segunda-feira, 18 de março de 2013

PORTO SANTO: DA AGONIA À SALUTAR REVOLTA


(...) onde está o trabalho para cinco mil portosantenses? Hotelaria, restauração, obras públicas, onde estão elas? Se desde há uns tempos para cá já tínhamos graves problemas de sazonalidade ao nível turístico, o que é que temos agora? Onde está a promoção turística de uma das sete maravilhas de Portugal? De Portugal, sim, leram bem! Como podemos ter trabalho sem promoção turística? Como podemos ser felizes com tão pouco? Braços cruzados? Para além disto tudo, além de estarmos isolados, agrava-se com o preçário das viagens, cada vez mais dispendiosas, porquê? É simples, meus amigos, quem quer governar esta ilha é e será um "pau mandado" que vai fazer tudo o que o Sr. Dr. "Papadas" e seus barões ordenarem! É isto que desejam a Porto Santo? Com imensas pessoas em dificuldades extremas, a contar cêntimos, a recear pelo futuro dos seus descendentes, pergunto: vale a pena cruzar os braços com tamanha tristeza? (...)


Remeteram-me um texto. É de um habitante da ilha do Porto Santo. Trata-se de um grito de revolta, de indignação sobre uma terra abandonada à sua sorte. De uma terra onde é sensível um desejo de mudança, aliás, como  se deduz do artigo de opinião, da Vereadora do PS Renata Sousa, hoje publicado no DN-Madeira. 
Do extenso texto que recebi, aqui publico as partes que considerei mais importantes. Fica à reflexão dos madeirenses e dos portosantenses este grito de revolta.
"Agradeço que leiam até ao fim...
Tudo aquilo que aqui vou escrever é do conhecimento geral de todos os portosantenses (...) para que não caia em esquecimento!
ADORO o PORTO SANTO, adoro mesmo e custa-me ver tanta "podridão" num ilha tão pequena e poucos se mexem para a limpar! Não entendo o porquê de tal mentalidade, será... medo? Medo... de quê? De represálias (perder o trabalho?) Medo de ousar falar contra os políticos desta terra? Se for esse o medo, será que já pararam para pensar que hoje em dia nenhum trabalho é seguro? (...)
Voltando à mentalidade do povo portosantense, pergunto, "Onde isto vai parar?"... Perante tanta dificuldade e com fim do beco sem saída à vista, digo, já não é tempo de dar um murro em cima da mesa e gritar: BASTA!
BASTA... de promessas em vão;
BASTA... de descriminação;
BASTA... de falsos moralismos políticos e respectivas campanhas ("Vamos mudar... vamos lutar... agora é desta... Porto Santo para a frente...)
e BASTA... os comícios com música ao vivo e claro com o Sr. Dr. "Papadas" a fazer o seu discurso habitual.
Perante isto tudo, precisamos de um LÍDER. De alguém que faça frente ao Dr. "Papadas" e de alguns corjas que existem no Porto Santo que se acham intocáveis!
Precisamos de um líder presidente que não seja bafejado, nem que faça mau uso do seu poder, ou seja, que o poder não lhe suba à cabeça (...). É preciso humildade, honestidade e acima de tudo, coragem e determinação para lutar contra esta "podridão", porque para mim e agora, falo de mim, não tenho medo de enfrentar seja quem for, desde que tenha o povo a meu lado! Só assim chegamos lá!
Porto Santo foi sempre esquecido e foi alvo de monopolização dos barões do sistema, fazendo desta terra seu destino de férias, no qual colocaram portosantenses à sua mercê! O Porto Santo foi esquecido e nunca o Sr. Dr. "Papadas" pensou no povo portosantense, nem definiu prioridades para o bem do povo portosantente. Pergunto: o que é que um ser humano deseja mais na sua vida? Saúde, algum dinheiro e felicidade (pelo menos, eu penso assim). Onde está o hospital ou mini-hospital desta terra? Será que o dinheiro das infraestruturas feitas pelas sociedades (de endividamento), hoje em dia encerradas, não davam para construir um mini-hospital? Ahhh mas, relembro que ainda disseram que dada a quantidade de habitantes na ilha, construir um, fora considerado gastos supérfluos! Será que a Direção Regional de Saúde sabe fazer contas? Será que sabe quanto custa a evacuação aérea de um paciente? Fora a estada e acompanhamento médico? Etc.
Um outro exemplo, será que entre Seixal e Porto Moniz, com menos de mil habitantes, havia necessidade de dois heliportos? Esse mesmo dinheiro mal gasto, serviria muito bem Porto Santo! Onde estão as igualdades e prioridades deste nosso governante para esta terra?  (...).
(...) onde está o trabalho para cinco mil portosantenses? Hotelaria, restauração, obras públicas, onde estão elas? Se desde há uns tempos para cá já tínhamos graves problemas de sazonalidade ao nível turístico, o que é que temos agora? Onde está a promoção turística de uma das sete maravilhas de Portugal? De Portugal, sim, leram bem! Como podemos ter trabalho sem promoção turística? Como podemos ser felizes com tão pouco? Braços cruzados? Para além disto tudo, além de estarmos isolados, agrava-se com o preçário das viagens, cada vez mais dispendiosas, porquê? É simples, meus amigos, quem quer governar esta ilha é e será um "pau mandado" que vai fazer tudo o que o Sr. Dr. "Papadas" e seus barões ordenarem! É isto que desejam a Porto Santo? Com imensas pessoas em dificuldades extremas, a contar cêntimos, a recear pelo futuro dos seus descendentes, pergunto: vale a pena cruzar os braços com tamanha tristeza? E aqueles que pensam que o trabalho está assegurado, desenganem-se, isto toca a todos! Porque somos os que restam e estamos entregues a nós próprios e eu, pessoalmente, lutarei para não prolongar mais tamanha hipocrisia, falsidade e falta de empenho para que Porto Santo volte a ser o que era, uma terra produtiva, capaz de superar-se a si mesma, com a vontade e trabalho de todos nós!
Só peço aos portosantenses que não caiam em falsas campanhas políticas (dos que falam na saúde, trabalho e seus afins, transportes) (...) eu vou lutar por isto e sem medo algum! Recuso me a viver de ajuda social, recuso a entregar minha casa, recuso a temer pelo futuro dos meus filhos! (...) 
Agradeço a todos os que dedicaram um pouco do seu tempo a lerem este texto".
Ilustração: Google Imagens.

1 comentário:

Anónimo disse...

Meu Caro, parabens pela coragem da sua objectiva critica.Já agora não se esqueça que os dois referidos heliportos não funcionam, pela simples razão de não possuirem as medidas legalmente exigidas. Os seus responsaveis, entretanto ao invés de aguardarem julgamento na cadeira, por estas e outras responsabilidades, encontram-se, certamente, neste preciso momento a disfrutar dos beneficios dos seus criminosos mamanços.