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domingo, 2 de abril de 2023
II ENCONTRO BANDOLINS DE MACHICO - MADEIRA
sexta-feira, 24 de março de 2023
A transição energética, um grande imbróglio no seio da UE
Foram as hesitações sobre o papel da energia nuclear, nos últimos dois decénios, que levaram a Europa a perder a dianteira em termos tecnológicos e de competências nesta indústria, para EUA, China e Coreia do Sul.
O Acordo de Paris sobre as Alterações Climáticas (2015) constitui a base enquadradora do trabalho a desenvolver, no âmbito da comunidade internacional, tendo em vista a descarbonização das economias, para travar, a longo prazo, o aumento da temperatura média global abaixo dos 2º C, em relação aos níveis pré-industriais.
quarta-feira, 22 de março de 2023
Rui Nabeiro
Partiu o Senhor Comendador Rui Nabeiro. Tal como a esmagadora maioria dos portugueses, apenas o conhecia pela sua imagem, pelo sorriso doce e contagiante, pelo seu indisfarçável mas sempre discreto amor aos outros. Confesso que me comovi e as lágrimas caíram ao escutar tantos testemunhos das humildes gentes que, carinhosamente, o consideravam o Pai de Rio Maior. E morreu no "Dia do Pai". Há coincidências que não passam disso mesmo, mas que nos tocam.
"Ele não foi por aí...", por aproximação a José Régio no Cântigo Negro, quando todo o mundo corria e corre, de forma egoísta, gananciosa, exploradora, de cada um por si e sem qualquer sentido moral, ético e de responsabilidade social. Ele não foi nas palavras mansas de um mundo que empurra para o fanatismo sem dó nem piedade. Ele procurou o seu caminho desde aquele distante ano que fez a sua quarta classe, como um dia sublinhou, "com audácia e atitude". Sentia-se, por isso, um "privilegiado" por ter uma atitude diferente dos outros. E construiu o seu comportamento ditado por disposições interiores, a sua atitude perante a vida, no pressuposto que o êxito e a felicidade dos outros constituiria o seu próprio êxito. No essencial, como costumo resumir perante este mundo de fanáticos, aldrabões, mentirosos, intolerantes e obsessivos, "se sou feliz, por que razão os outros não o são".
Até no momento da morte de um Homem que não foi de Rio Maior, mas de todo o País, o nosso País não conseguiu ir além das palavras elogiosas de circunstância. Esperava que a esta singular e incontornável figura portuguesa fosse declarado, pelo menos um dia de luto nacional. Mas nem isso. Ficou, apenas, ao nível das autarquias da região onde desenvolveu a sua actividade. Parece que o luto nacional só está reservado às mais altas figuras do Estado em exercício ou quando morrem. Mesmo que tenham deixado um rasto de pessoa pouco querida. E aquelas e os factos por elas protagonizados ao longo da vida, questiono, pouco contam? Mas as gentes, o verdadeiro povo, não o esqueceu.
Ilustração: Google Imagens.
terça-feira, 21 de março de 2023
Conselho de Estado
Desde há muito que me causa alguma perplexidade a constituição do Conselho de Estado, enquanto "órgão político de consulta do Presidente da República, por ele presidido". Sendo um órgão de natureza política, essa situação não implica que a sua constituição seja, implicitamente, formada por agentes directa ou indirectamente ao exercício político-partidário. Tenho por assumido que o Conselho de Estado deve ser um órgão acima de qualquer suspeita, formada pelos melhores nos diversos sectores e áreas do conhecimento, que pela sua independência, visão, verticalidade e honestidade, as suas vozes sejam audíveis, respeitadas e constituam um bom aconselhamento junto do Presidente de todos os portugueses.
Gostaria que assim fosse, mas infelizmente não é. É uma miscelânea, onde se encontra de tudo, desde homens e mulheres com pensamento até alguns que nem tanto. Pior, ainda, e eu não estou a pensar em quotas, mas não deixa de ser tão estranho que dos vinte elementos, incluindo o Presidente, apenas três sejam mulheres.
sábado, 18 de março de 2023
Carta aberta ao Dr. Álvaro Beleza
Ora bem, Vossa Excelência assume que este foi um "trabalho "absolutamente extraordinário", "exemplo para o país" e que se sente "orgulhoso da Madeira". Obviamente que é inegável que alguma coisa foi realizada e bem conseguida. Se tal não tivesse acontecido deixaria de ser um problema de política para ser de polícia.
quinta-feira, 9 de março de 2023
Pobreza, Inteligência Artificial, Comissões de Inquérito e Estudos de Opinião
Faz parte de uma certa paródia regional, eu sei, e daí, não é meu espanto, mas talvez uma certa perplexidade de como alguns conseguem levar de mansinho a água ao seu moinho. Durante anos a fio. O problema está em saber até quando e quais as sequelas sociais. Pelo que assisto, o coma é tão profundo que tudo passa como a água nas penas dos patos. Nem o "jardinismo", como todas as suas diatribes, com a paulatina "compra" e imposição de silêncios, as dívidas escondidas, as subtis ou descaradas perseguições, os alegados enriquecimentos rápidos e talvez mal explicados, porque dá jeito, a quase "institucionalização" de uma perversa economia paralela, a paciente montagem de redes e de compromissos, a muitos dizendo não dizendo, "toma lá, dá cá", o controlo da comunicação social, a multiplicação de instituições e subsídios a granel para contentar clientelas, nem nesse período da longa história, dizia, foi tão longe. Ou talvez hoje os novos dignitários estejam a receber de bandeja os "investimentos" feitos. É uma possibilidade.
Um dia, o Dr. Jardim falou de uma fase mais "raffiné". Pois, a democracia, por isso, é, hoje, um simulacro do que devia ser. O engano dos sentidos fez o seu caminho e agora, a percepção que se tem é a de uma sociedade doente, divorciada dos seus próprios interesses, uma sociedade de múltiplos receios ou medos, acorrentada nas aparências e que, mesmo sofrendo, prefere o conhecido ao desconhecido. Já não se rala. Entretanto, as grandes referências da oposição regional foram desaparecendo: ou porque morreram ou porque assumiram que outros ficassem com o brinquedo! Complementarmente, parece-me evidente que o sistema educativo foi intencionalmente condicionador, ao preferir a liturgia dos manuais programáticos à liberdade de pensamento, da criatividade e da inovação. Em poucos anos a sociedade caiu numa espécie de pântano que impossibilita a consciência de fuga ao lamaçal. Sobrevive. E a Igreja? O que dizer dela? Todos o sabem. Cala-te boca.
Segundo: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Um dos princípios do desenvolvimento é o da transformação graduada. Há uma sequência no tempo que não pode ser ignorada. Da mesma forma que coexistem três perguntas simples que qualquer gestor/administrador da coisa pública (e não só) deve dominar: onde estou, onde quero chegar e que passos tenho de dar para lá chegar. O onde estou equivale ao levantamento exaustivo da situação real, para que daí se possa arquitectar uma situação ideal. Ora, o sistema educativo está de rastos, sendo evidente que esta escola não consegue dar resposta aos desafios de um mundo em constante aceleração. Segundo os estudos é desmotivadora para alunos e professores, apresenta currículos e programas desadequados, submete-se aos ditames de uma administração centralizadora e padronizadora, é rotineira e previsível, porém, quando é este o quadro, alguém vem falar de "inteligência artificial", ignorando o extenso rol de características onde o sistema se encontra. Como é possível ser prospectivo e presumir que se irá atingir a complexidade, quando são queimadas as etapas de um longo processo científico. Houvesse engenho e arte, depois de 47 anos de políticas, podia o sistema experimentar e almejar tal desiderato. Pela via que seguem, não. Tratam-se de umas palavras soltas atiradas ao ar e sem significado. Tal como a história do Brava Valley!
Terceiro: COMISSÕES DE INQUÉRITO. Um festival de palavras e de depoimentos inconsequentes. Apenas fumo. Um ex-Deputado Europeu e, depois, governante regional, falou de "obras inventadas". Foi logo encostado à parede. E o inquérito parlamentar surgiu. Conclusão: "obras inventadas", protecção a um grupo restrito de empresários, pressão destes sobre a governação, enfim, são tudo histórias, essas sim inventadas. Nada ficou nem ficará provado. Mas quando e onde rolaram cabeças na sequência de um qualquer inquérito parlamentar? É tudo mentira, pois o desabafo, certamente, tem a chancela do ressabiamento de quem o proferiu. Até o relator da comissão foi indicado pelo partido maioritário. Curioso, até, que o parceiro de coligação que antes abria a boca e não era nada piedoso, remeteu-se agora a um silêncio sobre a tal "mentira" criada pelo ex-governante. Tudo solenemente abafado. Pois tudo foi realizado com total transparência, rigor técnico, fiscalização sem mácula e absolutíssima lisura de comportamentos éticos e morais. O ex-Deputado irá, certamente, "de castigo" para o quarto escuro da política!
Quarto: ESTUDO DE OPINIÃO/SONDAGEM. Corolário de tudo isto, o povo (?), em sondagem recentemente publicada, atribuiu 50% dos votos ao partido governante, onde se inclui um ínfimo contributo do parceiro de coligação. Significa que está tudo ou quase tudo certo. Portanto, siga a festa...
terça-feira, 7 de março de 2023
Ocidente contra o resto do Mundo
Por
Macron, à saída do G-20, anunciou uma visita a Pequim dizendo que é “muito bom” a China querer a Paz, marcando assim algum distanciamento face à posição apressada da UE.
sexta-feira, 3 de março de 2023
E se a Ucrânia não ganhar a guerra?
Por
Major-General Carlos Branco,
A pior solução para os europeus é não considerarem a Ucrânia um interesse vital e acabarem por ter de morrer por ela. Washington sabe o que quer e o que está a fazer. Os dirigentes europeus nem por isso.
A esmagadora maioria dos comentadores nacionais afirma de modo convicto e determinado que “a Ucrânia vai ganhar a guerra”, “a Ucrânia tem de vencer”, como se a insistente oralização de uma vontade fosse suficiente, e a capacidade para a concretizar um aspeto de menor importância. Questionar o dogmatismo subjacente a esta certeza tornou-se sinónimo de apoio e alinhamento com as posições de Moscovo.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
Como qualificar a matriz da economia portuguesa
Que tem faltado uma visão estratégica de suporte na qual estejam enunciados desígnios claros e uma articulação e coordenação entre os interesses públicos e privados, penso que estaremos de acordo.
Nos dias 6 e 8 deste mês, saíram no jornal “Público” dois documentos interessantes: “Há política industrial em Portugal?” do economista/Professor do ISCTE, Ricardo Paes Mamede, e a entrevista do ministro da Economia, António Costa Silva.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
Como a desonra entrou no Altar
Afinal, houve ou não houve imposição de requisitos pela Igreja, como afirma Carlos Moedas? Vaticano, Igreja Portuguesa, ou os dois? E qual o custo do cumprimento desses requisitos?
Ainda o altar não está erguido e figuras graúdas, civis e religiosas, deste país, já “nele” tropeçaram, algumas sem jeito, mas com tombos a deixar marca bem visível. A começar pelo Presidente da República (PR). Um tombo por culpa própria.
A Igreja, com a sua “velha e requintada sabedoria”, tentou “branquear” o escândalo dos milhões, mas não se saiu bem. O bispo auxiliar ao dizer que vai sentar à mesa as equipas ligadas ao projecto para reapreciação dos valores de custo da obra (sentou-os dia 2 de fevereiro, mas sem conclusões), foi pouco convincente e, sobretudo, não deixou de ir repetindo que a responsabilidade era/é da SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana.
A Igreja tem neste evento uma parte significativa de publicitação e prática dos seus valores. Primeiro, os custos desta componente material deviam ser assumidos na íntegra pela Igreja. Qual a razão dos dinheiros públicos terem de cobrir esses custos?! Segundo, o tempo de arranque das obras. Como disse Segadães Tavares, quatro anos “a pensar” e menos de seis meses para executar a obra, onde até os desenhos finais não estão definidos. E, terceiro, por que razão só agora se fala do assunto?!
domingo, 5 de fevereiro de 2023
Valeu a pena - "Ribeira Seca, terra de luta da alegria e da canção!"
Estou ausente da Região e, por isso, não poderei estar presente na homenagem e passagem de testemunho ao novo pároco da Ribeira Seca/Machico. Tampouco na sua última Missa a solo, esta manhã, no preciso momento que publico este texto. Penitencio-me por isso. Gostaria de lá estar, pela Amizade que me une ao Padre José Martins Júnior, mas mais do que isso, pelo que ele representa para a Madeira no campo de uma Igreja aberta ao Mundo, pela cultura que transporta e que disseminou, pelo seu exemplo de vida com os olhos sempre colocados nos outros. Estou longe, mas estou tão perto, creia meu Amigo.
Não se vergou. Antes deixou que o tempo, enquanto grande Mestre, ditasse a sua sentença. E ditou-a, implacavelmente. É uma vitória sua, de, como agora se diz, uma vitória da resiliência. O Povo da Madeira sabe-o de cor e tem consciência do conluio entre a Igreja e o poder para abafar uma voz inadequada aos valores e interesses que defendem. Uns e outros devem-lhe um pedido de desculpas, olhos nos olhos. Como recentemente escreveu no seu blogue "senso&consenso", sobre "Confissões, Confessores e Confissionários": "(...) O perdão digno desse nome só acontece entre o pedido de ressarcimento do criminoso e a sua vítima (...) E aí, mediante o pedido prévio do agressor, esteja o lesado pronto a dar-lhe o abraço da concórdia". Façam-no, se têm respeito por si próprios.
O que os clássicos nos dizem sobre os que andam à caça dos outros
Por
José Pacheco Pereira
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
Natação sem mergulho
A natação na Madeira é um tema sobre o qual nunca escrevi ou falo, apesar de ser, digamos, a minha modalidade. Faz este ano 20 anos que deixei de entrar numa piscina para competir. Não fui um atleta de destaque, apesar do empenho que sempre coloquei, à exceção da última época, não interessa os motivos, fez-me desmotivar e desinteressar pela modalidade enquanto atleta.
A razão que me leva a evocar esse tempo é que o mês passado começou o desaparecimento da última piscina que teve um nadador olímpico na Madeira, a piscina da Escola Ângelo Augusto da Silva, vulgo Escola da Levada.















