domingo, 6 de setembro de 2015

A VOZ LIVRE DA IGREJA QUE APONTA O CAMINHO



"(...) A Igreja da Madeira devia alto e bom som, proclamar por justiça e denunciar claramente todas as artimanhas que se vão implementando contra as pessoas indefesas. A coragem do Papa Francisco devia ser inspiradora e animar-nos no mesmo Espírito. Há tanta propaganda a promover gente medíocre contra o bem comum que deve ser denunciada. Se estudarmos os 500 anos da Diocese do Funchal na sua vertente sócio-caritativa não encontraremos nada além daquela ideia do pobrezinho a quem se devia dar esmola para salvar a alminha. Nunca existiu nem existe uma prática forte de denúncia das injustiças, uma rede organizada que ajudasse à criação de emprego, que não fosse além da caridadezinha esporádica, porque se «vendia» com redobrado sucesso a ideia que as paróquias não eram lugar de caridades nem muito menos misericórdias. Por um lado era promovida a caridade da esmola, mas por outro alimentava-se a ideia de que os pobres não resultam da disparidade da distribuição dos bens, da desigualdade social, mas são uns malandros que não querem trabalhar, uns preguiçosos que não fazem nada e vivem à conta da boa vontade alheia. (...)"
NOTA
Excerto de um artigo do Padre José Luis Rodrigues, publicado na edição de hoje do DN-Madeira.

1 comentário:

Anónimo disse...

Devia. Concordo.
Mas não nos compete, também, avançar? O andar não fará caminho?
Porque ... de que Igreja falamos? A Igreja não somos todos nós, os que se afirmam católicos?
Os que o são - clero ou leigos - trilham todos os caminhos que são propostos pelo Evangelho? Qual o impacto, na nossa vida concreta, das palavras, pensamentos e apelos do Papa Francisco? Qual a relevância, nas nossas ações e comportamentos, da Doutrina Social da Igreja?
Porque não vamos mais além, vivendo e expandindo a nova evangelização que os sinais dos tempos obrigam?
E volto ao início: Devia. Concordo.
Mas não chega... falta a parte de cada um de nós.