sábado, 9 de fevereiro de 2013

PREOCUPANTE INSEGURANÇA


A segurança nos túneis está hoje em causa, mas queira que nunca, repito, nunca, aconteça uma situação delicada no hospital do Funchal. Todos sabem e muitos assobiam para o lado que o hospital é um ponto negro na segurança para quem lá está internado, para quem lá trabalha, para quem o visita e uma dor de cabeça para os bombeiros em situação de emergência. É um hospital cujo projecto inicial andará pelos 60 anos, as fragilidades estão elencadas, pelo que a construção de um novo hospital justificava-se, também, por essa razão. E como o hospital existem por aí tantas situações a merecer cuidados especiais. Mas, não, fingem que está tudo bem, "prà frente... sempre", empurram os problemas com a barriga e quando há problemas é porque Lisboa não mandou o dinheiro!



A segurança nos túneis da Região é motivo de grande preocupação. O facto de terem acontecido incêndios em viaturas, enfim, acabam por constituir casos a lamentar, mas não estamos livres que aconteçam. O que me parece muito preocupante é o presidente do Conselho de Administração da Empresa Estradas da Madeira, Engº Francisco Taboadaentrevistado na RTP-M, ter assumido que há falhas no processo de segurança dos túneis por falta de meios financeiros. Não quero entrar em pormenores que seriam de pura especulação da minha parte. Não sou perito nessas áreas e, por isso, abstenho-me de comentários técnicos sobre tais necessidades. Tampouco escrevo sobre a possibilidade da crise estar a gerar menor cuidado com a manutenção das viaturas. Sei, isso sim, das constantes chamadas de atenção dos bombeiros e deixa-me perplexo, enquanto cidadão, que uma obra daquela natureza, os túneis, no respectivo caderno de encargos, não contemple todos os aspectos relacionados com a segurança. Penso que lá devem estar, mas, no mínimo, é esquisito a segurança não estar acautelada! Deduz-se, então, que mais valeu inaugurar do que zelar pela segurança das pessoas. Ontem, segundo li, do incêndio resultaram dezoito pessoas assistidas na urgência hospitalar, o que é grave.
Mas não quero ficar por aí. Estas situações acabam por explicar muita coisa. Entre outras, explica a falência da Região, quer ao nível da rigorosa definição das prioridades na aplicação do dinheiro de todos nós, quer ao nível do princípio mais básico do respeito pela segurança de pessoas e bens. Há um abandalhamento, uma visão desleixada, um deixa andar que nada vai acontecer e, quando acontece, aparece o do costume a dizer que temos de conviver com o perigo. Entretanto, gasta-se à fartasana, ou gastava-se, naquilo que não é importante (a lista é enorme, quase infindável) ou em estruturas organizacionais como a da Empresa Estradas da Madeira (semelhante a tantas outras e que aqui reproduzo o respectivo organograma, constante no sítio da internet), enfim, perdem-se enormes recursos financeiros que, queiramos ou não, acabam por faltar onde se torna necessário. A segurança nos túneis está hoje em causa, mas queira que nunca, repito, nunca, aconteça uma situação delicada no hospital do Funchal. Todos sabem e muitos assobiam para o lado que o hospital é um ponto negro na segurança para quem lá está internado, para quem lá trabalha, para quem o visita e uma dor de cabeça para os bombeiros em situação de emergência. É um hospital cujo projecto inicial andará pelos 60 anos, as fragilidades estão elencadas, pelo que a construção de um novo hospital justificava-se, também, por essa razão. E como o hospital existem por aí tantas situações a merecer cuidados especiais. Mas, não, fingem que está tudo bem, "prà frente... sempre", empurram os problemas com a barriga e quando há problemas é porque Lisboa não mandou o dinheiro!  
Ilustração: Diário de Notícias-Madeira e sítio da Internet da Empresa Estradas da Madeira.

2 comentários:

Fernando Vouga disse...

Caro André Escórcio

Está tudo a cair de podre. O mesmo se passa no Portugal continental. Em poucos dias ocorreram três descarrilamentos.
Preocupante!

João André Escórcio disse...

Caríssimo,
Exactamente como diz. Preocupante para todos nós, os que avançam na idade e para os mais jovens que olham e desesperam...