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domingo, 21 de janeiro de 2018

ONDE SE FALA DE COSTA(S) LARGAS E DE BICICLETAS BT(T)


Escrevo com a liberdade de pensamento que me assiste. Entendo que respeitar a democracia é uma coisa, reflectir sobre o futuro é outra. E essa leitura posso e devo fazê-la. É-me legítima. Os militantes do PS-Madeira votaram no senhor Emanuel Câmara. Fizeram a sua escolha. Está feita e ponto final. Diferente da minha. Oxalá esteja eu completamente enganado, mas estes resultados, infelizmente, não auguram nada de bom. Continuo a defender que o político mais bem preparado para governar foi, internamente, preterido. A Madeira precisava de um político de qualidade no sentido do pleno domínio de todos os dossiês da governação, coisa que, obviamente, não se aprende de um dia para o outro, nem com blá, blá, sobretudo no concernente a dossiês determinantes, caso concreto, da Economia e Finanças, verdadeiro calcanhar de Aquiles da Região. Fazer projectos no papel, estou a falar da elaboração de "moções" é uma coisa, possuir inteligência política para os implementar é outra. Aliás, os vencedores sabem-no bem, que o exercício da política séria e consequente não se consegue, apenas, com largos sorrisos e "soundbytes" de circunstância.


Não quero saber das razões mais substantivas, das maquiavelices ou da opacidade de todo o percurso que, aliás, foi público e notório. Há muito que é assim, que o subterrâneo funciona. Foram perceptíveis algumas passagens na comunicação social. Percebeu-se que houve e que há "costa's" largas neste processo e, como hei-de dizer, bicicletas todo o terreno, de marca BT(T) a funcionar de acordo com inegáveis interesses pessoais e até com pontinhas de vingança relativamente a etapas anteriores. Mas isso é passado. De que vale chorar sobre o leite derramado, questiono-me. Porém, não esqueço as históricas habilidades no bas-fond. Fala-se, agora, de uma tal estratégia ganhadora e que, doravante, isto será sempre a abrir! Oxalá não fique a restar a continuidade dos estratagemas. Por aí será muito difícil atingir seja que objectivo for. É preciso qualidade, muita qualidade técnica e política para marcar a diferença. E a propósito, enaltece a edição de hoje do DN-Madeira: Carlos Pereira "fez crescer o PS-Madeira e deu-lhe credibilidade. E tanto assim foi que tornou a liderança apetecida. Perdeu mas deixa a fasquia alta (...)".  
Quem, um dia, se predispuser a fazer a História, do Surdo à Alfândega, certamente que terá de escrever sobre acções ardilosas e armadilhadas que agora atingiu o seu apogeu. Não tenho paciência para chafurdar nas maquiavelices, mas  preocupa-me o futuro. O meu Amigo Arquitecto Luís Vilhena escreveu que nas recentes eleições ficou claro que "o PS Madeira não estava preparado para o Carlos. E apesar de todos reconhecerem a sua competência, era-lhes muito difícil engolir isso". Eu penso que sim. Essa foi a posição de toque à qual se juntou a luta pela continuidade de um emprego na política. Por conseguinte, qual estratégia! 
Seja como for, depois desta vitória do senhor Emanuel Câmara, bom seria que mudasse de opinião (penso, também, que é tarde) apresentando-se, em 2019, com a tal estratégia ganhadora, como cabeça de lista e candidato a presidente do governo. E que o Dr. Paulo Cafôfo regressasse à sua predisposição inicial, isto é, a de governar a cidade do Funchal, o melhor possível, até ao final do mandato, com possibilidades de renovar o mandato. Diz o provérbio "quem tudo quer, tudo perde". E a tal "estratégia" pode conduzir a dois pássaros a voar. Cuidado. 
Jamais voltarei a escrever sobre este tema. Se, em Outubro de 2019, não tiver razão, oxalá não tenha, obviamente, que aqui virei exultar a vitória do meu partido político. Para já, com toda a minha sinceridade, deixei aqui o que penso. Que sejam felizes!
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 14 de janeiro de 2017

AGÊNCIAS DE EMPREGO OU O ESPELHO QUE MENTE!


FACTO

“Será a FrenteMar Funchal uma agência de emprego para os amigos do senhor presidente da Câmara? Quererá o senhor presidente da Câmara fazer da FrenteMar Funchal um offshore das suas nomeações políticas? Questões que João Paulo Marques deixou, esta manhã, numa conferência do PSD junto à sede da empresa municipal, noticia o DN-Madeira. (http://www.dnoticias.pt/madeira/sera-a-frentemar-uma-agencia-de-emprego-para-os-amigos-de-cafofo-YE745735

PERGUNTA

A resposta, caso assim entendam, pertence ao actual executivo da Câmara do Funchal. Enquanto cidadão, quando li, perpassaram-me tantas perguntas. Uma delas: por agência de emprego político, quem, desde há 40 anos, governamentalizou tudo, "colocando os seus", desde a Assembleia, serviços do governo, autarquias, casas do povo, associações e até clubes?
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 19 de novembro de 2016

40 ANOS A ENCOLHER OS OMBROS E, AGORA, MANDAM TRABALHAR...


"Que a Câmara trabalhe. Que a Câmara governe o Funchal." - declaração dos Vereadores do PSD-M na Câmara do Funchal. Obviamente que há e haverá sempre muito a fazer no Funchal. Para "consertar" o que de errado foi feito não sei se bastarão outros 40! Refiro-me ao completo desordenamento das zonas altas do Funchal, à necessidade de requalificação urbanística, novos hábitos a aprender e a consolidar relativamente às questões ambientais, educativas, sociais e de cidadania. 


Por enquanto, enquanto cidadão, vejo que o "trabalhinho" que alguns deixaram, uma Câmara "falida", está a ser feito: em três anos já conseguiram pagar 40 milhões de euros de uma sufocante dívida um pouco acima de cem milhões. Isto, é o que a comunicação social transmite, não estou a inventar. Vão pagando dívidas aos fornecedores, vão reduzindo o IMI, vão despoletando novos apoios para os mais vulneráveis da sociedade funchalense, vão ao encontro das famílias suportando os encargos com medicamentos e manuais escolares, coisa que deveria ser da responsabilidade do governo através do Orçamento da Região, vão tapando buracos nas estradas porque o dinheiro não estica para novas asfaltagens, retiram o lixo a tempo e horas e a água não tem faltado, ainda assim, face à delicadeza da situação financeira, li que irão investir no próximo ano 20 milhões de euros em obras, até ao final do mandato, também li, vão devolver aos funchalenses um somatório de 10 milhões de euros na carga fiscal, também registei o facto de atribuírem 4 milhões de euros de investimento em acessibilidades, saneamento básico e no melhoramento dos espaços públicos, que haverá mais 60 fogos de habitação social e cerca de 1,4 milhões para os bombeiros, enfim, repito, enquanto cidadão, o saldo parece-me positivo. O resto é politiquice, não é postura de oposição com projecto. E sendo assim, não me levem a mal... vão trabalhar! Por exemplo, tentar que o Senhor Presidente do Governo mande devolver à Câmara, salvo erro, cinco milhões de euros do IRS, aspecto face ao qual lutou contra Alberto João Jardim no tempo que presidiu à autarquia e que, agora, parece ter-se esquecido ou, então, pôr o governo a aceitar os quatro milhões de contratos-programa para obras necessárias e urgentes no Funchal. Já que assinou com outros concelhos que o faça, também, no Funchal. Só aqui estão NOVE MILHÕES que exigem muito trabalho!
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

NÃO ESPERO POR UMA SOLIDARIEDADE NACIONAL. ESPERO, SIM, PELO DEVER NACIONAL DE RECONSTRUÇÃO


Não o faço por amizade pessoal, tampouco por convicções partidárias. Sempre fui assim, mas agora cada vez mais prezo a minha independência de pensamento. A situação de pânico e de profunda angústia parece-me que está atenuada. Subsiste, agora, a dor da morte, a ansiedade pelo futuro próximo, o sufoco pela perda de bens, o desânimo face a uma paisagem verde que se tornou cinzenta. Começa a ficar como grande preocupação os milhões necessários à reconstrução. Se o coberto vegetal levará anos, muitos anos, já reconstrução dos edifícios espero que não fique embrulhada na burocracia. Daí que não espere pela solidariedade nacional, mas pelo DEVER nacional, porque esta é uma parcela do território português. Há fogos por todo o lado, é verdade, só que a Madeira é um território descontínuo, pobre, socialmente assimétrico e dependente da indústria do turismo. Não ter em consideração estes factores, entre outros, será muito grave para os madeirenses. Aguardemos pelos próximos dias. 


Regresso ao início deste texto. Quero referir-me ao Presidente da Câmara, Dr. Paulo Cafôfo. Tenho acompanhado, à distância, a sua postura. Deu o primeiro sinal na solicitação de reforços externos no combate aos vários incêndios, activou o Plano Municipal de Emergência da Cidade do Funchal, percorreu o Funchal de alto a baixo, confortou pessoas, fez os balanços estritamente necessários e apontou uma estimativa (provisória) das necessidades financeiras, mesmo antes do Primeiro-Ministro chegar ao Funchal. Fê-lo de forma operacional nos sítios certos e com as palavras certas. Do meu ponto de vista esteve muito bem. Oxalá aquele longo abraço ao Presidente da República surta o efeito desejado, porque junto ao ouvido do Presidente alguma coisa deve ter sido transmitido. Parabéns.
Ilustração: Google Imagens/SIC/João Homem Gouveia.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

DIA DA CIDADE DO FUNCHAL E A ESTRANHA ATITUDE POLÍTICA DO VEREADOR DR. BRUNO PEREIRA


É absolutamente natural e importante que a oposição na Câmara tenha outros olhares sobre a cidade. O que não me parece razoável é que se pegue na metralhadora das palavras e varra de qualquer maneira, sem sentido de responsabilidade política. O Dr. Bruno Pereira (PSD) foi vice-presidente da Câmara, e nesse quadro político teve responsabilidades por uma estranguladora dívida muito próxima dos 100 milhões de euros. Tem razão o Dr. Paulo Cafôfo, actual presidente: "(...) Agora, as exigências são bem maiores do que antes. Quando havia dinheiro era fácil governar. Quando deixou de haver dinheiro também não era difícil, com o acumular de dívida. Mais difícil é governar com menos recursos financeiros e humanos, pagar a dívida que outros fizeram, pagar os compromissos presentes e ainda investir nas pessoas, no espaço público, na dinamização da economia". 


Mas para o Vereador do PSD esta é uma Câmara que do ponto de vista das infra-estruturas nada tem feito”. Nas zonas altas, lamentou, não tiveram “um único investimento”. O Dr. Bruno Pereira esquece-se que se as zonas altas são aquilo que são (desordenamento territorial) fica a se dever a quase quarenta anos de incúria no planeamento onde proliferaram intervenções espontâneas à revelia dos interesses da cidade. Esquece-se que foi o PSD que teve um slogan de campanha, há mais de 20 anos, "Funchal de Alto a Baixo", que começou por baixo e com algum humor se diz que não passou da cota 40! O Dr. Bruno Pereira fala do PDM que “está parado no mesmo sítio”. Esquece-se que, a Câmara, durante anos, nunca apresentou os respectivos relatórios de acompanhamento, que o PDM deveria ter sido revisto em 2007 (administração do PSD) e que foi suspenso em algumas zonas para, não digo branquear, mas legalizar erros cometidos. Esquece-se das dívidas do governo regional à autarquia. Esquece-se, também, que durante anos, a política do "bico calado" no Dia da Cidade foi a marca das administrações a que pertenceu. Hoje, felizmente, pode dizer o que pensa, na frente de todos e na cara dos actuais responsáveis pela cidade. 
Finalmente, disse que “infelizmente foram dois anos perdidos”. O Presidente da Câmara, em artigo de opinião, responde-lhe: "(...) Num contexto de grave crise económica e social, temos executado uma política de redução da carga fiscal sobre os contribuintes, devolvendo aos munícipes 1% da comparticipação de IRS que cabe ao município; redução gradual da taxa de IMI, até chegarmos à taxa mínima em 2017, que neste momento está em 0,33%; redução em 15% das taxas dos parcómetros; redução em 50% das taxas de publicidade e ocupação do espaço público, para benefício dos pequenos comerciantes. Ajudar as pessoas a ultrapassar as enormes dificuldades com que se deparam tem sido outra das nossas prioridades com a implementação de uma série de programas: Subsídio Municipal de Arrendamento; Comparticipação Municipal de Medicamentos; Programa de Apoio à Conservação, Reparação e Beneficiação de Habitações Degradadas; Apoio à Natalidade e à Família; Programa Municipal de Formação e Ocupação em Contexto de Trabalho, entre outros. (...)"
É imprescindível respeitar as diversas oposições. Mas também é dever da oposição ser politicamente séria. Este tipo de oposição de "bater por bater" foi chão que deu uvas. Até porque as pessoas não são cegas e sabem destrinçar os aspectos positivos dos negativos de uma governação. Quando uma oposição não sabe fazer essa destrinça deixa de ter qualquer credibilidade. Em dois anos, reduzir 25 milhões a uma dívida de outros... é obra!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

MAIS UMA BOLA PARA AS BANANEIRAS!


O secretário regional da Educação e dos Recursos Humanos pediu à União Europeia medidas urgentes de estímulos ao emprego. Isto é, transmitiu a ideia da região precisar de dinheirinho! Li e exclamei: mais uma bola para as bananeiras. Porque, certamente, do outro lado, devem surgir várias perguntas: o que é que os meninos andaram a fazer a tantos milhões transferidos? Que prioridades estabeleceram? Como chegaram a uma dívida de mais de seis mil milhões de euros fora as parcerias público-privadas? No quadro da Autonomia que políticas diversificadas foram implementadas geradoras de emprego sustentável? Quais foram as linhas estratégicas de orientação económica? Terão querido fazer em vinte anos o que deveria ter sido realizado em trinta? E ao nível da política educativa quais foram as preocupações para que hoje exista tanto abandono e insucesso escolar geradores de pobreza e de falta de qualificações?



Tantas as perguntas que podem ser colocadas a quem vem pedir medidas urgentes de estímulos ao emprego! No essencial, então, para que serviu a Autonomia Política e Administrativa? Para gastar ou para investir criteriosamente? 
Não se torna necessário ir muito longe. Acabo de ler uma entrevista com o Presidente da Câmara do Funchal, Dr. Paulo Cafôfo. A páginas tantas, o jornalista questionou sobre as irregularidades detectadas na Câmara do FunchalA resposta foi clara:
"(...) Esta auditoria detetou irregularidades financeiras com responsabilidade financeira para as pessoas que exerceram aqui as funções governativas. Posso dizer que, por exemplo, no ano de 2012/2013, o aspeto que se realça mais, foi que tivemos faturas sem compromisso ou despesas assumidas sem compromisso no valor de 28 milhões de euros. Isto é grave, como é óbvio, naquilo que é uma gestão da Câmara, uma gestão que encontramos numa situação financeira grave, ao contrário do que vinha sendo transmitido nos últimos anos de que a Câmara dava lucro e tinha uma situação estável. Esta auditoria veio confirmar mais uma vez que isso não era verdade. Nós fizemos uma rutura com aquilo que era a gestão financeira desta Câmara. Em apenas 15 meses, conseguimos reduzir a dívida da câmara em 22 milhões de euros. Isto é uma clara distinção daquilo que era a política do passado e a que é a do presente. Nós queremos uma visão da cidade, queremos que o Funchal seja a melhor cidade do país para se viver em 2020. São várias etapas para atingir esse objetivo e uma primeira etapa é a sustentabilidade e equilíbrio financeiros. Temos agora uma redução da dívida e uma regularização da situação financeira desta câmara. (...)"
Foi gastar à fartazana e a Câmara até dava "lucro" (saldo positivo), segundo o vereador responsável pelas contas. E são essas pessoas que pretendem fazer o mesmo ao mais alto nível da governação regional. Senhor Secretário, não jogue poeirinha para os olhos das pessoas.
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 3 de maio de 2014

CÂMARA DO FUNCHAL... ENTÃO OS OUTROS É QUE SÃO DEMAGOGOS?


A Câmara do Funchal deve mais de € 94.000.000,00. Já se sabia, só que a maquilhagem das contas, sobretudo nos últimos anos, "possibilitaram" o discurso do lucro. E neste quadro, o Dr. Miguel Albuquerque, ex-presidente da Câmara, na edição de ontem do DIÁRIO, em sua defesa, fugiu a falar de um único número e não ficou por aí, considerou o actual presidente "demagogo", adiantando: "(...) Alguém devia lembrar ao homem que as eleições terminaram no passado mês de Setembro e que lhe cabe assumir as responsabilidades inerentes ao cargo, sem desculpas ou bodes expiatórios de circunstância. É evidente que para administrar uma Câmara como a do Funchal, não basta os exercícios de retórica balofa". Retórica balofa? O seu dever é explicar como é que chegou a saldos positivos. Apenas isso. Os funchalenses não querem saber se as dívidas são de curto ou de longo prazo, se estão consolidadas ou não. O que querem saber é se, no conjunto, a Câmara deve ou não € 94.000.000,00 e que se esse montante estrangula ou não a actividade da autarquia e os projectos definidos para o Funchal. Querem saber mais, se houve ou não engenharia financeira e se, tal como sublinhou o Dr. Paulo Cafôfo, estamos ou não perante "erros, empolamentos e um embuste político". Isso é que interessa saber. Porque, quanto ao resto, parafraseando Vasco Santana, auditorias há muitas!


O Dr. Miguel Albuquerque parece que segue aquela estratégia do sujeito que tem, apenas como património, uma casa avaliada em € 200.000,00, apresenta, mensalmente, receitas ligeiramente superiores às despesas, tem um saldo positivo no final do ano de € 10.000,00, mas tem dívidas "consolidadas" na banca no valor de um milhão. Para mim está falido! Ora, este mero e comezinho exemplo parece adaptar-se às contas do Dr. Miguel Albuquerque. Contenta-se com € 10.000,00 de saldo teórico, dorme bem e quem fica a olhar para ontem são os bancos e, no caso em apreço, o actual executivo que herdou uma situação de nítido estrangulamento. A dívida é a dívida e ponto final. Os truques e as engenharias financeiras não escondem os 94 milhões em dívida. Quer ele queira ou não, trata-se de um EMBUSTE dizer que a Câmara deu lucro, pois isso gera uma falsa ideia junto da população. E a prova que está comprometido são as suas declarações marginais a roçar a zona primária da política: "(...) Paulo Cafôfo, cuja obra pública até agora foi trocar o carro preto pelo carro azul, numa tentativa de disfarçar a sua notória incapacidade executiva (...)". Ora a questão é muito mais grave e complexa e não permite fait-divers, conversa de treta e distrações na tentativa de levar a que as pessoas olhem para o acessório e não para o essencial.
Aliás, tudo isto, para mim, não é estranho. Fui Vereador da Câmara durante doze anos e sei tudo quanto deixei escrito em sucessivas actas, no que concerne ao Plano e Orçamento e às Contas de Gerência. Muito escrevi sobre esta matéria de forma inconsequente. Mas deixei escrito. A maioria absoluta do PSD votava e pronto, restava-nos a hipótese de deixar escrito o produto das análises. Os tempos são outros. Perderam a Câmara e estou convencido que os funchalenses não conhecem missa-meia.
Ilustração: Google Imagens.
NOTA
Li, na edição de hoje do DN-Madeira, declarações do Dr. Pedro Calado, ex-vereador do PSD com a responsabilidade das Finanças da Câmara Municipal do Funchal. Fala de "desculpas infantis" e de "desconhecimento da realidade da cidade", face ao anúncio de uma dívida de € 94.000.000,00. Outra coisa não seria de esperar de quem deixou o município atolado em dívidas. Mas diz uma coisa certa: É que "o povo está com os olhos abertos". Eu diria, desde que colocou a milhas quem por lá andou trinta e tal anos.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

DECÊNCIA E EQUILÍBRIO


A par da persistente negociação democrática, a resposta terá de ser implacavelmente POLÍTICA para travar a tentativa de descredibilização da coligação “Mudança” que o povo, maioritariamente, elegeu.


Dr. Paulo Cafôfo
Presidente da Câmara do Funchal

Que os 5% do IRS, na sua totalidade, deveriam ser devolvidos aos munícipes, não tenho a mínima dúvida; que o IMI, pela expressão que atingiu, é um imposto usurpador, certamente, todos concordarão; que a designada “derrama”, embora prevista, não deveria ser aplicada às empresas, também aceito; mas, se estamos a pagar uma dupla e severa austeridade, que inclui um substancial agravamento do IRS-Madeira, consequência da loucura megalómana do governo regional, poucos duvidarão; que os municípios estão endividados até ao tutano e que é uma treta falarem em “capacidade de endividamento”, penso que não subsistirão dúvidas; que há desemprego, emigração forçada e bolsas de pobreza extrema, bastará estar atento aos números do Banco Alimentar; que as questões da fome não se resolvem, por caridade, com pontuais actos de solidariedade, é óbvio; que muitos deixam as receitas médicas em cima do balcão, aviando só o estritamente prioritário, é coisa do conhecimento de toda a gente; que há um descarado roubo nos salários, pensões e confisco dos direitos contratualizados, é assunto sentido pelas pessoas. Sabe-se de tudo isto, o que apavora, retira confiança e sobretudo esperança. 
Não bastasse este gravoso quadro de constrangimentos sociais, ainda temos de suportar a mentira, a aldrabice, o oportunismo e a falta de vergonha na cara de uns políticos que nos rodeiam. Quando votam a favor e, logo de seguida, de forma despudorada, contra a mesma medida; quando se assiste a alianças espúrias; quando surgem comunicados, ressabiados e de mau perdedor, um politicamente selvagem, que fala de uma "demagogia esquerdóide e populista em todo o seu esplendor irresponsável! Bem avisámos!"; quando emerge o selo de garantia vindo de Câmara de Lobos: sediem, aqui, as vossas empresas porque nada pagarão, obviamente que, a par da persistente negociação democrática, a resposta terá de ser implacavelmente POLÍTICA para travar a tentativa de descredibilização da coligação “Mudança” que o povo, maioritariamente, elegeu.
Engº João Rodrigues e Dr. Bruno Pereira
Vereadores do PSD-M
Porquê? Simplesmente porque, para quem deixou o calote, os mais frágeis, os das periferias que se lixem! Prioritária é a rancorosa “guerra” política, subtil ou descarada, o desgaste, a luta pelo poder, o rápido apagamento da memória de quando tiveram responsabilidades e não fizeram, mesmo que necessário seja pôr à venda e a preço de saldo, princípios éticos que deveriam nortear, perante a sociedade, esse vasto conjunto de valores morais do comportamento humano. Exige-se, por isso, decência e equilíbrio, entre o desejável e a realidade!
NOTA:
Artigo de opinião, da minha autoria, publicado na edição de hoje do DN-Madeira
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PAULO CAFÔFO: "A NOSSA GRANDE OBRA NESTE MANDATO É A DO SER HUMANO"


"Inovaremos com a integração do Funchal na Associação Internacional das Cidades Educadoras. Não esqueceremos a educação, porque não há outra ferramenta que produza melhores e maiores retornos socias e económicos. É a chave do bem-estar, do desenvolvimento e do progresso, que melhora a saúde e o meio ambiente, que reduz a pobreza e a desigualdade, aumenta o empreendedorismo, a produtividade e a competitividade, e estimula a liberdade e democracia. Interviremos por isso, nas escolas com as nossa crianças e jovens, com a comunidade educativa, na elaboração de projectos educativos. Gerar oportunidades e investir nas pessoas, é o que faremos. Não basta matar a fome dando de comer a quem não tem. Acaba-se a fome, mas não a pobreza. Temos de devolver a dignidade às pessoas, dando-lhes as condições que merecem para serem auto-suficientes materialmente e terem os meios necessários à sua vida e à sua condição humana. Este é o nosso maior desafio. Não desistiremos da cidade, não abandonaremos os funchalenses. O apoio às famílias, aliviando a sua carga fiscal, através da redução do IMI, a ajuda na comparticipação de medicamentos para os mais idosos, a criação de um fundo de emergência social para os mais desprotegidos, ou a criação de programas de emprego para os jovens, serão acções inseridas na prioridade deste mandato: investir nas pessoas". 



Trinta e nove anos depois de Abril de 1974, esta manhã senti e mentalmente saboreei o doce aroma da democracia e da liberdade. Só quem viveu todos estes anos de bloqueios, de maledicências, de provocações, de intencional ostracismo, de quase omnipresença de um homem, de um grupo e de um sistema em todas as instituições, pode ter a noção do que esta mudança significa. Os que viveram abrigados debaixo dessa carapaça, com pequenos ou grandes interesses à mistura, com toda a certeza que não conseguem desfrutar dessas agradáveis sensações. Muitos, certamente, porque nascidos depois de Abril, que pouco ou nada sabem do passado e que sempre viveram no centro desta engrenagem política ditatorial, dirão, de forma desconfiada, mas afinal o que é que de grave se passou ao longo de todos estes anos? Ninguém foi preso, à excepção de alguns autarcas do PSD, ninguém foi perseguido, todos puderam falar, nunca houve censura, não tivemos uma polícia à espreita e de ouvidos atentos às conversas, afinal, de que democracia e liberdade falo, questionarão? Falo de um sistema, na palavra do "chefe", "rafinée", onde tudo acontece sem um ai. Foi esse sub-regime democrático, traduzido em um sistema absolutamente refinado que conduziu a que muitos sejam (e ainda são) prisioneiros sem serem presos, censurem sem censurar através de sinais geradores de medo e, do pior que se pode fazer a uma sociedade livre, a auto-censura, o cuidado com as palavras, o ter em atenção quem está por perto. Falo do Funchal porque é a cidade onde vivo e porque ela é a capital e o grande centro da decisão política, económica, financeira, social e cultural, mas falo de sete de onze concelhos em que esse aroma da democracia e da liberdade se espalhou nos últimos dias. 
Aliás, os 37 anos ininterruptos de maiorias absolutas do PSD-M foram evidentes em algumas manifestações populares no decorrer da cerimónia da tomada de posse do novo Presidente da Câmara Municipal do Funchal. Porque a alternância nunca se verificou e sendo o sufoco enorme, escutei algumas situações ruidosas, de desabafo, num momento que deveria se revestir de solenidade, respeito e tolerância. Gritos à liberdade e à democracia, o cântico da "Grândola Vila Morena", entre outros, transportam muito desse sinal de revolta acumulada durante anos. Eu penso que seria inevitável, ou melhor, temos de passar por estas situações para que a democracia e a alternância vinguem e se tornem normais. Os próximos anos serão, certamente, de assumpção dos valores da cidadania. O discurso do novo presidente da Câmara Municipal  do Funchal reflectiu isso mesmo e pode ser dividido em três partes:
Primeira: a CIDADANIA.
"Hoje inicia-se a primavera da cidadania! A cidade que as pessoas querem, desejam e anseiam reclama por mais cidadania. (...) É esse o oxigénio, necessário para podermos viver e fazer. (...) Quero dirigir-me a todos aqueles que mantêm bem vivo o espírito democrático no nosso concelho e que nestas eleições, durante a campanha e no ato eleitoral, demonstraram responsabilidade cívica e tolerância. (...) Todos estão obrigados a uma abertura democrática e a um diálogo construtivo, relevado pelo contexto político de existência de maiorias relativas em todos os órgãos. (...) É a ocasião de construir-se uma sociedade inclusiva, democrática, solidária, mais livre e sem medo. Esse medo, essa prisão, que existe na nossa sociedade e que limita a liberdade. Romper com o medo é libertar a cidadania e a única liberdade real é a de não ter medo. (...) Temos de recuperar a visão da cidadania, o olhar do cidadão, o modo de ver a sua participação e o seu envolvimento na construção de um destino partilhado. (...) Este é o momento de avançar e provocar mudanças definitivas. É o momento de todos nós, cidadãos, atuarmos unidos. (...) Uma cidadania destemida, que questiona o porquê das coisas, que não se acomoda e procura novas soluções para velhos problemas, que olha sempre para a comunidade e vitalidade social, numa renovação e aperfeiçoamento sistemáticos. (...) A cidadania é o melhor antídoto contra as maleitas da democracia, porque implica a formação de cidadãos política e socialmente conscientes, informados e intervenientes, capazes de exercer os seus direitos. (...) Temos de aumentar a capacidade de influência de cada cidadão na coisa pública e não deixar somente nas mãos de quem exerce cargos políticos o destino colectivo".
Segunda: GOVERNABILIDADE DA CÂMARA.
"Renovo a minha total disponibilidade de busca de consensos, já manifestada na disponibilidade de atribuição de pelouros a partidos da oposição, que apesar de recusada, não esgota e diminui a vontade na busca de convergências que, estou convicto, farão que todos assumam o seu sentido de responsabilidade, com uma única preocupação: a boa governabilidade da cidade e o serviço ao Funchal e aos funchalenses. (...) Reafirmo que sou um homem de causas e o Funchal é a minha causa. O meu compromisso e o da minha equipa é para com os funchalenses e é com eles e com o cumprimento do programa sufragado nas eleições que estamos implicados. (...) Somos uma equipa com visão e entusiasmo. Mas não podemos tudo sós. Temos de ter o apoio e a força de todos os funchalenses. (...) O poder local pela proximidade física e relacional, pode desempenhar um papel importante no combate a esta crise dos sistemas democráticos, trazendo para os espaços de decisão o cidadão comum, promovendo regularmente a sua participação na definição de políticas públicas a nível local. (...) Mas queremos mais, queremos uma nova forma de fazer política, de exercer o poder com transparência, em permanente diálogo com os cidadãos e toda a sociedade, incentivando a participação de todos. (...) Uma verdadeira cultura de serviço público, disposta a resolver os problemas e a encontrar soluções, a fazer com que as coisas aconteçam. Para tal conto com todos os funcionários da Câmara Municipal do Funchal. (...) Quero valorizá-los nesta mudança tranquila que se pretende para a cidade. Serão a mão imprescindível que apoiará toda a ação deste executivo. 
Terceira: O PROJECTO.
"Chegou a hora de concretizar a cidade do futuro que os funchalenses tanto merecem, um futuro sustentável, com um projecto estruturado e uma visão para a cidade, através de um programa coerente, de uma liderança forte e de uma equipa competente e determinada. (...) Um comprometimento entre o equilíbrio financeiro e uma Câmara que esteja ao serviço das pessoas, que cuida delas e olha por elas. (...) Uma Câmara que assegura que o Município tem condições financeiras e credibilidade para executar os projectos e programas que apresentamos e que edificam a cidade que almejamos, uma cidade sustentável. (...) Uma cidade com um território único, num anfiteatro que se abre ao mar, que detém como tesouro o seu património histórico edificado, construído ao longo de gerações e que temos o dever geracional de preservar e valorizar. (...) Somos, todos nós, os herdeiros de uma cidade do mundo, turística, que sabe receber quem nos visita e cuidar de quem cá habita. (...)  Uma cidade aberta e que investe na qualidade de vida, no conforto, no ambiente e na preservação da natureza, que assegura a harmonia entre o natural e o construído, que é energicamente eficiente, segura e tem uma actividade cultural intensa. (...) Uma cidade dinâmica e viva, competitiva, onde se conjugam comércio e lazer. (...) Queremos gerir a cidade como um todo, com políticas integradas, com planeamento e estratégia. Temos, por isso, muito do mais do que um programa: temos uma visão. (...) A nossa visão é o Funchal 2020, a melhor cidade portuguesa para se viver. (...) Para fazermos do Funchal a melhor cidade para se viver, teremos de ter a sustentabilidade como princípio basilar, numa perspectiva que exige a reinterpretação do conceito de progresso, onde haja uma maior harmonia entre o todo e as partes, promovendo-se a qualidade e não apenas a quantidade do crescimento. (...) Definimos eixos estratégicos, que nos apontam na direcção da cidade que queremos: uma cidade democrática, ágil, transparente e participativa, através de um modelo de governação municipal que promova a participação dos cidadãos, a actuação concertada dos serviços municipais, dos agentes económicos, culturais e socais, na realização das tarefas e projectos conjuntos. Iremos consegui-lo através de um alinhamento de objectivos estratégicos, construídos e concertados de forma coerente e em diálogo com os cidadãos. (...) uma cidade planeada e de fácil mobilidade. (...) Em consonância com o postulado da participação cívica na definição dos destinos colectivos, promoveremos uma reflexão sobre os contornos do Funchal, desde os Núcleos Históricos até às Zonas Altas, sem descurar as Zonas de Expansão. (...) Uma cidade planeada respeita o primado da Natureza, garantindo que a intervenção humana não descaracteriza a identidade do território, nem aumenta a vulnerabilidade das suas populações. (...) Uma cidade inclusiva, solidária e cooperativa. (...) Uma cidade dinâmica é uma cidade competitiva, com um comércio tradicional requalificado, personalizado e como marca de referência. Uma cidade saudável, protectora do ambiente, da natureza, dos animais e do património edificado. 
Ilustração: Google Imagens. DN-Madeira/Hélder Santos/ASPRESS, com a devida vénia.

domingo, 20 de outubro de 2013

AMANHÃ, 21, TOMADA DE POSSE DO NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA


Apenas uma  curiosidade...


Ao preparar o meu memorando para a semana que amanhã se inicia, registei a tomada da posse no novo presidente da Câmara Municipal do Funchal: dia 21, às 11:00 horas. Não sei explicar porquê, eu que nada sei de numerologia e da origem da ciência, fui impelido a fazer uma busca na NET sobre o significado do número 21. Dei com esta interpretação: "(...) pessoa muito compreensiva. Pessoa de personalidade 21 adora dar atenção aos outros. São muito atentas e compenetradas. Por ser muito diplomático e ter grande facilidade de adaptação, convive muito bem em todos os ambientes que frequenta. São pessoas de personalidade, são líderes natos em tudo. Muito autoconfiante, tem êxito em tudo que faz. Significa liderança e ambição. Também é o número que traz coragem, independência, actividades mentais e físicas, individualidade e realizações. Demonstra tacto, diplomacia, paciência, cooperação, companheirismo, liderança, pioneirismo, iniciativa, coragem, independência. O número 21 representa um ponto de viragem na sua vida. 21 sugere que vai ser feliz". 
Atenção, não leio horóscopos, nunca estendi a mão a uma cigana ou outra, nunca procurei saber o meu destino através de cartas e de outros meios, sou um perfeito ignorante e se não digo que tudo isso é uma aldrabice é por isso mesmo, porque sou ignorante. Ponto final. Mas achei graça naquela descrição sobre o dia 21. Quis as circunstâncias que a tomada de posse de Paulo Cafôfo fosse no dia 21 e, segundo uma ciência que tem origem, dizem, em Pitágoras, nascido cerca de 571 aC, o número 2/1 conduz a um perfil que eu diria melhor os funchalenses não poderiam escolher. 
No mínimo, interessante, embora 21 não corresponda à data de nascimento! Procurei o 18, data de nascimento, e dei com isto, entre pontos positivos e negativos: "(...) É um vencedor nato! É inteligente, tem mente activa e desperta e consegue se sobressair em quase todas as atividades (...) tem no seu lado positivo, a intuição e independência prestativa e desinteressada, intelectual, emotiva e requintada, gostando de discutir sobre os mais diversos assuntos (...) é um grande lutador, encarando todos de frente, sem medo de nada nem de ninguém".
Por um lado, porque conheço o Dr. Paulo Cafôfo e muito do que li se encaixa na perfeição; por outro, porque o Funchal precisa de alguém com aquelas características. Valendo o que vale aquela descrição, pelo menos faz-nos ter a esperança de um mandato de pessoas para as pessoas.  

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

DESCULPEM-ME OS MEUS AMIGOS DA CDU, MAS NÃO ENTENDO A VOSSA DECISÃO!


Não estranhei a posição do CDS/PP relativamente ao convite do Dr. Paulo Cafôfo, presidente eleito da Câmara Municipal do Funchal, para integrar o elenco da governação. O PSD, porque afastado pelos eleitores, está em momento de difícil digestão e o seu "chefe" já veio dizer aos vereadores que terão de fazer oposição séria. O que isto significa, logo se verá. Quanto  ao CDS, enfim, como a bengalinha não funcionou, pois bem, governem então sozinhos! Estranhei, sim, a  posição da CDU (PCP). Confesso que tenho muita dificuldade em perceber este não. A oposição levou anos a falar da ausência de democracia na Câmara, desde a composição da mesa da Assembleia Municipal, à não atribuição de pelouros até à existência de gabinete próprio para desenvolver a sua missão política. Gabinete já têm, tudo o resto está por cumprir. Poderá a CDU dizer que se não fizeram parte da coligação, logo não se justifica serem co-responsabilizados nas decisões. Temos de convir que esse posicionamento, pelo menos do meu ponto de vista, não colhe. São momentos diferentes. Completamente diferentes. Aceito que não tivessem querido conjugar esforços, todavia, uma vez eleitos, estando em causa a cidade, parece-me óbvio que este afastamento não será bem visto pela população. 


Poder-se-á dizer que tanto se serve a cidade fazendo parte da equipa de governo municipal, como na oposição. É verdade, mas face a tantos problemas por resolver, estar na margem da decisão é sempre diferente do que se encontrar no núcleo da decisão. Por maior que seja a abertura ao nível do diálogo negociador. Mas há também uma outra questão, a de não querer pertencer a uma equipa apoiada por seis partidos, da esquerda à direita política. E qual é o problema, pergunto, quando todos os eleitos não têm filiação partidária? E qual é o problema de todos terem convicções, se não colocam em causa o essencial, servir a cidade de acordo com  um programa sufragado pela maioria da população? E qual é o problema se todos os partidos, apoiantes da candidatura, deram por finda a sua missão no dia 29 de Setembro? 
O meu posicionamento político-partidário, julgo não haver dúvidas, é claramente à esquerda, mas não sinto qualquer incómodo em ver uma equipa de independentes, diversificada, apoiada por um leque variado de partidos, a liderar a Câmara do Funchal. Ou teria sido melhor isto ter ficado nas mãos do PSD? Não me interessa saber as posições partidárias e ou convicções deste ou daquele, pois dou mais valor às pessoas e ao programa. A CDU só ganharia com a integração. As bandeiras tradicionais da CDU, onde emerge, entre muitas, o combate à degradação social (tiro o chapéu à sua luta), podiam ali ser alimentadas e defendidas, através do conhecimento e da sua participação. Ficaram de fora, perdeu a cidade. Oxalá saibam negociar ao longo do mandato. 
Entretanto, ontem, assisti a  uma entrevista do Dr. Paulo Cafôfo, na RTP-Madeira. Serenidade, segurança, confiança e determinação pautaram a entrevista. Foi uma lufada de ar fresco para a cidade e para a democracia. Senti uma enorme emoção e, permitam-me que confesse, uma certa comoção. A páginas tantas dei comigo a pensar em quantas pessoas da nossa sociedade, ao longo de tantos anos, foram esmagadas, secundarizadas, ignoradas, ofendidas, quando tanto poderiam ter dado à nossa cidade! Quantas e em todos os sectores e áreas de actividade!
Chegou o dia. Oxalá que daqui a quatro anos estejamos a celebrar que valeu a pena a MUDANÇA. De nada valerá, aos mesmos de sempre, tentarem boicotar as dinâmicas desta equipa por razões mesquinhas e político-partidárias. Serão visados pelo Povo que, se a 29 de Setembro foi soberano, nos próximos actos eleitorais será implacável. Lembrem-se que tudo tem o seu tempo e que alguns já tiveram o seu. Que o próximo dia 21 de Outubro, dia da tomada de posse, conforme pediu o Presidente eleito, "seja um dia de festa".
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O JARDINISMO NÃO É HOJE MAIS DO QUE UM ESQUELETO ANDANTE


A verdade é que o resultado das eleições de ontem prognosticam que nada ficará como antes. Toda esta gentinha que ocupou e ocupa lugares de relevo na Administração Pública e que, directa ou indirectamente, foram correias subservientes de transmissão do poder, interpretando, ao milímetro, a vontade de um homem, todos vão começar a sentir que terão de pensar que não são donos de nada e de ninguém, que vão ter de se habituar a outras formas de comportamento político e que o exercício da política não constitui uma profissão, antes um serviço público à comunidade. A LIBERDADE chegou e, das duas, uma, ou adaptam-se ou sentir-se-ão desajustados face ao regime democrático. Mas, também, é preciso que os vitoriosos interpretem esta vitória regional com generosidade. Eu acredito que tal venha a acontecer, isto é, que toda a histórica oposição saiba apagar um passado de medos sem fim, de subtis perseguições, de ameaças, de insultos e de ofensas a tantos. É imperioso que tal aconteça, porque o pior que a Madeira poderá experimentar é a instabilidade fruto da ignição de situações que coloquem uns contra os outros. Não se pode esquecer o que aconteceu, sobretudo para correcção dos caminhos do futuro, mas a nobreza da política implica a tolerância e o respeito. Jardim perdeu e a Madeira ganhou. O jardinismo não é hoje mais do que um esqueleto andante. O povo cansou-se do palavreado, do grotesco, de um bando de interesseiros que, paulatinamente, construíram uma rede de malha muito larga por onde passaram tubarões que escravizaram o povo. Falo da política educativa, da política de saúde, da política ambiental, da política económica, da política financeira, da política social, da política de hostilidade permanente aos Órgãos de Soberania, até às políticas em defesa do ordenamento do território. O povo cansou-se dos inimigos externos, das culpas serem sempre endossadas aos outros, do discurso falacioso da Constituição da República, da ausência de assumpção de responsabilidades, cansou-se de ver peitos que pouco valem sempre cheios de ar venenoso. Acabou. 

A vitória no Funchal tem um significado
muito especial no conjunto de outras vitórias (mais seis)
ao nível Regional. O PSD perdeu, inclusive,
a liderança da Associação de Municípios.

Um velho mas discreto combatente pela DEMOCRACIA agarrou-se ao meu pescoço, num forte e sentido abraço e segredou-me: "cheguei a pensar que não assistiria a este momento". Passou a mão pelos olhos. A emoção tomou conta de mim. Há momentos que, de facto, são marcantes na vida das pessoas, desde a família à superação de tantas agruras até à vivência no colectivo no qual nos integramos. Neste particular, estamos hoje a viver um dia só comparável com o 25 de Abril. Este sub-regime do regime democrático sofreu um golpe pela via da vontade popular, o que equivale dizer que começou o desmantelamento de uma estrutura partidária tentacular que sufocou madeirenses e portosantenses durante 37 anos. O que é espantoso é que o homem que liderou todo este processo construído sobre uma permanente mentira política, ontem, impiedosamente derrotado pelo povo, assumiu não demitir-se e, pior ainda, veladamente, ter transmitido a ideia que o povo assim votou, mas que terá de assumir as responsabilidades desse voto. Eu diria que foi a cereja em cima de um bolo que tresanda, cujo prazo de validade há muito expirou. Uma declaração que é uma espécie de declaração de guerra a um povo que, claramente, não o quer por perto. Não sei se o posso classificar de ditador genuíno, mas que tem pinceladas dessa natureza, disso não tenho dúvidas.
A verdade é que o resultado das eleições de ontem prognosticam que nada ficará como antes. Toda esta gentinha que ocupou e ocupa lugares de relevo na Administração Pública e que, directa ou indirectamente, foram correias subservientes de transmissão do poder, interpretando ao milímetro, a vontade de um homem, todos vão começar a sentir que terão de pensar que não são donos de nada e de ninguém, que vão ter de se habituar a outras formas de comportamento político e que o exercício da política não constitui uma profissão, antes um serviço público à comunidade. A LIBERDADE chegou e, das duas, uma, ou adaptam-se ou sentir-se-ão desajustados face ao regime democrático. Mas, também, é preciso que os vitoriosos interpretem esta vitória regional com generosidade. Eu acredito que tal venha a acontecer, isto é, que toda a histórica oposição saiba apagar um passado de medos sem fim, de subtis perseguições, de ameaças, de insultos e de ofensas a tantos. É imperioso que tal aconteça, porque o pior que a Madeira poderá experimentar é a instabilidade fruto da ignição de situações que coloquem uns contra os outros. Não se pode esquecer o que aconteceu, sobretudo para correcção dos caminhos do futuro, mas a nobreza da política implica a tolerância e o respeito. Lembremo-nos de Mandela!
Jardim perdeu e a Madeira ganhou. O jardinismo não é hoje mais do que um esqueleto andante. O povo cansou-se do palavreado, do grotesco, de um bando de interesseiros que, paulatinamente, construíram uma rede de malha muito larga por onde passaram tubarões que escravizaram o povo. Falo da política educativa, da política de saúde, da política ambiental, da política económica, da política financeira, da política social, da política de hostilidade permanente aos Órgãos de Soberania, até às políticas de ordenamento do território. O povo cansou-se dos inimigos externos, das culpas serem sempre endossadas aos outros, do discurso falacioso da Constituição da República, da ausência de assumpção de responsabilidades, cansou-se de ver peitos que pouco valem sempre cheios de ar venenoso. Acabou. A Madeira, toda a Região, fez despoletar novos protagonistas e novas políticas, novas ideias, uma outra forma de estar no exercício da política, no pressuposto que a criatividade e a capacidade de diálogo não são privilégio de uns quantos que se apoderaram do poder. Somos muitos com qualidades bastantes para governar o colectivo de forma ambiciosa e no sentido da justiça social. Estou em crer que, ontem, o povo da Região deu um gigantesco passo no sentido de uma terra onde não haja mais direitos do que justiça.
Finalmente, três notas: uma palavra para os seis partidos desta Coligação "MUDANÇA". Foram fantásticos desde a primeira hora as direcções do PS, BE, MPT, PTP, PND e PAN. E oxalá que ninguém retire dividendos deste exemplar abraço. O Dr. Paulo Cafôfo e a sua equipa têm um mandato que precisa de ser enquadrado à luz do bom senso, até porque outras batalhas políticas se avizinham, sobretudo, a de 2015 que poderá ser a do definitivo enterro de uma política cuja megalomania gerou 25.000 desempregados, pobreza e uma colossal dívida de 6.3 mil milhões, fora mais de dois mil milhões de parcerias público-privadas; uma outra palavra para todos os lutadores dos vários partidos políticos que, ao longo de tantos anos, opuseram-se, sofreram as consequências das suas atitudes, mas mantiveram-se fiéis às suas convicções. É preciso ler, entre outras, a História do Parlamento da Madeira, as propostas apresentadas e chumbadas, a história dos insultos mais reles e ordinários, o rol de perseguições onde a própria Igreja não está imune (estou a lembrar-me dos silêncios cúmplices e, por exemplo, da suspensão, sem julgamento, do Padre Martins Júnior) e as angústias que transportaram ao longo de anos. Esta vitória é também deles, entre os quais, muitos que já partiram deste mundo sem poderem ver a concretização da normalidade democrática que, agora, dá os seus primeiros passos; terceira palavra, para os grandes vencedores em Machico, Porto Santo, Porto Moniz, S. Vicente, Santa Cruz e Santana. Um longo e difícil caminho vos espera.  
Uma nota de rodapé neste texto escrito ao correr do pensamento: ontem, abracei a Senhora D. Guida Vieira, uma dessas lutadoras, que me disse: "como o Paulo Martins gostaria de aqui estar a festejar este momento!". Está hospitalizado, mas votou. Um abraço Paulo e rápidas melhoras. Sempre em pé.
Ilustração: Google Imagens.

O FIM DA LOUCURA JARDINISTA


37 ANOS DEPOIS FEZ-SE HISTÓRIA. O DR. PAULO CAFÔFO É O PRESIDENTE ELEITO DO FUNCHAL. UMA NOITE MEMORÁVEL. VENCEU A DEMOCRACIA E ACABOU O JARDINISMO. ESTA VITÓRIA DA COLIGAÇÃO "MUDANÇA", ASSOCIADA A VÁRIAS DERROTAS (7) NA REGIÃO, COLOCA O PSD EM TOTAL FRAGILIDADE. ACABOU A ARROGÂNCIA E A PREPOTÊNCIA!



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ESTÁ NA HORA... VAMOS A ISTO!

CARTA AOS FUNCHALENSES E, PARTICULARMENTE, AO CANDIDATO PAULO CAFÔFO


A poucas horas do acto eleitoral, digo-lhe Paulo, que ninguém teria feito melhor. Passei por muitas campanhas, conheço muitas ruas, impasses, entradas, veredas e becos, domino os constrangimentos sociais e culturais das nossas gentes, sei do que o poder instalado é capaz, conheço o poder do dinheiro, sei o que foi e é o discurso da mentira e da aldrabice, portanto, enquanto cidadão, felicito-o pelo seu trabalho, a sua doação a uma causa. É que o meu bom Amigo não era assessor do governo regional nem deputado, portanto, "candidato a tempo inteiro", teve de manter as suas obrigações profissionais e aplicar todo o restante tempo à defesa da cidade que deseja construir. A família, com toda a certeza, muitas vezes ficou para trás, mas há momentos, digo-lhe agora, que valem a pena, porque se tratou de uma luta pela liberdade e pela felicidade dos outros. O Paulo, a sua equipa e, sobretudo, todos os partidos apoiantes, foram dignos de todos os funchalenses. Quando muitos são capazes de dizer que os políticos são todos iguais, o Paulo demonstrou que não é bem assim. Não ofendeu ninguém, não estimulou picardias desnecessárias e não foi em busca do anormal, apenas procurou transmitir que é possível novos políticos com novas políticas no sentido da construção de uma sociedade mais feliz. O Paulo, em síntese, fez um convite aos funchalenses para que tenham uma cidade feliz. Da sua sinceridade que o seu permanente e confiante sorriso transmitiu, registei uma frase de um cidadão, o Miguel Sá, escrita na sua página de facebook: "Eu voto Cafôfo, porque eu não o conheço. Eu não voto nos outros, porque já os conheço há demasiado tempo! Voto pela diferença e pela mudança. Dou o benefício da dúvida". Para mim, esta síntese de Miguel Sá, marca, indelevelmente, a campanha dos vários candidatos. Candidatos metidos nas suas torres de marfim, escudados em palavras repetidas e em histórias que a História, um dia, escrutinará como ridículas mentiras. 


Aconteça o que acontecer no próximo Domingo, o Paulo, a sua equipa e os seis partidos que o apoiam são, desde logo, os grandes vencedores. Em 150 dias, o Paulo e a equipa surgiram do nada e conquistaram a simpatia de uma larguíssima faixa do eleitorado funchalense. Convenhamos que não é fácil quando se sabe que, nestas coisas de eleições e de candidatos, cada um sempre descobre um mas, como se fosse possível ir a uma olaria fabricar o candidato sonhado por cada um! Foi, portanto, um trabalho de bastidores, de organização, certamente de muita disciplina, muita tolerância, paciência e trabalho incansável feito porta-a-porta por centenas de candidatos e apoiantes. A poucas horas do acto eleitoral, digo-lhe Paulo, que ninguém teria feito melhor. Passei por muitas campanhas, conheço muitas ruas, impasses, entradas, veredas e becos, domino os constrangimentos sociais e culturais das nossas gentes, sei do que o poder instalado é capaz, conheço o poder do dinheiro, sei o que foi e é o discurso da mentira e da aldrabice, portanto, enquanto cidadão, felicito-o pelo seu trabalho, pela sua doação a uma causa. É que o meu bom Amigo não era assessor do governo regional nem deputado, portanto, "candidato a tempo inteiro", teve de manter as suas obrigações profissionais e aplicar todo o restante tempo à defesa da cidade que deseja criar. A família, com toda a certeza, muitas vezes ficou para trás, mas há momentos, digo-lhe agora, que valem a pena, porque se tratou de uma luta pela liberdade e pela felicidade dos outros. O Paulo, a sua equipa e, sobretudo, todos os partidos apoiantes, foram dignos de todos os funchalenses. Quando muitos são capazes de dizer que os políticos são todos iguais, o Paulo demonstrou que não é bem assim. Não ofendeu ninguém, não estimulou picardias desnecessárias e não foi em busca do anormal, apenas procurou transmitir que é possível novos políticos com novas políticas no sentido da construção de uma sociedade mais feliz. O Paulo, em síntese, fez um convite aos funchalenses para que tenham uma cidade feliz. 
Da sua sinceridade que o seu permanente sorriso transmitiu, registei uma frase de um cidadão, o Miguel Sá, escrita na sua página de facebook: "Eu voto Cafôfo, porque eu não o conheço. Eu não voto nos outros, porque já os conheço há demasiado tempo! Voto pela diferença e pela mudança. Dou o benefício da dúvida". Para mim, esta síntese de Miguel Sá, marca, indelevelmente, a campanha dos vários candidatos. Candidatos metidos nas suas torres de marfim, escudados em palavras repetidas e em histórias que a História, um dia, escrutinará como ridículas mentiras. Candidatos incapazes de trazerem no âmago dos seus discursos a novidade, a criatividade e o sentido humano  de que a política deve ser portadora. Tal como Miguel Sá eu não espero nada dos que conheço, também prefiro conceder o benefício da dúvida aos novos, aos que transmitem pureza no olhar, nos gestos e no discurso, sem jogos de interesses escondidos, porque os outros e de tudo o que por detrás deles se esconde há muito conheço. O Dr. Paulo Cafôfo é aquilo que se vê, não deve obediência a ninguém, apenas à sua própria consciência. E esse é um trunfo que outros não podem apresentar.
Ontem, procurei fotografias do dia 25 de Abril, data que marcou a sua apresentação aos funchalenses. Comparei-as com as de hoje. Emagreceu e de que maneira, fruto da sua correria por todo o Funchal. Pela sua postura de homem com dois ouvidos e uma boca, gosto em trabalhar em equipa, conhecimento dos dossiers, honestidade, seriedade, franqueza e visão do futuro e global da cidade, penso que merece ganhar este acto eleitoral. Paulo Cafôfo fez tudo pela sua eleição, reuniu uma equipa de reconhecida competência técnica em vários sectores, espalhou simpatia como nunca aconteceu em campanhas anteriores, foi ao encontro das necessidades das pessoas, estabeleceu prioridades programáticas e, hoje, está nas mãos dos eleitores. Ninguém pode dizer que não existe alternativa. Existe e consistente. E, das duas, uma: ou dizem basta a 37 anos de poder absoluto e a um partido sucedâneo que cheira uma oportunidade para servir de bengalinha dos mesmos de sempre, mudando algumas margens para que tudo fique na mesma, ou apostam na "MUDANÇA" de pessoas para as pessoas. Se a população mantiver os mesmos, embora travestidos, que ninguém se queixe nos próximos quatro anos. 
Eu vou pela MUDANÇA... e o meu Amigo que leu estas linhas?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

DR. DOMINGOS ABREU, "BRINCAR COM AS PESSOAS", NÃO. LIBERTAR AS PESSOAS, SIM.


Escreveu: (...) Já ao nível das propostas é um vale tudo. Desde pastilhas de borla, passes em saldo e rebaixa nos impostos até à “inovação” de fazer o que já está feito, nada escapa, é o céu na terra. Esquecemos que uma Câmara não é um serviço de saúde, não é dona de companhias de transportes nem tem competências para fazer leis. E mesmo em tempo de contenção de despesas, anunciam-se investimentos impossíveis sem esclarecer onde se vai cortar. E quanto ao IMI, então a coisa é ainda mais ridícula pois, fazendo bem as contas, uma baixa insignificante do valor, beneficiaria sobretudo as classes mais favorecidas, proprietárias dos imóveis mais valiosos. Por último, a cereja no topo do bolo, a ideia de que as autárquicas são um meio de derrubar o governo, seja regional, seja nacional. É brincar com as pessoas. (...)" Então, globalmente, pergunto, que razões levam um cidadão a se candidatar? Se nada têm a propor, por que se candidatam? Porque sempre foi assim, não há razões para que se faça diferente? Então as responsabilidades organizacionais e as prioridades políticas não poderão ser outras? O Dr. Domingos Abreu fala de "pastilhas", mas já observou quantos e quantos idosos deixam no balcão das farmácias receitas por aviar, exactamente porque o seu partido chumbou, na Assembleia da Madeira, na tal casa das leis, todas as propostas, não só nesse sentido, como o de uma contribuição mensal a todos os que não dispõem de meios de subsistência? Sabia? Ora se sabe! E ora se sabe que, nos Açores, isso é prática de há muitos anos. E se a Câmara não é "um serviço de saúde", pois bem, é uma instituição que deve zelar pelos seus munícipes quando outros, a outros níveis, não o fazem. "Passes em saldo", referiu. Por trinta segundos coloque-se na posição de pobre, de pensionista de corda ao pescoço e questione-se. E fala do IMI, esse imposto que tomou proporções tais que nos leva a ser, todos, inquilinos da Câmara. Então não deve baixar até onde for legalmente possível? Com que direito e com que sensatez apoia um imposto que constitui uma pouca-vergonha a juntar a tantas outras que o governo a que pertence tem massacrado os madeirenses e portosantenses. Onde pára o seu conceito de Autonomia do poder local? E mais do que isso: a quem se deve a dupla austeridade na Madeira e tripla no Porto Santo? É à oposição ou a quem anda pelos corredores do poder há 37 anos? Só mais esta: eu pressuponho que não queira ver o seu PSD apeado do poder. Nada tenho a ver com esse desejo, mas que perder o Funchal significa um passo para derrubar o jardinismo, bom, qualquer pessoa, minimamente lúcida no plano político, percebe que será o princípio do fim deste REGIME. Não se chama a isto brincar com as pessoas, mas LIBERTAR AS PESSOAS! Percebeu?

Contra a repetição do passado, 
por uma cidade do futuro, mais solidária,
a alternativa é a "MUDANÇA" com Paulo Cafôfo na Presidência.

Há situações que se vão passando e que vamos tolerando. Outras, porém, causa-nos um nó na garganta. A história ontem narrada pelo DN-Madeira é uma delas. Assisti, ao longo de meses, à propaganda de uma deputada do PSD, quase diariamente em bicos de pés para ser notada em função do desempenho que dizia ter na Ribeira Brava, abafando todos os outros e criticando quem fazia abordagens sobre o 20 de Fevereiro, mas, afinal, há muita porcaria escondida. Ontem deixei este texto na minha página de facebook: "Leio na manchete do DN-Madeira: "Diverso mobiliário doado para famílias desfavorecidas após o temporal de 20 de Fevereiro de 2010, no concelho da Ribeira Brava, continua acondicionado num dos pisos inferiores do parque de estacionamento da freguesia da Serra de Água, sem nunca ter chegado aos respectivos destinatários (...)". Esta situação magoou-me, profundamente. Não quero saber quem são os culpados da situação, se pertencem a esta ou àquela instituição. Raios os partam todos, pela ausência de um mínimo de sentimento, quando há tanta gente que sofreu, ficou sem nada, que passa mal e que precisa de ajuda. E mesmo que todos tivessem recuperado a normalidade nas suas vidas, há sempre, mas sempre, quem precise de ajuda. Basta entrar em certas habitações. Este quadro fez-me lembrar o Nino Vieira da Guiné-Bissau que tinha os armazéns cheios de arroz para distribuí-lo nas suas campanhas eleitorais. O presidente do governo e o candidato à câmara deveriam aproveitar para "inaugurar" esta ausência de humanismo. Já que ontem inaugurou uma horta, descendo ao nível da alface, inaugure hoje o nível mais baixo da falta de solidariedade. Desculpem-me os leitores: que sacanas!".
Escrevi este texto sob uma intensa revolta interior. Como é possível? Ficaram arrecadados, por quê? Não havia gente com necessidades? E mesmo que não fosse na Ribeira Brava, quantas zonas foram afectadas e as pessoas completamente despojadas dos seus haveres? É isso, há situações que toleramos, em outras apetece puxar por uma orelha aos responsáveis, para ver se acordam, se deixam de lado os interesses e se conseguem um pingo de sentido humanista, ao menos transmitir uma ténue prioridade às pessoas. Mas o problema da minha revolta não foi apenas esse. Li o texto e, logo a seguir, um outro assinado pelo Dr. Domingos Abreu, julgo que candidato à Assembleia Municipal pelo PSD. Uma lástima, pela falta de rigor evidenciada. Eu respeito, na íntegra, seja lá quem for, que através de argumentos consistentes defenda o partido a que pertence, mesmo aqueles que outrora tiveram posicionamentos completamente díspares. Aceito e ponto final. Agora, quando vêm com tretas destas: (...) Já ao nível das propostas é um vale tudo. Desde pastilhas de borla, passes em saldo e rebaixa nos impostos até à “inovação” de fazer o que já está feito, nada escapa, é o céu na terra. Esquecemos que uma Câmara não é um serviço de saúde, não é dona de companhias de transportes nem tem competências para fazer leis. E mesmo em tempo de contenção de despesas, anunciam-se investimentos impossíveis sem esclarecer onde se vai cortar. E quanto ao IMI, então a coisa é ainda mais ridícula pois, fazendo bem as contas, uma baixa insignificante do valor, beneficiaria sobretudo as classes mais favorecidas, proprietárias dos imóveis mais valiosos. Por último, a cereja no topo do bolo, a ideia de que as autárquicas são um meio de derrubar o governo, seja regional, seja nacional. É brincar com as pessoas. (...)" Então, globalmente, pergunto, que razões levam um cidadão a se candidatar? Se nada têm a propor, por que se candidatam? Porque sempre foi assim, não há razões para que se faça diferente? Então as responsabilidades organizacionais e as prioridades políticas não poderão ser outras? O Dr. Domingos Abreu fala de "pastilhas", mas já observou quantos e quantos idosos deixam no balcão das farmácias receitas por aviar, exactamente porque o seu partido chumbou, na Assembleia da Madeira, na tal casa das leis, todas as propostas, não só nesse sentido, como o de uma contribuição mensal a todos os que não dispõem de meios de subsistência? Sabia? Ora se sabe! E ora se sabe que, nos Açores, isso é prática de há muitos anos. E se a Câmara não é "um serviço de saúde", pois bem, é uma instituição que deve zelar pelos seus munícipes quando outros, a outros níveis, não o fazem. "Passes em saldo", referiu. Por trinta segundos coloque-se na posição de pobre, de pensionista de corda ao pescoço e questione-se. E fala do IMI, esse imposto que tomou proporções tais que nos leva a ser, todos, inquilinos da Câmara. Então não deve baixar até onde for legalmente possível? Com que direito e com que sensatez apoia um imposto que constitui uma pouca-vergonha a juntar a tantas outras que o governo a que pertence tem massacrado os madeirenses e portosantenses. Onde pára o seu conceito de Autonomia do poder local? E mais do que isso: a quem se deve a dupla austeridade na Madeira e tripla no Porto Santo? É à oposição ou a quem anda pelos corredores do poder há 37 anos? Só mais esta: eu pressuponho que não queira ver o seu PSD apeado do poder. Nada tenho a ver com esse desejo, mas que perder o Funchal significa um passo para derrubar o jardinismo, bom, qualquer pessoa, minimamente lúcida no plano político, percebe que será o princípio do fim. Não se chama a isto brincar com as pessoas, mas LIBERTAR AS PESSOAS! Percebeu?
Por fim, não vou tão longe como várias vezes por aí escutei, em contestação a este poder que nos esmaga, que isto só "com luta armada". Não será necessário. Irá, pacificamente, e pelo voto dos funchalenses. Veremos.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A HORA DA VERDADE


A última sondagem publicada pelo DIÁRIO encheu-me de uma esperança que classificaria de moderada. No Funchal os números apontam que tudo poderá acontecer, desde uma vitória muito clara de Paulo Cafôfo a uma indesejável continuidade do regime que nos trouxe a esta situação. Para mim, não sendo estranho, causa-me perplexidade, depois de 37 anos de poder do PSD, que ainda existam 34% de pessoas que, segundo a sondagem, ainda afirmam votar no PSD. Gera algum espanto, confesso. É evidente que sei da complexa máquina de produzir votos, os múltiplos e intrincados cordões umbilicais que se cruzam entre juntas de freguesia, casas do povo, associativismo, subsidiodependências, poderes privados, a propaganda feita através do Jornal da Madeira, o silêncio do Senhor Bispo em tantas matérias, a apatia do Senhor Representante da República, o deixa andar dos Órgãos de Soberania, a força do discurso mentiroso tornado verdade absoluta, a intencional mentalidade que foi formatada por diversos caminhos que a "inteligência" criou, enfim, aquela percentagem explica senão no todo uma grande parte dos condicionamentos. Não é normal que um povo com milhares de desempregados, que se confronta com a pobreza e com gritantes desigualdades, que todos os dias esperneie face às agruras da vida, continue a entregar ao senhorio a vergasta para gáudio dele e sofrimento das suas vidas. Não é normal, repito. 

Paulo Cafôfo é a grande esperança

O normal seria colocá-los a milhas, experimentando outras oportunidades, trazendo para a liderança pessoas e projectos prenhes de esperança. O normal seria que os milhares de desempregados e respectivas famílias reagissem e, neste momento, Bruno Pereira tivesse uma percentagem quase residual, mesmo com inaugurações e "Tony's Carreiras" pelo meio. E regresso ao princípio, ou as pessoas não foram sinceras quando questionadas pela empresa de sondagens e, se assim for, o PSD será apeado do poder, ou então entramos no domínio patológico do voto. Repito, com algum optimismo moderado, estou em crer que, desta vez, porque se trata de um pico de descontentamento que "cheira" à distância, pelas vulnerabilidades políticas, pelos constrangimentos que invadem toda sociedade fruto da dupla austeridade imposta, pela existência de uma liberdade mitigada, de uma Autonomia perdida, no fundo, pela falência da Região, o povo acabará com os mitos que têm rodeado o exercício da política regional.
Ainda ontem o Padre José Luís Rodrigues escreveu um artigo de relevante importância que pode ser aproximado à Madeira, àquilo que decorre sob os nossos olhos de actores/observadores: "(...) Olho a realidade à volta e retenho o que de pior me surge para dizer, mais do mesmo sempre. No entanto, mais adiante consola-me o sonho dos poetas que nunca desistem mesmo que o mundo os mate, porque os poetas só morrem por causa do mundo, em luta com a ditadura do mundo. Este mundo concreto de homens e mulheres extraordinários, mas outros e outras, carrascos que se alimentam da destruição dos outros, semeando a crueldade do sofrimento e da morte. Mas, é mão destes que também quero morrer. Isto é, na luta imparável com a ditadura do mundo. Não me peçam para desistir dessa luta. (...) eles são políticos, banqueiros, capitalistas, corruptos, vilões da grande injustiça, ladrões, aldrabões, egoístas, gananciosos, corruptos e todos os que matam o «alimento» que é a poesia. (...) A injustiça não tem nenhuma entidade que a combata. Por conseguinte sou também daqueles que defendem que desatar as iras da ditadura do mundo, não é garantia de que as coisas ficarão bem, mas é melhor do que os louvores, as palmas e palmadas nas costas, as condecorações e tantos salamaleques que atribuem os senhores do tempo aos senhores do templo". O mundo de que fala o Padre José Luís Rodrigues é o nosso "mundo", o mundo também da Região, pelo qual temos de ser poetas, pensadores do futuro e lutadores "contra "a ditadura do mundo"... do nosso pequeno mundo!
E no meio disto, vem o Dr. Bruno falar da  "governabilidade da Câmara do Funchal" que não pode ficar à mercê de "arranjos". Repetiu, por palavras mais decentes, o que o seu "chefe" partidário disse junto a um copo de sidra: "não se pode entregar um País na mão de garotada". Quis, certamente, falar da Região, porque o ambiente é de eleições aqui. Subtilmente falou do País. Politicamente, jogou uma espécie de bilhar às três tabelas onde é Doutor! Transmitiu o medo, o sentimento de dúvida, enquanto Bruno Pereira falava de "arranjos"! Mas quais arranjos? Então durante 37 anos o exercício da política não foi de permanentes arranjinhos a todos os níveis? Essa, NÃO!
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 22 de setembro de 2013

"MUDANÇA" EM PERSPECTIVA


Com quase 15% que não dizem em que candidato irão votar, Paulo Cafôfo apresenta-se com enormes possibilidades de ser o próximo Presidente da Câmara Municipal do Funchal. Bruno Pereira está em queda e o ligeiro aumento do CDS não lhe garante qualquer expectativa de vitória. Falta uma semana, a semana do tudo ou nada. Com toda a certeza que se verificarão significativas alterações. 

Ilustração: DN-Madeira, edição de hoje.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A ESCOLHA É SIMPLES: OU JARDIM OU PAULO CAFÔFO


Nestas eleições para o Funchal a escolha parece-me ser simples: ou Jardim ou Paulo Cafôfo. Simplesmente porque Bruno Pereira é uma espécie de clone político de Jardim. Foi por ele escolhido, tem a sua bênção, portanto, não pode haver ilusões no que ao regime diz respeito. O próprio pai do Dr. Bruno Pereira disse, fez agora um ano, que Jardim liderava um "regime democrático musculado" e, na esteira do que também sublinhou e bem, que "os líderes carismáticos têm um denominador comum que é a vontade de quererem ser as figuras principais, absorvendo tudo e todos". Bruno Pereira não tem qualquer hipótese, passe a publicidade do "clearasil", pois será absorvido como as borbulhas. Já o foi ao candidatar-se. A candidatura do Dr. Paulo Cafôfo, neste contexto, não apenas pelas sondagens, mas pelo que ela representa de transversalidade na sociedade, é aquela que pode romper com o regime e determinar uma primavera política regional há muito ansiada. É também transversal pela presença de seis partidos apoiantes e é transversal pela composição e formação da equipa que acompanha o candidato, com uma média de idades de onde se percebe a capacidade de fazer a ponte entre os mais jovens e os mais idosos. Respeito, obviamente, os restantes partidos, mas das duas, uma: ou os eleitores querem a "MUDANÇA" e, para isso, terão de reforçar o apoio a quem se apresenta nesse sentido, ou entregam o voto a outros partidos, permitindo que Alberto João Jardim continue a liderar e a fazer o que quer e entende do Funchal e, no fundo, das nossas vidas. A continuidade de Jardim significa o reforço do controlo da vida colectiva e hipoteca da Região. A presença de Bruno Pereira, neste contexto, é apenas instrumental.


Na política não se pode estar com um pé aqui e outro ali. Tampouco utilizá-la quase como uma profissão. Alberto João Jardim é um "profissional" da política. Outros seguem-lhe o caminho. Há gente que prefere isso, mas denota óbvias fragilidades sobretudo de consciência. Não se trata de um estado de intolerância e de confronto permanente seja lá com quem for e, sobretudo, no caso em apreço, com o líder partidário, julgo eu, legitimamente eleito. Não é isso que está em causa. O problema é de coluna política, de quando são ultrapassados os limites ter capacidade para levantar a voz e dizer em alto e bom som que o seu caminho não é aquele. No limite, muda de partido, recolhe a casa, desliga-se da política activa, combate o erro por mera atitude de cidadania, mas nunca, nunca, encolher-se e servir o senhorio, o dono, o capataz, aquele que viola a consciência. 
Ora, nestas eleições para o Funchal, a escolha parece-me ser simples: ou Jardim ou Paulo Cafôfo. Simplesmente porque Bruno Pereira é uma espécie de clone político de Jardim. Foi por ele escolhido, tem a sua bênção, portanto, não pode haver ilusões no que ao regime diz respeito. O próprio pai do Dr. Bruno Pereira disse, fez agora um ano, que Jardim liderava um "regime democrático musculado" e, na esteira do que também sublinhou e bem, que "os lideres carismáticos têm um denominador comum que é a vontade de quererem ser as figuras principais, absorvendo tudo e todos". Sendo assim, o Dr. Bruno Pereira não tem qualquer hipótese, passe a publicidade do "clearasil", pois será absorvido como as borbulhas. Já o foi ao candidatar-se. 
A candidatura do Dr. Paulo Cafôfo, neste contexto, não apenas pelas sondagens, mas pelo que ela representa de transversalidade na sociedade, é aquela que pode romper com o regime e determinar uma primavera política regional há muito ansiada. É também transversal pela presença de seis partidos apoiantes e é transversal pela composição e formação da equipa que acompanha o candidato, com uma média de idades de onde se percebe a capacidade de fazer a ponte entre os mais jovens e os mais idosos. Respeito, obviamente, os restantes partidos, mas das duas, uma: ou os eleitores querem a "MUDANÇA" e, para isso, terão de reforçar o apoio a quem se apresenta nesse sentido, ou entregam o voto a outros partidos, permitindo que Alberto João Jardim continue a liderar e a fazer o que quer e entende do Funchal e, no fundo, das nossas vidas. A continuidade de Jardim significa o reforço do controlo da vida colectiva e a hipoteca da Região. A presença de Bruno Pereira, neste contexto, é apenas instrumental. 
Vive-se um momento que pode ser histórico para os empresários, dos grandes aos pequenos, para os milhares de desempregados, para as famílias, para os profissionais liberais, para os estudantes, para os pobres e excluídos, para todos aqueles que, ao longo de quase quarenta anos, foram sujeitos a humilhações públicas, à mais reles ofensa, à ordinarice, às mais subtis perseguições, que se sentiram utilizados como peças descartáveis, que sentiram o medo nas suas vidas. Não é que no dia 30 de Setembro tudo fique diferente, mas poderá ser, e será certamente, estou convencido, o primeiro dia de um longo caminho a percorrer onde seja devolvida a esperança, a credibilidade e o respeito por todos. Espero que no dia 29 de Setembro vença a DEMOCRACIA, vença a MUDANÇA, para que sejamos, paulatinamente, retirados deste pântano onde nos atolaram. 
Ilustração: DN/Google Imagens.