terça-feira, 25 de agosto de 2015

SOTAQUE MADEIRENSE, UMA PRIORIDADE POLÍTICA


Com tantos e delicados problemas, lamentavelmente, o Partido Monárquico, entendeu colocar na lista de prioridades o sotaque dos madeirenses através da comunicação social falada. Quando li esta preocupação, exclamei: ainda mais? Agora a sério, alguém, em consciência, poderá colocar uma cruzinha no espaço reservado a este partido, quando, face a uma proposta destas, só pode estar a gozar com a importância deste acto eleitoral? Então, as questões económicas, a empregabilidade, a pobreza, a emigração, os direitos sociais, a dívida da Região, os impostos, a saúde, a educação, enfim, tudo quanto preocupa o povo? Será secundário? Há partidos, embora com todo o meu respeito face à sua legitimidade constitucional, deveriam pensar duas ou mais vezes antes de se apresentarem ao eleitorado. Simplesmente porque prefiro que alguns experimentem dificuldades em perceber o que os jornalistas estão a dizer, mas que sejam felizes, que os seus direitos sociais estejam salvaguardados, que tenham emprego e igualdade de direitos na acessibilidade aos serviços públicos. Quero lá saber se falam com sotaque ou não ou que a sua prosódia seja diferente?


Uma curiosidade ou talvez não. Do Jornal I, de 31 de Março de 2015, após o último acto eleitoral madeirense: "(...) Ontem, depois de conhecidos os resultados na Madeira, a alegria não vinha só das hostes sociais-democratas. Também os monárquicos estavam felizes: Miguel Albuquerque é um dos seus. A direcção dos autarcas monárquicos enviou ontem os parabéns ao vitorioso futuro presidente do Governo Regional da Madeira, com uma frase elucidativa: “Viva o rei, viva Portugal.” A acompanhar a saudação, uma fotografia de Miguel Albuquerque com D. Duarte, candidato a rei se a monarquia voltasse a Portugal. (...)". 
A levar a sério aquela proposta, teríamos na comunicação social escrita textos desta natureza (e.mail que me chegou há muito e que guardei):
"Ah Estapoilha!!!
Era uma vez…
Tava o vendeiro ao paleio com o vadio do vilão quando ouviu uma zoada.
Era a água de giro.
O buzico do levadeiro que vinha mercar palhetes à venda, vinha às carreiras e às parafitas com o bizalho.
Dá-lhe uma cangueira, trompicou no matulhão do vilhão.
Bate cas ventas no lanço e esmegalha a pucra.
O vilão dá-lhe uma reina vai a cima dele para lhe dar uma relampada, patinha uma poia.
Ficou todo sovento.
O vendeiro dá-lhe uma ressonda por ele querer malhar num bizalho dum pequeno. Vem o levadeiro, e, ao ver o vassola, que anda à gosma e a encher o pampulho à custa dos outros, a ferrar com o filho, fica variado do miolo e diz-lhe umas.
O vilão atazanado, atremou mal e pensou que ele lhe tinha chamado de chibarro, ficou alcançado, deu-lhe uma rabanada e foi embora todo esfrancelhado.
O levadeiro ficou mais que azoigado mas lá foi desatupir a levada.
O piquene chegou a casa todo sentido, com um mamulhão.
A mãe que é uma rabugenta mas abica-se por ele, ao vê-lo todo ementado, deu-lhe um chá que era uma água mijoca, pensando que canalha é mesmo assim, mas, como ele não arribava, antes continuava olheirento, entujado e da chorrica foi curar do bicho virado e do olhado.
O busico arribou e até já anda a saltar poios de bananeiras na Fajã.
Boa semana a todos/as."

1 comentário:

Anónimo disse...

É mandar os candidatos do PPM ir levar nas queixadas.