Não é verdade que a Assembleia estará parada durante os próximos três meses. Quanto muito a actividade será mais reduzida. Mas o trabalho político dos Deputados, para além da acção especificamente parlamentar, continuará, agora com maior intensidade face à aproximação de dois importantes actos eleitorais. Que o digam os representantes dos partidos com limitada representação parlamentar! Não têm mãos a medir. Penso que é menos feliz interpretar a actividade dos Deputados em função da realização dos plenários.- O aumento da capacidade de fiscalização do Parlamento em relação ao Governo;
- Debates quinzenais com a presença do Primeiro-Ministro onde os temas dos debates são definidos alternadamente pelo parlamento (por todos os grupos parlamentares) e pelo Governo.
- Todos os Ministros respondem, em reunião plenária, no mínimo, uma vez por sessão legislativa.
- Todos os Ministros respondem na respectiva Comissão Parlamentar, no mínimo, quatro vezes por sessão legislativa.
- Todos os grupos parlamentares podem requerer, obrigatoriamente, a presença de membros do Governo em Comissões parlamentares.
- A resposta do Governo às perguntas escritas (vulgo requerimentos) dos Deputados passou a ter um prazo máximo de 30 dias.
- Foi criado um novo tipo de debate: "o debate de actualidade". Com poucas horas de antecedência, e sem agendamento prévio, todos os grupos parlamentares podem requerer (de acordo com os seus créditos), debates sobre um determinado tema de actualidade com a presença obrigatória do Governo.
- O Deputado passou a ter uma página pessoal na Internet onde divulga toda a sua actividade parlamentar.
- A Declaração de interesses passou a estar disponível para consulta na Internet.
- Os eleitores podem também, agora, através da Internet, acompanhar a assiduidade dos parlamentares nas reuniões plenárias.
Estas foram algumas das mudanças que foram introduzidas na reforma do Parlamento Nacional. Por isso, entendo que não se deve avaliar o trabalho parlamentar apenas pelos dias de plenário onde, lamentavelmente, muitas vezes, nada adianta em função do bem-estar do Povo. O importante é olhar para o sistema organizacional, olhar para o Regimento e para as propostas que por ali passam e analisá-las à luz dos chumbos e das aprovações, determinando, a partir daí, o resultado para o futuro da Região.

















E ninguém acredita, Senhor Secretário, que tal Portaria tivesse sido produzida exclusivamente pelo Instituto. Essa Portaria teve, obviamente, o aval do Secretário Regional, até porque corresponde a normas europeias. Só que, em tempo de eleições, esta questão, tarde ou cedo, colidiria com muitos interesses espalhados pela Região e daí que a parte mais fraca, o presidente do IVBAM, tivesse sido posto a andar.