quinta-feira, 27 de junho de 2013

"A COISA TÁ PRETA"


Olhem para o que se está a passar um pouco por todo o mundo. Olhem para a Europa e para o assustador número de jovens desempregados. Olhem, por razões diversas, para a contestação que paira por todo o lado, com praças e cidades em permanente convulsão social. Olhem para o Brasil, onde um clique fez disparar uma gigantesca onda de contestação. Ainda ontem registei  uma frase de um manifestante: "ninguém come bola (...) ninguém põe bola no prato". Tomem consciência do aviso de Chico Buarque: "Aqui na terra tão jogando futebol; Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll; Uns dias chove, noutros dias bate sol; Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta (...)".


Disse o Primeiro-Ministro: "O País precisa menos de greves e mais de trabalho". Que lata! Que lata depois de tudo quando prometeu em campanha eleitoral. Quando o País se confronta com mais de um milhão de desempregados, quando a economia definha e quando não há maneira do governo acertar com uma qualquer previsão, quando tudo sai furado e quando andamos de promessa em promessa, arrastando de ano económico para ano económico o tão almejado crescimento susceptível de gerar emprego! O único aspecto sensível é o roubo perpetrado em tantos e impostos, taxas e sobretaxas. De resto, perguntar-se-á, que esperança resta? Ora, quando se chega a uma situação de greve geral é exactamente porque foram atingidos os limites da tolerância, é porque se assiste a um sufoco impossível de conter, quando os sinais existentes demonstram, inequivocamente, que não foi o povo que viveu acima das suas possibilidades, apenas existe é ganância por parte de máfias organizadas e bem-falantes que impõem a pobreza a milhões para que se multipliquem os seus milhões. A insensibilidade é total ou próxima disso. E o Primeiro-Ministro olha para o povo que o elegeu e, por palavras minhas, diz-lhe: vão mas é trabalhar, oh malandros! E sempre vai dizendo e repetindo, claro, que a greve é um direito inalienável. No seu posicionamento político, é, paradoxalmente, desde que não a façam! 
Olhem para o que se está a passar um pouco por todo o mundo. Olhem para a Europa e para o assustador número de jovens desempregados. Olhem, por razões diversas, para a contestação que paira por todo o lado, com praças e cidades em permanente convulsão social. Olhem para o Brasil, onde um clique fez disparar uma gigantesca onda de contestação. Ainda ontem registei  uma frase de um manifestante: "ninguém come bola (...) ninguém põe bola no prato". Tomem consciência do aviso de Chico Buarque: "Aqui na terra tão jogando futebol; Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll; Uns dias chove, noutros dias bate sol; Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta (...).
Ilustração: Google Imagens. 

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