terça-feira, 4 de novembro de 2014

A DEGRADAÇÃO DA PISCINA DO PORTO SANTO É UM ACTO POLITICAMENTE CRIMINOSO


Chamaram-me à atenção para uma reportagem da RTP-Madeira sobre a piscina de 25 metros do Porto Santo. Espreitei-a no respectivo sítio da internet. Dei com uma vergonha, com um acto "multi-criminoso" como referiu um dos entrevistados. Inaugurada com pompa e circunstância, custando € 1.800.000,00, há dois anos que se encontra encerrada e em óbvia degradação. Não tenho dúvidas, politicamente, trata-se de uma situação criminosa. Não é apenas a do Porto Santo que está fechada! Existem outras por aí, entre as muitas construídas sem o necessário planeamento que respondesse a perguntas simples quanto estas: porquê, para quê, como, quando? E como alguém já o disse: "ninguém vai preso", apesar de terem brincado com o dinheiro dos contribuintes. Nos próximos anos, não apenas pelas piscinas construídas, mas para todas as "obras do regime", visando a manutenção, serão necessários muitos milhões de euros. E como esse bem, o dinheiro, será cada vez mais escasso, a degradação e subaproveitamento das infraestruturas construídas crescerão na mesma proporção. Se isto não é um crime político o que será?


Grave, ainda, é o facto das piscinas, quando bem construídas e bem geridas, no mínimo, não darem prejuízo. Conheço muitos exemplos, mesmo em tempo de crise económica e financeira. A natação é das poucas modalidades desportivas que sempre garantiram um retorno. Pode não ser lucrativa, mas prejuízo não dá. Mas para que isso aconteça há uma questão básica para além das preocupações no decorrer da construção: a capacidade de gestão. Esse é um factor essencial, mesmo no caso do Porto Santo onde existem limitações muito significativas, desde o número de residentes à disponibilidade financeira da população face a uma despesa não prioritária. Só que o secretário da Educação nada sabe sobre esta matéria. Em uma escala de 0 a 10 coloco-o no zero! E quando estas situações estão a acontecer, que impossibilitam milhares de alunos de toda a Região (algumas centenas no Porto Santo) de terem acesso, no plano educativo, a uma infraestrutura desportiva, o político Jaime Freitas, ainda ontem, deslocou-se à Calheta (Madeira) para "ajudar" a apresentar e apoiar a "Rampa do Paúl" no quadro do "fenómeno desportivo" madeirense. Uma rampa que coloca na estrada algumas (poucas) dezenas e uma legião de espectadores! Por isso, ainda não percebi o que é que ele entende por "fenómeno desportivo", pois não há sítio onde vá que não aplique tal designação. 
Sobre o Porto Santo (cujos problemas não se circunscrevem à piscina) ao longo do dia não disse nem uma palavra. Ali não existe "fenómeno desportivo" algum! Parafraseando uma expressão pejorativa bem conhecida, eu diria que quando não se sabe até as piscinas atrapalham...
Ilustração: Google Imagens.

1 comentário:

Anónimo disse...

No Porto Santo ainda existe um Pavilhão que custou uma fortuna!