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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

QUE LATA!


Um terra que poderia ser exemplo nacional e internacional em todos os sectores e áreas do desenvolvimento está hoje "afogada" num oceano de dívidas e de empresas insolventes incapazes de gerarem empregos. E vem este homem falar de políticas humanizadoras depois do rol de disparates cujo fim último nunca foi o bem-estar das pessoas, tampouco a coesão social, mas as eleições seguintes, a luta pelo poder e só pelo poder. Fiz obra, repete, frequentemente. Mas que obra? A obra de construção e aprimoramento do ser humano? A obra da coesão social? Não, essa ficou por inaugurar. A obra que lhe diz respeito, na esteira de muitos interesses que a História um dia concluirá, fica aí, em cimento e alcatrão, não fica na educação, na saúde, nos direitos sociais e numa economia sustentável. Enquanto governante deu um passo superior à sua própria perna e agora, choramingando e empurrando com a barriga, tenta esconder a sua responsabilidade dizendo que "não se pode exigir mais das pessoas". Que lata!



E nós é que não temos juízo!
Que lata tem este presidente do governo da Madeira! Que lata! Com que então... há momentos em que "não se pode exigir mais das pessoas". E de quem foi a culpa das exigências que estão a ser feitas às pessoas? De quem foi a culpa dos desequilíbrios orçamentais que conduziram a Madeira, enquanto Região Autónoma, com órgãos de governo próprio, é preciso não esquecer este aspecto, com orçamento próprio, à situação de bancarrota? Quem é que fez uma política contra os princípios norteadores da humanização e, portanto, da coesão social? Quem é que andou para aí, durante trinta e tal anos, a gastar o dinheiro público que tinha e não tinha, ao ponto de hoje estarmos de joelhos, qual pedintes, sem cheta para acudirmos às situações de gritante pobreza? Quem foi aquele que não respeitou os princípios fundamentais do planeamento, os princípios da transformação graduada no tempo? Quem foi o sujeito que não ouviu ninguém, nunca quis discutir com a oposição, quer na sede própria, na Assembleia, quer em debates públicos? Quem é que tudo fez por controlar as instituições públicas e privadas e quem foi a personagem que ofendeu professores universitários, especialistas, jornalistas e por aí fora. Quem é que tudo fez na primeira pessoa do singular, puxando a si os "louros" e que agora descarta para outros a situação de gravíssimo constrangimento social. Que lata! 
Um terra que poderia ser exemplo nacional e internacional em todos os sectores e áreas do desenvolvimento está hoje "afogada" num oceano de dívidas e de empresas insolventes incapazes de gerarem empregos. E vem este homem falar de políticas humanizadoras depois do rol de disparates cujo fim último nunca foi o bem-estar das pessoas, tampouco a coesão social, mas as eleições seguintes, a luta pelo poder e só pelo poder. Fiz obra, repete, frequentemente. Mas que obra? A obra de construção e aprimoramento do ser humano? A obra da coesão social? Não, essa ficou por inaugurar. A obra que lhe diz respeito, na esteira de muitos interesses que a História um dia concluirá, fica aí, em cimento e alcatrão, não fica na educação, na saúde, nos direitos sociais e numa economia sustentável. Enquanto governante deu um passo superior à sua própria perna e agora, choramingando e empurrando com a barriga, tenta esconder a sua responsabilidade dizendo que "não se pode exigir mais das pessoas". Que lata!
Ilustração: Google Imagens.

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