sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

MEIO QUALQUER COISA...


A política educativa e de formação superior anda ao sabor de interesses ou, então, aproximam-se da teoria do sujeito que anda em busca da última moda para fazer o fato novo! Organizem-se...



Meio doutor, meio engenheiro, meio arquitecto, etc.. Não levará muito tempo e teremos o meio qualquer coisa ou semi qualquer coisa, dir-se-á, ao jeito do semi-novo! Primeiro, foi o Processo de Bolonha, com o qual estou frontalmente contra, que reduziu as licenciaturas para três anos(!). O Mestrado que, no mínimo, era conseguido em sete anos de estudo, agora, já está ao nível da antiga licenciatura. Para não falar de muitos doutoramentos que não acrescentam rigorosamente nada ao conhecimento. Como se isso não bastasse, surgem as formações, que não conferem grau académico, apenas diploma, e que vão ser classificadas como Cursos Superiores Especializados (CSE). Bastarão 120 créditos! Na base do Processo de Bolonha estão dois objectivos centrais: primeiro, a uniformização ao invés da diversificação, isto é, a política conducente ao pensamento único; segundo, a desresponsabilização do Estado pelo ensino superior, fazendo com que os mestrandos paguem a peso de ouro a sua formação. Já pagam pelas propinas da licenciatura, mil euros ano, agora, os cursos "meio qualquer coisa", com o mesmo objectivo. Porque a Europa assim quer... 
Ilustração: Google Imagens.

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