quinta-feira, 4 de julho de 2013

JORNAL DA MADEIRA... UM POÇO SEM FUNDO!


Contas do Jornal da Madeira: 
Endividamento bancário - mais de € 6.000.000,00 de euros; Capital próprio negativo – mais de € 45.000.000,00 de euros; Resultado do exercício 2012 – mais de € 3.000.000,00 de euros de prejuízo! Aliás, nunca, ao longo dos últimos 30 anos, teve resultados positivos. Nunca! E o presidente do governo regional falou ontem da "INAPTIDÃO" dos outros para governar. Qual dos dois governos o melhor? E ninguém vê isto? E o Senhor Bispo? E o Governo da República? E o Senhor Representante da República?



O Presidente do Governo Regional da Madeira sugeriu "um Governo, neste período, da responsabilidade do Senhor Presidente da República e com a apresentação a referendo dos Portugueses de uma nova e eficiente Constituição democrática" (...) "o presente estado de coisas a que o País chegou, apesar dos sacrifícios dos Portugueses, demonstra a inaptidão do actual regime político constitucional". 
Inaptidão? Nova Constituição? Democracia? Sacrifício... dos madeirenses? 
Bom, vamos lá, apenas, a um facto. Recebi a informação que a seguir transcrevo na íntegra. 
"Vale a pena passar os olhos por esta maravilha. O Jornal da Madeira vem recebendo, desde há mais de vinte e cinco anos, subsídios, prestações suplementares e empréstimos sob as mais diversas formas, do Governo Regional da Madeira e que já totalizam um montante superior a € 50.000.000,00 de euros!
Nos últimos 4 anos tem recebido, anualmente, um montante superior a € 3.000.000,00 de euros e só assim é que mantém a sua edição. Entretanto, desde 2008, triplicou a sua tiragem (15.000 exemplares) e passou a ter um preço de capa fictício (€ 0,10) pois é oferecido, todas as manhãs, em todos os cantos da Região A. da Madeira. Aliás, a versão oficial é que a distribuidora é que compra a totalidade dos exemplares e resolve oferecê-los.
Infelizmente é com esta concorrência que o Diário de Noticias tem de viver pois para alem de não receber um único euro das entidades oficiais ainda tem de enfrentar um dumping vergonhoso ao nível da publicidade.
A questão é saber como é possível o País admitir uma situação destas, pois o garrote que os portugueses e as empresas têm de enfrentar não é de todo humanamente aceitável vermos uma empresa pública (o Governo Regional detém 99,98% da Empresa Jornal da Madeira, sendo os restantes 0,02% pertença de pessoas e entidades ligadas à Diocese do Funchal) desbaratar desta forma os nossos impostos.
Só para chamar a Vossa atenção, eis três indicadores em relação à Conta de 2012:
1. Endividamento bancário - mais de 6 milhões de euros;
2. Capital próprio negativo – mais de 45 milhões de euros (ainda pedem aos sócios para cumprirem com o artigo 35 das Sociedades Comerciais o que nunca fizeram ao longo dos anos!)
3. Resultado do exercício 2012 – mais de 3 milhões de euros de prejuízo! Aliás nunca ao longo dos últimos 30 anos teve resultados positivos. Nunca!
No passado mês de Maio o Diário de Noticias teve que proceder ao despedimento de cerca de 40% dos seus quadros por forma a garantir a sua viabilidade, pois como calculam o objectivo número um de quem manda no Jornal da Madeira é, pura e simplesmente, encerrar este Diário com 137 anos de existência. Para V. informação o resultado do Diário de Noticias de 2012 foi negativo num montante de cerca de 530 mil euros."
É responsável por este desastre financeiro, mas ontem falou da inaptidão dos outros. Dos de lá, melhor dizendo. Por aqui, ele é um santo, não tem nada a ver com os 50 milhões do Jornal da Madeira, com os mais de 100 milhões da marina do Lugar de Baixo, os milhões, muitos milhões gastos em megalomanias e que conduziram ao descalabro financeiro da Região. 
E o Senhor Bispo, não diz nada a esta pouca-vergonha? Pede solidariedade, caridade e, com o seu silêncio, permite que isto aconteça?
Ilustração: Google Imagens.

1 comentário:

Fernando Vouga disse...

Caro André Escórcio

Como disse há pouco, os falhados nunca têm culpa de nada.
O dramático é que Jardim esbanja rios de dinheiro numa espécie de jornal para ele próprio se convencer disso.