domingo, 2 de dezembro de 2012

ZUMBIDOS NOS OUVIDOS - ALBERTINNITUS


E como mezinha caseira, passado algum tempo, regressam os "zumbidos nos ouvidos", ora com a revisão constitucional, ora com a maçonaria, a trilateral, os lóbis, o senhor Silva, enfim, regressam os tão incomodativos ruídos dentro da cabeça. Um sofrimento político causado pelo "albertinnitus" que conduz a co-morbilidades, uma das quais a "anemia" de todos os sectores e áreas do desenvolvimento. Ora, esta doença regional não vai com mezinhas de feiticeiro que, na tabanca, pelo seu estatuto de "homem-grande" (conceito que vivi na Guiné-Bissau), decide o que fazer e o que tomar como solução para a doença que se multiplica, pior, muito pior que a do mosquito "aedes aegypti". Esta praga que está a ser combatida, agora parece-me que bem, com todos envolvidos, deverá servir de exemplo para um combate maior ao "albertinnitus", uma doença que dá cabo de todos, de empresários a desempregados. Tal como o "aedes" a solução está, em primeiro lugar, como todos sabem, nas nossas mãos, através de comportamentos correctos. O "albertinnitus" pode também ser aniquilado, apenas com um gesto no dia das eleições, sejam elas quais forem. Vamos a isso, vamos dar cabo deste permanente zumbido nos ouvidos que afecta a vida de todos.

 
Sempre que passo pela página de publicidade do DN que referencia os "zumbidos nos ouvidos" e a respectiva solução, a leitura do título conduz-me de imediato para a política cá da paróquia, qual permanente e incomodativo zumbido. Apenas por humor, porque não posso e ninguém deve brincar com o grave desconforto dos pacientes que sofrem de "tinnitus". Salvaguardado este aspecto, o que se passa entre nós, já lá vai para 37 anos, é um zumbido de palavras e de conceitos que ferem e rompem os tímpanos do cidadão. Eu diria que, politicamente, uma significativa parte da população sofre de uma "disfunção no processamento da informação auditiva (sons) que conduz a ruídos vibrantes dentro da cabeça". E no acto do voto, na esperança que os zumbidos se esbatam por uns tempos, avia a receita e pronto, pelo menos fica com a sensação que, durante uns meses terá uma certa paz da doença que eu designaria por "albertinnitus".
O problema é que se trata de uma mezinha caseira, engendrada na quinta, no meio do chalrar das araras e do taramelar de outros bichinhos políticos que ali pousam uma vez por semana, emitindo "sons mal articulados ou que lembram uma fala confusa (diz-se geralmente de aves como papagaio, arara etc.) e de coisas sem sentido". E como mezinha caseira, passado algum tempo, regressam os "zumbidos nos ouvidos", ora com a revisão constitucional, ora com a maçonaria, a trilateral, os lóbis, o senhor Silva, enfim, regressam os tão incomodativos ruídos dentro da cabeça. Um sofrimento político causado pelo "albertinnitus" que conduz a co-morbilidades, uma das quais a "anemia" de todos os sectores e áreas do desenvolvimento. Ora, esta doença regional não vai com mezinhas de feiticeiro que, na tabanca, pelo seu estatuto de "homem-grande" (conceito que vivi na Guiné-Bissau), decide o que fazer e o que tomar como solução para a doença que se multiplica, pior, muito pior que a do mosquito "aedes aegypti". Esta praga que está a ser combatida, agora parece-me que bem, com todos envolvidos, deverá servir de exemplo para um combate maior ao "albertinnitus", uma doença que dá cabo de todos, de empresários a desempregados.
Tal como o "aedes" a solução está, em primeiro lugar, como todos sabem, nas nossas mãos, através de comportamentos correctos. O "albertinnitus" pode também ser aniquilado, apenas com um gesto no dia das eleições, sejam elas quais forem. Vamos a isso, vamos dar cabo deste permanente zumbido nos ouvidos que afecta a vida de todos.
Ilustração: Google Imagens.

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