domingo, 20 de setembro de 2015

A INCOMENSURÁVEL LATA DE PAULO PORTAS


Paulo Portas pediu hoje aos eleitores que votem na coligação PSD/CDS-PP visando um "Governo maioritário" e acusou o PS de ter um programa "ultraliberal" (...) "Nós somos social-democratas ou democratas-cristãos e, por isso, temos autoridade para dizer isso: é realmente um programa ultraliberal, que cabe numa folha de Excel, tem muito pouca sensibilidade social, afeta prioritariamente as pensões mais baixas". Exclamo: ao ponto que a falta de vergonha na cara chegou! Quem mais proporcionou apoios à protecção social dos portugueses e que, por isso, foi criticado, é agora apontado como "ultraliberal", como gente mais à direita da direita personificada pelo PSD/CDS, como "aventureiros e radicais", por exemplo, no que concerne à Segurança Social.


Paulo Portas, líder de um partido que, face à análise factual do seu comportamento político, há muito abandonou a democracia-cristã, deveria ler a opinião do Professor Diogo Freitas do Amaral, personagem que foi presidente fundador do CDS e único português Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas (1995-1996), relativamente a esta última legislatura liderada por Passos Coelho: "(...) Cortou salários e pensões, levou inúmeras empresas à falência ou a grandes despedimentos. Cortou no acesso à saúde e às prestações sociais. Aumentou muito mais do que o previsto o flagelo do desemprego. E, mesmo assim, não conseguiu atingir, em Maio de 2014, os principais objectivos iniciais do "Memorando"de 2011 -  nem na dívida pública, nem no défice orçamental, nem no crescimento económico, nem na descida do desemprego" (...) "exijo que o PS mantenha o código genético que lhe imprimiu Mário Soares: Democracia, Europa, Estado Social. Tudo numa linha moderada de progresso e nada numa linha radical de regresso ao Estado Liberal, hoje, infelizmente, protagonizada pelo PSD que não nasceu com essa vocação" (...) "justiça social em democracia e na Europa, hoje, só com o PS". - Revista VISÃO, 10 a 16 de Setembro de 2015, pág. 52.
Não vou aqui tecer mais comentários. Os leitores que concluam.
Ilustração: Google Imagens.

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