmente, o PS, só, já obteve valores acima dos 28%, portanto, é lógico que a coligação "Mudança", formada por seis partidos, possa vir a atingir uma cifra que lhe garanta a vitória. Que será muito disputada, não tenho dúvidas! 


Da sondagem revelada ao início da noite de ontem pelo Expresso e a SIC fica claro que a presidência da Câmara Municipal do Funchal é uma questão em aberto. Segundo o estudo realizado pela Eurosondagem, o PSD, se as eleições fossem ontem, não teria maioria absoluta. Ficava-se, para já, com 36,4%, Paulo Cafôfo, líder da Coligação Mudança chegaria aos 28,8% e José Manuel Rodrigues teria cerca de 24,8%. Finalmente, a CDU teria 6,9% dos votos. Mas, com toda a certeza, estes não serão os resultados finais. O sentimento de mudança é de tal ordem que Bruno Pereira, o candidato indicado por Alberto João Jardim, dificilmente resistirá à pressão de Paulo Cafôfo. Sobre esta matéria li, esta manhã, um texto do Jornalista Luís Calisto com o qual me identifico: "(...) Falta um mês, praticamente, para o dia de votar. Cada força concorrente saberá que trunfos tem para puxar ainda. Porém, pelo que percebemos na vida real, cresce um sentimento favorável à novidade, à mudança. E "Mudança", na verdadeira acepção do termo, é a proposta pela coligação dos partidos de oposição - PS, BE, PTP, PND, MTP e PAN. Conhecemos muita gente do próprio PPD que não esconde uma simpatia em crescendo pela candidatura de Paulo Cafôfo. Notamo-lo desde que o cabeça-de-lista começou a dar-se a conhecer um pouco mais, em entrevistas e contactos directos com a população. Ainda aqui vamos. É um facto: Cafôfo tem tudo para cavalgar a onda popular que se esboça no panorama eleitoral funchalense. E ainda falta os partidos da coligação, em conjunto e a solo, colocarem no terreno atributos revelados em outras ocasiões, em certa parte premiados pelo eleitorado". 
Trata-se de uma análise que subscrevo. Por partes: primeiro, há um evidente e crescente descontentamento com Alberto João Jardim. As suas atitudes, as constantes provocações, a forma como se desresponsabiliza dos actos da governação, parece-me óbvio que serão castigadas nas urnas; segundo, o candidato Bruno Pereira significa a continuidade do erro. Politicamente, o travestismo dificilmente passa. Aquilo que se é, no plano ideológico, claro, tarde ou cedo é percepcionado pelos eleitores. O Dr. Bruno Pereira esteve lá, incompatibilizou-se com Miguel Albuquerque e colocou-se ao lado de Jardim. Penso que essa atitude ser-lhe-á fatal. Na política não basta ser boa pessoa ou pessoa de bem, pois os comportamentos contam muito e acabam por definir o perfil do candidato; terceiro, trinta e sete anos de poder absoluto exige, naturalmente, que a mudança aconteça. As raízes tornaram-se grossas, profundas e a rede de interesses tentacular. Se, desta vez, tal não acontecer, então a população deixará de ter fundadas razões para se queixar. De resto, pergunto, onde se encontram os desempregados, os empresários, os professores, os engenheiros, os arquitectos, os reformados e pensionistas, enfim, tanta gente que anda a passar mal consequência de políticas tresloucadas?; quarto, a coligação PSD/CDS, na República, que tanto mal tem feito ao povo português, em geral, e, em particular, ao povo da Madeira, deverá ser entendida como uma extensão de interesses políticos a evitar; entre outros aspectos, finalmente, o PS, só, já obteve valores acima dos 28%, portanto, parece-me óbvio que a coligação "Mudança", formada por seis partidos, possa vir a atingir uma cifra que lhe garanta a vitória. Que será muito disputada, não tenho dúvidas! 
Ora, perante este sumário de factos, o candidato Paulo Cafôfo, independente e apoiado por seis partidos, com um discurso propositivo, sensato, inteligente, de rigor e de esperança, parece-me natural que venha a superar o candidato do regime. O CDS, é minha opinião, que descerá significativamente. Não será fácil a luta entre Cafôfo e Bruno dada a desproporção de meios, mas que é possível a "Mudança" ganhar, é! Veremos. As próximas semanas serão determinantes.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

CANDIDATO BRUNO PEREIRA OPTA PELA POLÍTICA DO VALE TUDO!


Neste contexto, coexistem dois aspectos que julgo serem relevantes: primeiro, o Dr. Bruno Pereira envolvido nesta história, dá a entender que se encontra numa linha de vale tudo. Quando um candidato não se demarca de certos comportamentos típicos do jardinismo, demonstra que é igual ao "chefe das Angústias". Pior a emenda quando o candidato diz: "estou em exercício de funções enquanto vereador, fui convidado pelo senhor presidente da junta de freguesia e com muito gosto aceitei participar". Como se fossemos idiotas!; em segundo lugar, perante factos denunciados e documentados como este que o DN trouxe a lume, qual a posição do Senhor Representante da República? Ah, dirá, que não tem nada a ver com isso, que o período eleitoral ainda não começou, blá, blá, blá, blá, e, portanto, não tem sentido uma sua intervenção. Pessoalmente, entendo que deveria ter. Deveria, através de uma chamada de atenção, constituir-se, através da palavra, como uma referência moral do que por aí acontece. Dirá, também, que não tem competências para tal. Não é bem assim. Ele é o Representante da República, nomeado pelo Presidente da República, a Região é portuguesa, logo, rege-se, também, por padrões de comportamento que devem ser considerados. Tão importante como uma qualquer visita a uma instituição ou receber cumprimentos institucionais deste ou daquele, são as questões relacionadas com o exercício da DEMOCRACIA que deveriam constituir uma sua preocupação diária.

Vizinha... com molho ou sem molho?

Noticia o DN-Madeira, em uma "denúncia" do Deputado Hélder Spínola: "No passado sábado, a Junta de Freguesia de Santo António promoveu um passeio ao Porto Moniz, com almoço incluído servido na Santa, e em que participaram mais de 700 pessoas (15 autocarros). Quem não perdeu a oportunidade para fazer campanha às custas dos recursos da Junta de Freguesia de Santo António (de todos nós, portanto) foi o candidato do PSD à Câmara do Funchal, Bruno Pereira, que fez questão de distribuir os almoços". Aqui fica a foto DN, cujo texto pode ser lido aqui.
Alguns perguntarão, qual a novidade, pois que sempre foi assim? Os meios públicos, que a todos pertence, sempre foram utilizados para a mais descarada campanha eleitoral: para a realização de comícios, para arregimentar, para demonstrar poder, para comprar o voto a troco de um almoço, de um jantar ou de um passeio. Macarronada, feijoada, dobrada à moda do Bruno, seja lá o que for, tudo serve para juntar o povo e para tentar enganá-lo. Que o partido, com os seus meios, projecte uma campanha eleitoral, de não comprometimento de projectos para o Funchal e opte por uma política de estômago, tudo bem, pessoalmente, nada tenho a comentar. Bom proveito faça a quem desfruta de um prato. Dessa política, obviamente, retiro as minhas leituras e, certamente, muitos funchalenses retirarão as suas. O problema é outro, muito grave, é a subtileza de, através dos escassos recursos financeiros das Juntas de Freguesia, promover convívios com candidatos. Não o fazem ao longo do ano, não têm uma política de combate à pobreza e exclusão social escondida por tantos sítios, becos, entradas e impasses, mas porque se aproximam eleições, disponibilizam dinheiro para o pagamento da factura. Pouca-vergonha. Já não basta o Jornal da Madeira, também as freguesias compõem o ramalhete com actividades que constituem, por um lado, uma provocação, por outro, clarifica, totalmente, o posicionamento destes candidatos se, eventualmente, forem eleitos.
Neste contexto, coexistem dois aspectos que julgo serem relevantes: primeiro, o Dr. Bruno Pereira envolvido nesta história, dá a entender que se encontra numa linha de vale tudo. Quando um candidato não se demarca de certos comportamentos típicos do jardinismo, demonstra que é igual ao "chefe das Angústias". Pior a emenda quando o candidato diz: "estou em exercício de funções enquanto vereador, fui convidado pelo senhor presidente da junta de freguesia e com muito gosto aceitei participar". Como se fossemos idiotas!; em segundo lugar, perante factos denunciados e documentados como este que o DN trouxe a lume, qual a posição do Senhor Representante da República? Ah, dirá, que não tem nada a ver com isso, que o período eleitoral ainda não começou, blá, blá, blá, blá, e, portanto, não tem sentido uma sua intervenção. Pessoalmente, entendo que deveria ter. Deveria, através de uma chamada de atenção, constituir-se, através da palavra, como uma referência moral do que por aí acontece. Dirá, também, que não tem competências para tal. Não é bem assim. Ele é o Representante da República, nomeado pelo Presidente da República, a Região é portuguesa, logo, rege-se, também, por padrões de comportamento que devem ser considerados. Tão importante como uma qualquer visita a uma instituição ou receber cumprimentos institucionais deste ou daquele, são as questões relacionadas com o exercício da DEMOCRACIA que deveriam constituir uma sua preocupação diária. Mas, enfim... se o Presidente da República não tem mão sobre as barbaridades políticas que se passam na Madeira, o Representante terá? 
Um dia tudo isto mudará... podem alguns senhores ter a certeza que mudará. Só a mudança é imutável ou, então, como assumiu John F. Kennedy: "A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro."
Ilustração: Google Imagens.