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quinta-feira, 10 de julho de 2008

GARANTIA DE INTERCOMUNICABILIDADE ENTRE OS DOCENTES PROVENIENTES DAS REGIÕES AUTÓNOMAS COM O RESTANTE TERRITÓRIO NACIONAL”

O Bloco de Esquerda apresentou, na Assembleia Legislativa da Madeira, uma Proposta de Lei no sentido de garantir a intercomunicabilidade entre os Estatutos da Carreira Docente Regional e Nacional. Foi a seguinte a minha posição em nome do grupo parlamentar do PS-M:

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Esta questão suscitada pelo Bloco de Esquerda é oportuna e faz sentido. Aliás, este assunto foi apresentado na audição aos parceiros sociais, quando o Estatuto da Carreira Docente esteve aqui em apreciação. Foi um dos aspectos que os parceiros sociais chamaram à atenção. Estou bem recordado disso.
Aquando da votação desta proposta relativamente ao processo de urgência, intencionalmente não produzimos qualquer intervenção ou declaração de voto. Mas ouvi o Senhor Deputado Jorge Moreira vir aqui deturpar o sentido dos nossos posicionamentos, aliás, comuns a toda a Oposição, relativamente ao problema da intercomunicabilidade.
Senhor Deputado: uma coisa é a intercomunicabilidade no quadro do que constava no Estatuto e deixou de estar por força do parecer do Senhor Representante da República, aliás concordante com o que então defendemos; outra, Senhor Deputado, é através de lei da República ou de qualquer outra opção, primeiro esclarecer e, depois, formalizar aspectos específicos que devem fazer parte dos concursos, nos quais fiquem salvaguardados os interesses dos professores que trabalham na Região. São duas coisas diferentes, Senhor Deputado, e é mau quando se tenta, demagogicamente, confundir as situações.
Mas vamos a situações concretas. É evidente que, do nosso ponto de vista, e este é um exemplo entre vários, não faz sentido uma prova de admissão à docência, depois de cumprida uma licenciatura no ramo ensino e, depois, de um estágio pedagógico. Se alguma coisa está menos bem e é nossa convicção que sim, são os cursos de formação inicial de professores que merecem ser repensados do ponto de vista curricular e programático.
Neste aspecto, o Estatuto da Madeira seguiu e bem uma estratégia correcta não incluindo essa prova de admissão. Mas isso não deixa de arrastar consigo alguns problemas que devem estar perfeitamente assumidos uma vez que os concursos são nacionais.
Por exemplo, e esta, repito, é apenas uma situação: um jovem professor que entre no sistema educativo regional sem realizar a prova de acesso à docência prevista no Estatuto da Carreira Docente do Continente. No caso desse professor, mais tarde, querer transferir-se para o Continente através de concurso, considerando a existência de uma vaga, pergunta-se, em que situação ficará? Será admitido ao concurso mesmo sem ter realizado a prova de acesso à condição de professor? Será negada a sua admissão ao concurso? Que posicionamento o Ministério da Educação assume neste quadro? Que entendimento tem a Secretaria Regional sobre esta matéria? Terá havido alguma negociação?
Tudo isto está por clarificar e por definir, ou então, o Senhor Deputado Jorge Moreira sabe e como Deputado da maioria tem o dever de aqui nos esclarecer a todos.
E como esta algumas outras situações suscitam dúvidas. E, portanto, aproximando-se um novo ano de concursos, relembro que em 2009 haverá novos concursos nacionais, desde logo torna-se necessário acautelar esta situação para que, de facto, este problema aqui apresentado pelo Bloco de Esquerda não se torne numa situação embaraçosa para os candidatos.
É por isso que, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, somos de opinião que o bom senso aconselha que esta proposta, para já, baixe à Comissão de Educação, no sentido de, com uma audição aos parceiros sociais, seja feita uma elencagem das situações possíveis e susceptíveis de prejudicarem os interesses dos professores da Madeira aquando dos concursos nacionais. São questões muito específicas, que nada têm a ver com a intercomunicabilidade então falada aquando do debate do Estatuto, mas têm a ver sobretudo com regulamentação a ter em conta nos concursos.
Elaborado o documento em sede de Comissão, então sim, com uma nova redacção que consubstancie todas as preocupações, estaremos em condições de poder discutir e aprovar um texto.
Trata-se de uma precaução, até porque, no plano meramente teórico, esta proposta envolve e dirige-se, desde logo, a mais de três mil potenciais interessados que trabalham na Madeira, muitos deles que espreitam uma oportunidade de regressarem às suas terras de origem.
Cerca de 50% dos educadores e professores que neste momento trabalham na Madeira não são naturais da Região e sobre este aspecto tem de haver negociação com a República que salvaguarde os interesses dos que aqui trabalham em matéria de concurso.

CIDADES E LUGARES 242. MUNIQUE/ALEMANHA

Munique. Passagem em direcção a Marienplaz. Orientar-se nesta cidade é relativamente fácil se tivermos em consideração a orientação do rio Isar. Mais informação aqui.

GABINETE PEDAGÓGICO DE INTERVENÇÃO ESCOLAR

O grupo parlamentar do PCP apresentou, na Assembleia Legislativa da Madeira, uma proposta no sentido da criação, em cada estabelecimento de ensino, de um Gabinete Pedagógico de Intervenção Escolar. Na oportunidade apresentei a seguinte comunicação:

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados,
Nós compreendemos o conjunto de preocupações que esta proposta transporta. Entendemos, porém, que a situação que caracteriza hoje a Escola é muito mais complexa e não se resolve com mais um gabinete por melhor estruturado que seja sobretudo ao nível da sua composição.
Aliás, com outras designações, genericamente, os estabelecimentos de ensino da Madeira contam hoje com gabinetes de psicologia, ateliês vários, clubes diversos, apoios pedagógicos acrescidos e acções tendentes a minimizar, através de uma postura pedagógica, os problemas decorrentes de múltiplos factores que têm origem a montante do sistema educativo.
E a verdade é que, não só não dão resposta adequada como o sentimento que temos é que os problemas se agravam.
Os últimos acontecimentos acontecidos na Madeira perpetrados por jovens estudantes, e não são poucos, que humilhavam outros adolescentes e idosos, confirmam, inequivocamente, desde logo nas condutas desviantes, quão errado está o governo regional quando afirma, neste caso, que a violência não tem expressão. O Senhor Secretário Regional da Educação chegou a falar de dois casos isolados. Há dias, um sindicato veio sublinhar que os casos de violência rondam os 2-3 por dia.
Ora, a solução para os problemas que estão aí aos olhos de todos obriga a uma intervenção muito mais profunda e articulada. De nada valerá atacar estes problemas com um penso rápido quando a situação exige um tratamento prolongado na sociedade que gera tanta disfunção.
O que hoje estamos a viver nas escolas, e que alguns teimam em ignorar a sintomatologia, é demasiado grave se tivermos em consideração as atitudes e os comportamentos que, de forma crescente, começam a ser do conhecimento público.
E a gravidade do que está a acontecer só se resolve ou esbate com políticas integradas de envolvimento de múltiplas instituições. Mais do que atacar, isoladamente, um ou outro problema, a solução está, certamente: nas políticas de família, nas políticas de trabalho, emprego e justa remuneração, num tecido empresarial forte, nas políticas de acompanhamento social, na substancial redução do número de alunos por escola, na redução do número de alunos por turma, no aumento da oferta de cursos profissionalizantes, num novo e mais lato conceito de autonomia dos estabelecimentos de ensino, na desburocratização do sistema libertando os professores para melhor pensarem a escola no seu todo, na diferenciação pedagógica entre escolas e, entre muitos outros, nas políticas de acção social escolar.
As políticas terão de começar por aí. E isso só é possível concretizar-se de uma forma integrada, conjugada e não com secretarias a trabalharem cada uma para seu lado. A resposta é multi-factorial e diversa de escola para escola, de concelho para concelho e de freguesia para freguesia. Simplesmente porque os públicos são diferentes nos aspectos económico, social e cultural.
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados,
Isto não é retórico. Isto correspondente ao que se passa nas escolas, corresponde à diversidade cultural, corresponde às assimetrias e à onda de retorno em função da ineficácia das políticas educativas. Aquilo que estamos a viver corresponde, apenas, às primeiras ondas, de relativa importância, mas cuidado que outras ondas maiores vêm a caminho. Porque nem a sociedade está estruturada no sentido da sua estabilidade e responsabilidade como a escola não está estruturada para o sucesso.
Daí que, de pouco valerão as medidas preconizadas nesta proposta. Entendemos as preocupações manifestadas pois elas são verdadeiras, todavia, a eficácia do trabalho que viesse a ser produzido não corresponderia à dimensão do problema.
É por isso que defendemos a implementação de medidas que a prazo venham a resolver a questão de fundo. Só que, esta é a nossa plena convicção, a Secretaria Regional da Educação está politicamente esgotada, já não apresenta sinais de vitalidade, arrasta-se cumprindo rotineiras tarefas. É uma secretaria fechada sobre si própria e que já não consegue descolar através de rasgos inovação e com atitudes concordantes com as necessidades.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

CIDADES E LUGARES 241. MUNIQUE/ALEMANHA

O símbolo de Munique é a Frauenkirche, inaugurada em 1494.
A imponência exterior permite que seja vista de vários ângulos.
Aliás, todo o centro de Munique é interessante pelos inúmeros espaços de arquitectura singular que merece um olhar muito atento.

REVISTA DE IMPRENSA 09.07.08

PSD insiste nas obras públicas e acusa Governo de violar estatuto da oposição (Público)
O "xerife de Nottingham" tem a oposição do CDS (Diário de Notícias)
Código do Trabalho
Negociação do código laboral "não terminou" (Jornal de Notícias)
Defesa
Defesa faz parceria com a Microsoft (Público)
Negócios Estrangeiros
Diplomatas vinculados ao segredo de Estado (Diário de Notícias) // Regras de reserva e sigilo não serão alteradas no novo Estatuto da Carreira Diplomática (Público)
G8
Acordo do G8 sobre clima não convence (Diário Económico)
Economia/Finanças
Governo impõe calendário à Anacom (Jornal de Negócios)
Automobilistas portugueses vão ter carro 100% eléctrico em 2011 (Diário de Notícias) // Acordo com a Renault assinado hoje (Público
PME (Diário Económico)
Governo fecha-se em copas sobre a descida do IVA nos restaurantes e construção (Jornal de Negócios)
Fisco acelera devolução de impostos mal cobrados (Jornal de Negócios)
Investimento salva sempre o crescimento (Diário Económico)
Operação Furacão investiga 13% do PIB nacional (Diário Económico)
"A crise financeira ainda está longe do fim" (Diário Económico)
Vodafone apanha TMN nos telemóveis (Diário Económico)
Portugal lidera na banda larga móvel (Diário de Notícias)
Agricultura / Pescas
Ministro promete medidas contra o abandono rural (Público)
Pescas recebem ajuda de emergência da UE (Diário de Notícias)
Transportes
TAP vai cancelar 60 voos para poupar 20 milhões (Diário de Notícias)

CIDADES E LUGARES 240. MACHICO/MADEIRA

Um novo recanto do complexo onde se pode ver uma grande parede de escalada.
Enfim, por toda a Madeira, há, neste momento, km2 de espaços desaproveitados (não maximizados) para a prática física e desportiva, formal e informal. Simplesmente porque a política desportiva está, conceptualmente, errada. Faz pena!

CIDADES E LUGARES 239. MACHICO/MADEIRA

Esta é a praça central do complexo. Ao fundo, em cor azul, pode-se ver um auditório, com uma plataforma ao nível do solo para espectáculos.
No lado direito e esquerdo desta autêntica avenida, estão os serviços administrativos, balneários e tantas outras funções.
Quem trata assim o DESPORTO E A CULTURA não deveria ter lugar na política.

CIDADES E LUGARES 239. MACHICO/MADEIRA

Mais uma foto do complexo. Aqui podemos ver um de dois lindos espaços destinados à prática da vela com miniaturas telecomandadas. Um complexo que chega a este requinte... que tem, necessariamente, custos de manutenção mas que está sem vida. Imperdoável, 32 anos depois de Abril!

CIDADES E LUGARES 238. MACHICO/MADEIRA

Ainda o fantástico complexo desportivo construído por debaixo da pista do aeroporto da Madeira. Aqui é bem visível a ausência de qualquer prática física e desportiva, note-se, num Domingo de manhã. Uma pena e um atestado de incompetência a quem gere a política desportiva na Região.

CIDADES E LUGARES 237. MACHICO/MADEIRA

Parque desportivo de Água de Pena, em Machico.
Não basta construir, necessário se torna organizar e promover. Outro terá de ser o paradigma de desenvolvimento desportivo para que este espaço tenha praticantes de acordo com a sua dimensão e qualidade.

NÃO BASTA CONSTRUIR...

Visitei o complexo desportivo de Água de Pena, construído debaixo da plataforma do aeroporto da Madeira. Excelente. De 1 a 5, obviamente, cinco. Está ali tudo, desde o parque de estacionamento à oferta com qualidade de muitos recintos desportivos formais e informais. Para além disso, uma extensa e segura plataforma de acesso ao mar. Ao longo do percurso e zonas de transição, o ajardinamento dos espaços está cuidado e muito bonito. No País é certamente único. Na Europa e no Mundo, existirão poucos com aquelas características. Não é fácil encontrar um espaço tão longo e tão completo ainda por cima abrigado.
Visitei-o, demoradamente, durante a manhã de Domingo último. Quanto a praticantes formais e informais contavam-se pelos dedos da mão. Uma tristeza, trinta e dois anos depois de Abril. À beira mar, aí sim, havia muitos pescadores desportivos.
Ora bem, o significado que se retira desta constatação é que a prática física e desportiva não penetrou na população enquanto bem cultural. E, obviamente, que não podia, uma vez que a opção tem sido, claramente, no sector do sistema desportivo (federado) e não no sistema educativo. A Madeira tem efémeros campeões mas não tem praticantes. Aliás, não é por acaso que a estatística demonstra que 77% da população (15-74 anos) não tem hábitos desportivos e, dos 23% restantes, que inclui uma larga fatia de estudantes, apenas 8% têm uma prática de três vezes por semana.
Naquele espaço exemplar, num Domingo de sol e temperatura muito agradável, era para estar cheio em actividades múltiplas. Quase zero o que é frustrante. Chega-se a duas conclusões: primeiro, não basta construir, torna-se necessário organizar e promover; segundo, a política desportiva regional tem de ser totalmente arrasada para dar lugar a um novo paradigma sustentado num desporto ao serviço do desenvolvimento e não ao serviço da política.

terça-feira, 8 de julho de 2008

CIDADES E LUGARES 236. MUNIQUE/ALEMANHA

Munique é uma cidade com mais de 850 anos de história. É a terceira maior cidade da Alemanha. Recebe cerca de 3,5 milhões de visitantes por ano.
A praça Marienplatz constitui o coração da cidade. Funciona como a "sala de visitas" onde se encontra a Câmara em estilo neo-gótico. A Fraunkirche - Igreja de Nossa Senhora - constitui o símbolo da cidade com as suas duas torres com 99 metros de altura. Do alto das torres pode-se ver Munique na totalidade e os Alpes.

REVISTA DE IMPRENSA 08.07.08

Governo
PME vão ter hoje nova linha de crédito (Diário Económico)
Empresas vão ter crédito da banca com taxas bonificadas (Jornal de Negócios)
Protocolo com a Banca vai ser assinado hoje e é uma das linhas a ser criadas no âmbito do QREN.
José Sócrates sempre presente (Diário Económico)
O Primeiro-Ministro concentra as decisões mais importantes dos ministérios nos momentos de crise. Esta parece ser a máxima de José Sócrates quando a vida corre mal aos seus ministros.
Estado poupa 38% na gestão da frota de carros (Diário Económico)
Estado vai gastar 38% menos por cada carro novo (Diário de Noticias)
Agência de Compras Públicas vai lançar 15 concursos este ano. Poupança chega a 25% de uma despesa total de 750 milhões. A Agência Nacional das Compras Públicas vai poupar, na gestão dos carros do Estado e durante o próximo ano, cerca de 20 milhões de euros. A ideia do Governo, assim, é reduzir em 38% a factura dos 53 milhões de euros que custa suportar a frota automóvel de 30 mil carros utilizados pelos organismos públicos.
SEDES acusa José Sócrates de recuar nas reformas (Diário Económico)
Sócrates governa para as eleições, acusa a Sedes (Público)
O ímpeto reformista do Governo, em áreas fundamentais como a saúde, a educação, o Código do trabalho ou o controlo do défice, foi positivo e de grande coragem, adiantam alguns dos autores do estudo sobre o Estado da Nação que a SEDES, irá apresenta hoje à noite em Lisboa.
Deputado PS critica lei do Governo (Jornal de Notícias)
A Lei de Programação das Infra-estruturas Militares, que é votada amanhã na especialidade, mereceu reparos do socialista Marques Júnior.
Cavaco Silva aperta controlo ao Governo até 2009 (Diário Económico)
As dúvidas sobre o custo-benefício de obras públicas é um sinal de que o Presidente, até 2009, não vai permitir políticas eleitoralistas.
PSD em total sintonia com Cavaco Silva no pedido de estudos sobre novas rodovias (Público)
Manuel Alegre, Vera Jardim e Morais Sarmento consideram que não há qualquer alteração na cooperação estratégica entre Belém e S. Bento. A sintonia é total: no PSD, até Pedro Passos Coelho concorda com os alertas do Presidente da República para o endividamento do país e a necessidade de se conhecerem os estudos económico-financeiros das obras rodoviárias (cerca de três mil quilómetros de estradas) que o Governo está a lançar.
Estradas, TGV, aeroporto e hospitais na mira do PSD (Jornal de Notícias)
As respostas de Sócrates ao ataque de Ferreira Leite não satisfizeram a nova líder do PSD, que já deu luz verde a um primeiro requerimento. Na mira estão as estradas, mas com o aeroporto, o TGV e os novos hospitais na lista.
CDS propõe vale-medicamento (Diário de Notícias)
Paulo Portas avança nos Açores com ajudas para idosos mais carenciados.
Subida de IRC proposta por Ulrich corta 100 milhões às cotadas (Jornal de Negócios)
Sobretaxa de IRC cortaria lucros a 15 empresas da bolsa.
União Europeia
Bruxelas facilita ajudas às Pequenas e Médias Empresas e às mulheres (Diário Económico)
A Comissão Europeia decidiu ontem facilitar as ajudas que os governos dão a PME - e a mulheres empreendedoras em particular - visando projectos que melhorem o ambiente e criem emprego.
Bruxelas cria 'Via verde' para ajudas a empresas (Jornal de Negócios)
Nas próximas semanas, entra em vigor um regulamento comunitário que vem simplificar a vida aos Estados que queiram aprovar auxílios públicos para um conjunto de áreas específicas.
Ministros dos 27 querem criar Erasmus da polícia (Diário de Notícias)
Objectivo é reforço da proximidade com cidadãos.
…e promove corte de IVA na construção civil (Jornal de Negócios)
Bruxelas quer IVA reduzido em mais produtos (Público)
A Comissão Europeia avançou ontem com uma proposta que abre a porta à cobrança de IVA a 5% a todas as empreitadas de construção de imóveis para habitação. O medida insere-se num pacote mais vasto de taxas reduzidas de IVA para entrar em vigor em 2011.
Negócios Estrangeiros
Diplomatas vão ser proibidos de estar em partidos políticos (Diário de Notícias)
Ficam também impedidos de falar de política externa. Os diplomatas portugueses, mesmo que não estejam no activo, vão ser impedidos de exercerem actividades políticas e partidárias, segundo o novo estatuto da carreira que está a ser preparado no Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Luís Amado leva empresários à Índia para promover investimento recíproco (Público)
Uma dezena de empresas portuguesas está na Índia para explorar "o grande potencial" de investimento e comércio neste país, sobretudo na área dos aeroportos e infra-estruturas.
Economia/Finanças
UE pressiona agências de 'rating' (Diário económico)
Bancos obrigados a revelar a situação financeira depois da crise.
Novos acessos para compensar abandono da Ota vão custar 197 milhões (Diário Económico)
O Governo anunciou que vai investir 197 milhões em acessos rodoviários até 2012 para compensar a mudança do aeroporto da Ota para Alcochete.
Aviões contra fogos custam 19 milhões (Diário Económico)
Este ano haverá uma disponibilidade permanente dos meios aéreos de combate ao fogo.
Brisa e Soares da Costa lideram luta pelo TGV (Diário Económico)
Consórcio Brisa/Soares da Costa disputa TGV com Mota e aliados (Diário de Notícias)
As duas Empresas formaram um mega-consórcio, que junta a Babcock&Brown, a espanhola Iridium, o grupo Lena e a Edifer.
Agricultura
Ferreira Leite tem que ser mais consistente (Diário Económico)
Entrevista ao Ministro da Agricultura. Jaime Silva diz que se fosse hoje não teria criticado os agricultores na véspera de ser assinado o novo Código do Trabalho.
Saúde
Como serão feitos os dez concursos públicos este ano (Diário Económico)
Ministérios ficam proibidos de comprar fora da agência.

CIDADES E LUGARES 235. MUNIQUE/ALEMANHA

O rio Isar devide a cidade de Munique ao longo de 14 km da sua área metropolitana que congrega cerca de 2,3 milhões de habitantes.
De um e do outro lado, a cidade está cheia de elementos patrimoniais de grande valor.

JARDIM VS CHAVEZ

Há qualquer coisa que não bate certo nessa história do encontro do presidente do governo regional com o presidente Hugo Chaves. Desde logo, porque as visitas a este nível são (ou devem ser) programadas e sujeitas ao conhecimento da diplomacia portuguesa, a quem deve competir a coordenação. Um Presidente de uma Região Autónoma, membro do Conselho de Estado, face à importância da comunidade madeirense residente na Venezuela, por razões políticas e diplomáticas não se desloca sem um programa oficial total e rigorosamente assumido entre as partes. Ora, se o encontro não se verificou, as razões divulgadas são por demais esfarrapadas. Dizer que Hugo Chavez no dia X foi ali e no Y estava não sei onde, é, portanto, poeirinha para os olhos. Sendo assim, resta concluir que das duas uma: ou a visita teve carácter particular ou, então, Hugo Chavez pura e simplesmente ignorou o presidente do governo regional. Se a segunda hipótese é verdadeira (pessoalmente julgo que sim, mas evito divulgar, para já, o que penso sobre esta matéria) importa clarificar os motivos, uma vez que estão em causa relações do Estado Português com Estado Venezuelano e, no meio da história, encontra-se uma comunidade portuguesa, onde se incluem larguíssimos milhares de madeirenses.
Finalmente, pelas responsabilidades entre Estados, são muito desagradáveis e politicamente complexas, as declarações produzidas, na Venezuela, pelo presidente do governo regional. Do meu ponto de vista tais declarações constituem matéria suficiente para o Senhor Presidente da República chamá-lo a Belém. Mas este é o País político no qual vivemos...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

CIDADES E LUGARES 234. MUNIQUE/ALEMANHA

Imagem das torres gémeas com abóbadas esverdeadas da igreja de Frauenkirch, igreja onde se encontra o túmulo do Imperador Ludwig da Baviera.
A cidade é toda ela uma mistura de arte, cultura e de um cosmopolitismo impressionante.
É uma cidade espaçosa, bem definida e fácil para se orientar.
Os transportes são rápidos e eficientes. Mas para quem a quer conhecer em pormenor, o melhor é andar, andar e andar com um programa pré-estabelecido.

REVISTA DE IMPRENSA 07.07.08

Deduções no IRS só para três escalões (Diário Económico)
O aumento das deduções das despesas de habitação anunciado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, vai abranger apenas os três primeiros escalões do IRS.
Aprovada lei de licenciamentos (Diário Económico)
A proposta de lei relativa aos licenciamentos comerciais foi aprovada no parlamento, com os votos do PS e CDS-PP. A proposta de lei consagrava um pedido de autorização legislativa sobre as alterações ao regime de taxas e coimas.
Bruxelas prepara subida do imposto do tabaco (Diário Económico)
O preço do tabaco vai voltar a aumentar. A Comissão Europeia liderada por Durão Barroso vai apresentar a 16 de Julho uma proposta legislativa para elevar "de forma significativa" a tributação mínima do tabaco adaptando-a ao combate ao tabagismo.
Comissão aceita IVA a 5% nos restaurantes (Diário Económico)
UE quer baixar IVA nos restaurantes (Diário de Notícias)
Está à vista uma redução do IVA na restauração dos actuais 12% para 5%.
Crise já faz subir o número de novos desempregados (Diário Económico)
Despedimentos colectivos aumentaram 6% até Abril (Diário de Notícias)
A crise está a fazer subir o número de novos desempregados em Portugal. Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), desde o início deste ano até Maio, o número de novos inscritos nos centros públicos de emprego foi de 230,9 mil indivíduos, mais 1,7% do que no período homólogo.
Luís Amado parte para visita à Índia (Diário de Notícias)
Ministro dos Negócios Estrangeiros dá sequência a visita do primeiro-ministro e do Presidente. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, partiu ontem para a Índia para uma visita oficial de quatro dias, a convite do seu homólogo, Pranab Mukherjee, anunciou o ministério.
Teixeira dos Santos desvaloriza impacto nas contas públicas (Diário Económico)
O ministro das Finanças desvalorizou o impacto para as finanças públicas da subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE), manifestando-se "mais preocupado" com as consequências para o "dia-a-dia de muitos portugueses".
PS reafirma boas relações com Belém (Diário Económico)
O PS garante que não há qualquer desentendimento entre o Governo e Cavaco Silva a propósito das grandes obras públicas anunciadas.
CDS quer IVA a 5% em produtos para criança (Diário de Notícias)
O CDS/PP quer que as cadeiras obrigatórias nos automóveis para crianças até aos 12 anos fiquem sujeitas a uma taxa de IVA de 5%.
Economia/Finanças
Portugal aplica 78 milhões de euros no FAD e AID do Banco Mundial (Diário Económico)
Portugal vai aplicar cerca de 78 milhões de euros no Fundo de Desenvolvimento Africano (FAD) e na Associação Internacional para o Desenvolvimento (AID), instituições financeiras para a cooperação que apoiam os países africanos lusófonos e Timor-Leste. A participação portuguesa na nova reconstituição dos dois veículos de cooperação, aprovada em Conselho de Ministros, será de 45,22 milhões de euros para a AID, do Grupo Banco Mundial, e 33,2 milhões para a FAD, segundo o comunicado divulgado no final da reunião.
Pequenas e médias empresas criam 93 mil empregos por ano (Diário Económico)
Os grupos económicos agregados no PSI20, os que se encontram listados na Euronext e alguns outros, poucos, de grande dimensão que optaram por não abrir o capital concentram a maioria esmagadora das notícias da comunicação social. Mas ficam arredados do topo quando o assunto é a caracterização do contexto empresarial português.
Ecofin digere subida dos juros (Diário Económico)
A recente subida das taxas de juro é o pano de fundo para o lançamento de uma agenda económica mais intervencionista por parte da presidência francesa neste segundo semestre. Revelar os 'stocks' das empresas petrolíferas, criar um registo obrigatório para as agências de 'rating", bem como questionar a oportunidade do endurecimento da política monetária, no quadro do forte abrandamento económico, são elementos chave do debate de amanhã dos ministros, sob comando da francesa, Christine Lagarde.
Segundo Semestre Será Ainda Pior (Diário Económico)
As empresas portuguesas sentiram a crise no primeiro semestre do ano e não vêem sinais de melhoria para os próximos seis meses.
Fábricas de biocombustíveis admitem fechar (Diário Económico)
As cinco fábricas de biocombustíveis recentemente instaladas em Portugal, e que representam um investimento na ordem dos 700 milhões de euros, estão à beira da agonia.
Novo aeroporto de Lisboa será abastecido por oleoduto exclusivo (Diário Económico)
O novo aeroporto, que deverá ser construído no Campo de Tiro de Alcochete, vai ser abastecido de combustível por oleoduto, à semelhança do que já acontece no aeroporto Sá Carneiro, no Porto.
Globalização e Portugal (Diário Económico)
Artigo de Opinião de João Marque de Almeida. “Na Europa, em geral, e em Portugal, a globalização assusta. Sente-se um mal-estar geral e um grande receio em relação ao futuro.
Função Pública
Dívidas à Segurança Social nos 4 mil milhões (Jornal de Negócios)
A Segurança Social diz já ter informação credível sobre o montante de dinheiro que tem a receber dos seus credores, um dado que durante anos foi divulgado com vários asteriscos e ressalvas, por falta de fiabilidade dos dados financeiros: ao todo, são quatro mil milhões de euros, 80% dos quais devido por empresas e beneficiários. Da dívida total, Vieira da Silva está preparado para não recuperar cerca de 60%, razão pela qual criou provisões de 2.448 milhões de euros, "denotando a elevada antiguidade desses créditos", lê-se na Conta Geral do Estado de 2007 (CGE), disponibilizada na semana passada pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO).
Ensino Superior
Licenciados sem trabalho há mais de um ano disparam (Diário Económico)
O número de licenciados à procura de trabalho há mais de um ano disparou 68% desde o início da actual legislatura. De acordo com o INE, citadas pelo Ministério do Trabalho, estavam nessa situação 24.200 pessoas no primeiro trimestre deste ano. É o maior valor desde início de 2005, pelo menos, valendo 5,7% do desemprego total nacional e 11% do desemprego de longa duração, valores recorde na actual legislatura socialista. Há cerca de três meses, o ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, disse: "Ao fim de um ano da saída do Ensino Superior não há praticamente ninguém desempregado". Os números do INE contrariam esta tese e mostram que o fenómeno continua a agravar-se”.
Justiça
Sociedade Civil e Responsabilidade (Diário Económico)
Artigo de Opinião de Guilherme d'Oliveira Martins - Presidente do Tribunal de Contas. “A força da sociedade civil afere-se pela vitalidade de um movimento associativo que tenha uma presença continuada de intervenção e de iniciativa Não basta a multiplicação de agremiações ligadas a personalidades individuais ou de vocação puramente conjuntural. Infelizmente em Portugal temos uma sociedade civil frágil, com dificuldade em se afirmar com autonomia e independência, com meios próprios e independentemente do Estado”.
Saúde
185 mil com médico de família (Diário Económico)
A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse que as 135 Unidades de Saúde Familiar que já foram constituídas um pouco por todo o país permitiram atribuir médico de família a mais 185.000 portugueses.
"Pressão de poupança vai manter-se nas PPP" (Diário Económico)
João Wemans não tem dúvidas: a concorrência e a pressão para a poupança no Serviço Nacional de Saúde vão continuar, apesar de o Governo ter mudado as regras das parcerias para o sector.

CIDADES E LUGARES 233. MUNIQUE/ALEMANHA

A capital da Baviera tem de ser descoberta passo a passo. Há muito para observar. É uma cidade que não pode ser visitada numa estada de um dia. É preciso algum tempo. Aqui, no majestoso edifício da Câmara Municipal, centenas de pessoas juntam-se, diariamente, às 11, 12 e 17 horas, para apreciar o Glockenspiel e o famoso carrilhão que proporciona ouvir os 43 sinos num verdadeiro show.

SALVAR O COMÉRCIO TRADICIONAL

Há muito que se adivinhava o que hoje está a acontecer no comércio da Madeira. Quebras nas vendas que se situam entre 30/50%, uma perda de mais de 3.500 postos de trabalho e encerramento de mais de 300 empresas, são valores que devem ser considerados de alarme para a situação que a Região está a viver. A entrada de grandes superfícies comercias em número e dimensão desajustados da procura, os horários de abertura e de encerramento do comércio tradicional em relação aos dessas superfícies, são, numa primeira abordagem, os vectores essenciais da crise que, lentamente, se está a abater. A Madeira não tem dimensão económica, espaço territorial, população fixa e flutuante para dar uma equilibrada e sustentável resposta aos interesses de todas as partes. Isto implica, com carácter de urgência, que o governo da Região discuta de forma séria e profunda e tenha em total consideração a proposta do PS-M que irá a debate, ainda esta semana, denominada: “PLANO DE ORDENAMENTO E ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO DA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA”.
Trata-se de uma iniciativa de extrema importância no quadro de uma política que venha a estancar a crise porque passa o comércio, conseguindo-o revitalizá-lo. Independentemente de medidas que se colocam no âmbito da carga fiscal e não só, estou totalmente de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Escritório, Comércio e Serviços, quando se bate pela limitação dos horários de abertura e de encerramento nas grandes superfícies comerciais. Uma parte do problema também passa por aí. Quem visita cidades por essa Europa fora sabe que, mesmo nas designadas grandes superfícies, o comércio encerra praticamente à mesma hora que os restantes estabelecimentos. Fica a restauração com um horário mais dilatado. E aos Sábados e Domingos a limitação ainda é maior. Portanto, eu que apenas observo, entendo que há muito a fazer neste sector que joga com a estabilidade social.

CIDADES E LUGARES 232. MUNIQUE/ALEMANHA

É difícil escolher porque há tantas cidades alemães notáveis pela sua arquitectura, história e organização urbanística mas, para muitos, Munique é cidade primeira da Alemanha. Esta foto é da Câmara Municipal.

domingo, 6 de julho de 2008

O DESPORTO NOS SISTEMAS EDUCATIVO E DESPORTIVO: PARA UM NOVO PARADIGMA DO SABER E DO SER

“Se a sociedade está errada o desporto não pode estar certo”
“Um desporto ao serviço da mudança”,
sínteses dos conferencistas Manuel Sérgio e Gustavo Pires, respectivamente.

Sábado, passado, numa iniciativa do Grupo Parlamentar do PS-Madeira, inserida num ciclo de dezoito conferências sobre temas diversos dos sistemas educativo e desportivo, estiveram, no Funchal, os Professores Gustavo Pires e Manuel Sérgio. Tratou-se de uma notável conferência à qual aderiram muitos professores e políticos que acompanharam as três horas de exposição e debate com muito interesse.
Gustavo Pires foi o primeiro orador. Preferiu situar a sua exposição ao mais alto nível da prática desportiva e, portanto, de um nível macro de abordagem, conduzir os participantes para as relações de natureza política e social ao nível micro, isto é, dos países e das regiões. E fê-lo com mestria, enquanto livre-pensador e investigador. Foi às raízes do problema, falando de Coubertin e da sua perspectiva política do desporto, reafirmando a necessidade de colocar o desporto ao serviço da mudança. Em contraponto e a propósito, manifestou-se desagradado com alguns responsáveis no âmbito do Comité Olímpico Português quando sublinham… nós somos praticantes e deixamos a política para os políticos. Da própria Carta Olímpica, sublinhou o Catedrático, emerge que o desporto está ao serviço do desenvolvimento humano. E sendo assim, só se pode interpretá-lo numa dimensão política.
O Professor, a partir daquele enquadramento inicial viajou, então, pelo olimpismo, pelas relações internacionais, os interesses, apetites e envolvimentos políticos que o desporto provoca, os pressupostos que enformam uma prática desportiva em todos os patamares, enfim, através de dados, alguns muito complexos, ficou ali bem claro que há uma necessidade de compreender as teias políticas do desporto para quem quer nele encontrar as respostas mais adequadas ao nível micro das organizações que promovem o crescimento e o desenvolvimento do desporto.
Já o Professor Manuel Sérgio começou por trazer à colação Hegel sublinhando que “A verdade é um todo”, para logo concluir no contexto inicial da sua intervenção, que o desporto tem de ter valores que não se circunscrevem ao físico. Para surgir o campeão, disse, muitas outras coisas deverão estar resolvidas. Chamou à atenção dos presentes que o desporto é, antes de mais, um espaço de intervenção educativa, pois quando o colocam fundamentalmente numa dimensão física mais acéfalo é. E isso tem de ser combatido, sublinhou.
“Se a sociedade está errada o desporto não pode estar certo”, disse o Professor, para quem a prática desportiva deve resultar de uma sociedade mais democrática, de melhor cidadania, de mais justiça, de mais leitura, de bem-estar, etc.. Para isso é necessário, sublinhou, fazer uma revolução, uma vez que “ser pelo desporto é ser por tudo o resto”. É evidente, continuou o conferencista, “os governos não têm medo de quem faz desporto, têm medo é de quem pensa” e, por isso, no plano cultural, torna-se necessário corrigir processos em que o desporto não seja a primeira das prioridades, talvez a primeira das segunda prioridades.
Duas intervenções notáveis, repete-se, sobretudo no plano dos princípios e dos valores que devem caracterizar uma verdadeira política desportiva. Se a esses princípios e valores enunciados juntarmos os conhecidos e muito divulgados posicionamentos dos conferencistas, relativamente às questões que se prendem com a “morte” da Educação Física e o nascimento de uma nova disciplina curricular denominada por Educação Desportiva Escolar, pode-se então dizer que estão aqui definidas as grandes linhas de pensamento estratégico do desporto nos sistemas educativo e desportivo. Há, portanto, sublinhamos nós, absoluta necessidade de criar um novo paradigma do saber e do ser através do desporto.
AUTONOMIA
TAMBÉM AO NÍVEL OLÍMPICO
No decorrer da conferência e numa perspectiva autonómica, o Professor André Escórcio provocou o conferencista com a seguinte questão: “numa estrutura política e organizativa diferente, no contexto das nações e do próprio movimento olímpico internacional, será possível a Madeira, no quadro da Região Autónoma que é, a prazo, ter uma participação olímpica autónoma?”
O Professor Gustavo Pires foi claro: "A Madeira, que tanto defende uma maior autonomia política, deveria repensar esta estratégia também no desporto, a começar por se libertar da malha da organização desportiva nacional. Assumiria, dessa forma, a representação a que tem direito, tanto mais que os resultados desportivos na Madeira, no domínio da alta competição, são muito significativos".
Foi uma declaração que levantou alguma celeuma junto dos participantes. Mas tudo ficou esclarecido que uma posição destas deverá ser lançada com eventuais resultados a longo prazo. Há vários exemplos no Mundo. E para isso, para já, os políticos deveriam pensar e forçar a criação, na Madeira, de uma delegação do Comité Olímpico Português.
De uma coisa é certa: caminhar nesse sentido arrastaria consigo uma revolução no pensamento político e nas actuais posturas do desporto regional. O futuro dirá se, em 2008, não foi lançada a primeira semente de uma Autonomia também ao nível olímpico.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

CIDADES E LUGARES 231. WINDSOR/INGLATERRA

O castelo de Windsor começou a ser construído em 1066 mas a origem de Windsor vem do Século VII. A visita é, obrigatoriamente, guiada. São filas enormes para aceder ao portão de entrada. Termina, com uma passagem pela inesquecível capela de St. George.

DROGA

Infelizmente, não é só no Caniçal mas um pouco por toda a Região.
A peça jornalística da autoria da jornalista Rosário Martins, inserta, na edição de hoje do DN, é extremamente preocupante. Por ali se vê o drama, consequência da droga e do consumo de álcool, enraizados que estão e que estão a corroer a juventude. Ao mesmo tempo que isto se verifica, o discurso e as atitudes políticas no sentido do seu combate continuam vazios de conteúdo o que significa que, a prazo, vamos pagar cara a inoperância política. O silêncio dos Secretários, sobretudo os da Educação e dos Assuntos Sociais é preocupante face aos alertas, umas vezes por intermédio dos partidos políticos, outras, através da voz responsável do Director da Polícia Judiciária, outras, ainda, pelos jornalistas. A ideia que fica é que este é um assunto muito incómodo e o melhor, portanto, é fazer com que pareça que ele não existe. Mas ele está aí, pujante na destruição e certamente com âncoras bem consolidadas. E o governo em silêncio nas medidas, no ataque ao drama que está a aniquilar jovens e famílias. Do presidente do governo, de quando em vez, lá vem com a cantilena que o investimento no desporto (como que para justificar alguns disparates) visa retirar os jovens dos comportamentos desviantes. Não bastaram e não bastam os avisos de que uma coisa não tem a ver com a outra, mas com a EDUCAÇÃO, com escolas agradáveis, dimensionadas até 400 alunos e com dinâmicas organizativas totalmente diferentes das que hoje são oferecidas, com a prevenção, com o rigor e a disciplina nas escolas, com as políticas de família, com o emprego, com o combate ao tráfico, com o esclarecimento de fortunas tim-tim por tim-tim, com políticas sociais, enfim, com uma série de factores que são determinantes, a montante, no esbatimento deste gravíssimo problema. É evidente que é utópico resolver toda a marginalidade. Haverá sempre fugas aos comportamentos desejáveis. Mas o problema estaria sob controlo. Neste momento, numa ILHA como a nossa, andam todos a correr atrás dos problemas da droga e do álcool. E isso é grave.

CIDADES E LUGARES 230. WINDSOR/INGLATERRA

O Castelo de Windsor merece uma visita demorada. Os preços são relativamente altos mas vale a pena. Para adultos, cerca de £ 15,00 e crianças cerca de metade.
Windsor encontra-se a uma curta viagem de combóio das estações de Londres, como Vauxhall ou Paddington.

REVISÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE

O Grupo Parlamentar do PCP e bem, apresentou um requerimento visando a criação de uma comissão no sentido da revisão do Estatuto da Carreira Docente. Nada que eu próprio já não tivesse abordado na Assembleia como uma necessidade que trave o descontentamento que paira na classe docente. A proposta foi chumbada pelo PSD. Aqui fica o texto da minha intervenção:

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados,
Pode o PSD vir a chumbar esta iniciativa mas não temos a mais pequena dúvida de que estão a cometer um gravíssimo erro. Basta alguma atenção no acompanhamento dos factos, basta não ser politicamente cego, basta falar com os professores em geral e com os parceiros sociais em particular, para nos apercebermos do descontentamento que por aí vai.
Aliás, não tenho memória de um Decreto ter gerado tanto descontentamento e tantas propostas de alteração. E não há aqui qualquer oportunismo político. O que existe é a voz que sai de uma classe de 6.500 professores e educadores que entendem que a Madeira gerou um Estatuto que corre, de facto, o risco de ser considerado o pior dos três estatutos existentes.
Este Estatuto, feito à semelhança do Estatuto do Ministério da Educação, repudiado que foi por 100.000 professores que estiveram na rua, constitui o espelho da negação da Autonomia, da capacidade legislativa da Região e uma incompreensível cegueira política que não dá conta da realidade.
Não existe aqui demagogia e aproveitamento político, o que existe é um Estatuto desconforme, um Estatuto que foi à boleia do Estatuto do Ministério da Educação, enquanto o nosso, repito, personifica a negação da Autonomia e, com os desenvolvimentos que estão a acontecer, está em risco de ser considerado o pior dos três existentes. E não foi por ausência de propostas e de chamadas de atenção.
Podem V. Exas. manter este Estatuto, podem manter-se ao lado do Ministério da Educação em matéria de gestão do sistema e dos recursos humanos, mas creiam que, na prática, ele está morto. Uma lei só tem sentido se ela própria for exequível. A estrutura da norma, em termos gerais e abstractos, deve exprimir sempre a ligação à representação dos acontecimentos da vida social. Passa-se de uma fase de previsão à fase da estatuição. É por isso que a norma tem de ter sempre uma ligação estreita entre o que queremos e o que definimos como norma. Só depois surge a sanção.
A expressão da lei deve, por isso, Senhores Deputados, abranger o maior número de casos possíveis. E o que aqui se passa é que o Estatuto foi estatuído sem uma previsão, clara e inequívoca, do que realmente se deseja, não está concordante com os acontecimentos da vida social e está mais ligado ao pressuposto da sanção do que ao êxito do sistema educativo. É por isso que os professores, os parceiros sociais e os políticos continuam a levantar a sua voz contra este Estatuto.
Os professores e os parceiros sociais não têm, obviamente, razão em todas as suas reivindicações. O Governo não detém a verdade absoluta sobre o problema. Como, certamente, nós também não temos. Mas quando uma classe se levanta, maioritariamente, e pede reflexão aos políticos é que alguma coisa está menos bem. O Estatuto só tem sentido se constituir uma peça de um gigantesco puzlle que é o sistema educativo. O Estatuto não pode ser uma manta de retalhos construída para dar resposta adaptada a um Decreto-Lei. E não pode, porque o Estatuto é de uma classe profissional, ser elaborado à margem dessa classe profissional. Lembro, Senhores Deputados, que este Estatuto passou de uma fase de mera audição para uma fase de aprovação sem passar, tal como a lei prevê, pela fase da negociação.
Há, portanto, uma imperiosa necessidade de revisão. Nós já o dissemos bastas vezes neste Parlamento. Se V. Exas. não o fizerem ficarão sempre associados à conflitualidade e às alterações que serão ditadas pela prática.
Porque entendemos que deve haver humildade política neste processo, que não se pode trazer mais caos para dentro do caótico sistema educativo, porque entendemos que os professores têm razão para manifestar o seu descontentamento, nós vamos aprovar este requerimento, disponibilizando-nos para todo o trabalho a realizar no sentido de um Estatuto que dignifique o sistema, os professores e a Autonomia da Região Autónoma da Madeira.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

CIDADES E LUGARES 229. WINDSOR/INGLATERRA

Windsor Castle é simplesmente fabuloso. É o maior castelo do Mundo habitado e o único que mantém esta característica há 900 anos. Está indissociavelmente ligado à Coroa Inglesa.
A cidade em seu redor, marcadamente turística, é um encanto.

MADEIRA: 500 LICENCIADOS PROCURAM EMPREGO

Este é o texto da intervenção que produzi, esta manhã, no Parlamento da Madeira:

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados,
Trazem-me a esta tribuna dois assuntos que estão inter-relacionados: o emprego ou a falta dele e, neste campo, a situação particular do sistema educativo.
O tema não é novo mas continua a estar na ordem do dia pelas preocupações que ele transporta. No último debate sobre o Emprego na Região ficou claro que são mais de 500 os licenciados madeirenses sem emprego. Uma grande parte na área do sistema educativo.
E este número cresce anualmente à medida que os jovens universitários terminam os seus cursos e reflecte, certa e globalmente, a existência de mais de 400 famílias a braços com uma situação complexa de um investimento de muitos anos no campo educativo e da formação profissional.
Conhecemos casos de algum desespero derivado do desconforto de ter um curso mas estar impedido de exercer a função profissional para qual, preferencialmente, estão habilitados.
Trata-se de um drama não só para as famílias mas também no quadro da construção do futuro de qualquer jovem.
É frustrante, após um longo caminho de esforço intelectual e financeiro não encontrar uma saída profissional condizente.
E o caricato desta situação é que não temos licenciados a mais. Pelo contrário, a situação é deficitária em todos os sectores e áreas. É caso então para dizer que o erro encontra-se na própria organização social e política.
Basta que consideremos as taxas europeias para percebermos que nos encontramos com valores abaixo da média europeia. Não temos, portanto, licenciados a mais, temos sim organização social a menos.
E ao mesmo tempo que registamos valores abaixo da média europeia também se regista o maior número de licenciados no desemprego ou à procura do primeiro emprego. A situação não é ainda mais dramática porque o sector público, em muitos casos sem necessidade, abriu as portas ao enquadramento de muitos licenciados.
Este quadro era previsível. As características norteadoras das políticas económicas e educativas, a fragilidade do tecido empresarial, a dificuldade dos agentes empregadores para aproveitarem as mais-valias do ensino superior, a multiplicação de cursos universitários em desconcerto com as necessidades do mercado, cursos, alguns deles, com credibilidade discutível e apenas para manterem alguns docentes com o vínculo à universidade, o tardio e ainda ténue investimento ao nível do ensino secundário nas áreas técnicas e profissionalizantes, só poderia redundar na situação que hoje estamos a viver.
Uma situação complexa à qual não escapam os licenciados em áreas tecnológicas.
É um paradoxo falar-se de inovação empresarial, de desenvolvimento tecnológico, de fortalecimento do tecido empresarial e de qualificação do potencial humano, falar-se de qualidade e diversificação da economia e, por outro lado, não se criar condições para o aproveitamento das mais-valias dos licenciados em áreas tecnológicas.
É evidente que a taxa de desemprego de longa duração dos licenciados é baixa. Quem tem uma licenciatura tem sempre mais possibilidades de encontrar uma saída profissional, muitas vezes, até, de emergência. Mas não deixa de ser verdade que muitos estão a emigrar e muitos estão a desempenhar tarefas que não correspondem à formação inicial.
E nós, Senhores Deputados, não alinhamos nessa lógica do dito mundo novo e globalizado, em que alguns teimam de forma oportunista e de acordo com o lucro fácil, em sublinhar que nada mais certo no futuro que o emprego incerto. Há direito à estabilidade.
Porque o emprego, Senhores Deputados, é determinante no equilíbrio e bem-estar das pessoas, pelo que as políticas de organização social e de emprego deveriam e devem constituir uma primeiríssima prioridade política.
Hoje constata-se que não foram e que a Madeira evidencia grandes dificuldades para determinar uma linha de desenvolvimento económico baseada na qualificação dos recursos humanos. Tome-se, por exemplo, em atenção, os jovens da Madeira e do Porto Santo com qualificações académicas, condenados à emigração porque a organização social não dá resposta às suas necessidades.
Há sectores em crise, a reconversão dos trabalhadores é difícil por ausência de qualificação básica, e como se isso não bastasse junta-se este novo problema social dos licenciados, face aos quais o Estado e a Região neles aplicou elevados investimentos em educação e formação e não consegue, agora, encontrar as necessárias respostas.
Muito se tem falado, em sede de programa de governo e de orçamento, da qualificação dos recursos humanos, da sociedade do conhecimento, de políticas de inovação e desenvolvimento, de empreendedorismo, só que entre o discurso político e as medidas no sentido da concretização dessas intenções, o investimento público tem sido frágil e desconexo no sentido de estimular as empresas a investir.
O tempo e o ciclo da grande obra pública estão a chegar ao fim. Ao tecido empresarial sempre competiu a tarefa da inovação, da criatividade, do risco e, naturalmente da empregabilidade. Só que isso necessita de estímulos à contratualização, necessita de novas políticas, necessita que os agentes económicos tenham confiança, necessita de políticas de planeamento que não se esgotem nas palavras de circunstância e desprovidas de sentido, necessita que quem governa saiba operacionalizar uma visão de longo prazo o que significa ter uma postura prospectiva, pró-activa e de grandes opções entre aquilo que é prioritário e socialmente relevante e aquilo que é acessório e não gerador de riqueza. Necessita que quem governa tenha a noção exacta e não megalómana do espaço e das limitações da Região.
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados,
Um estudo sobre a Universidade da Madeira, elaborado pela ex-Ministra da Ciência e do Ensino Superior, Doutora Graça Carvalho, propõe "uma profunda reforma da UMa".
A investigadora teve o mérito de dizer aquilo que outros, no plano político, já o tinham admitido. Lamentavelmente, a reitoria considerou ser um estudo que constitui uma boa base de trabalho mas difícil de ser aplicado por ausência de meios financeiros. E a realidade não é essa. A realidade é outra.
A realidade demonstra que a Universidade, embora seja curto o seu processo histórico, não soube, paulatinamente, olhar para a sociedade e para o País onde está inserida, descobrir a sua vocação, a sua missão e caminhar no sentido da excelência e da inovação, isto é, caminhar no sentido de centros de competência e, por aí, captar maior financiamento através da obtenção de fundos públicos no contexto nacional e da Europa. Enquanto essas mudanças estratégicas não forem assumidas, a Universidade da Madeira continuará a ajudar a lançar no desemprego, em algumas áreas, centenas de jovens aos quais lhes mentiram aquando da oferta de cursos e das expectativas positivas que lhes criaram para a vida.
Por múltiplas razões, a situação do desemprego dos licenciados tende a agravar-se. Entendemos que esta situação pode, a prazo, ser alterada. Mas para isso necessita que o governo dê indicações seguras à sociedade, que altere o paradigma da formação básica e secundária no quadro da sua autonomia e que fale claro aos jovens candidatos ao ensino superior.
Mas se este é um problema grave que merece que quem governa apresente soluções, e essas soluções não têm sido sensíveis pois não vão além do discurso político bem-intencionado mas muito vago, um outro problema, por paradoxal que pareça, começa também a ser preocupante. É o caso específico do que se está a passar no sistema educativo, sector fundamental para o futuro desta Região Autónoma.
Hoje, em função das características organizativas da Escola e à implementação de um Estatuto da Carreira Docente desmobilizador, o que nós estamos a verificar é o abandono precoce, por aposentação antecipada, de muitos professores que garantiam qualidade pedagógica, em áreas curriculares fundamentais, em muitos dos nossos estabelecimentos de ensino de referência.
Não sei se poderei falar em debandada, mas posso falar de desencanto profissional e de muitas saídas, consequência de uma Escola que não soube nem está a saber adaptar-se aos novos tempos nem preocupações evidencia em função de um desenho social futuro. A escola está estagnada em consequência de um sistema político que teima em gerir o sistema educativo de forma politicamente fechada, ao nível dos departamentos e serviços, distantes da realidade, do conhecimento e dos consensos que a vasta área da Educação implica.
Os professores e os parceiros sociais não têm razão em tudo. Mas têm muita razão nos alertas que fazem e no desconforto que sentem. E a verdade é que, isso está aos olhos de todos, os professores estão a ser agredidos na sua dignidade profissional. Muitos deles, sobretudo os que estão a abandonar o ensino precocemente, repito, estão a dar um sinal, silencioso, mas significativo que o barco da educação está a adornar de forma preocupante. Há quem não queira ver, infelizmente, esta situação. Mas sabem que é assim.
Para quem está no sistema de forma insensível e despreocupada, poderá dizer que há milhares de professores em fila de espera por uma oportunidade de primeiro emprego, como inicialmente salientei. Só que os responsáveis políticos atentos e preocupados não podem nem devem prescindir dos seus melhores quadros enquanto eles quiserem e for possível mantê-los.
Esta situação de aparente contra-senso entre a necessidade de empregabilidade e o número dos que se encontram disponíveis para o ensino, só está a acontecer por ausência de estratégia política e por ausência de sensibilidade na condução dos processos. Até porque, parafraseando um antigo professor e dirigente sindical, não há professores a mais; o que existe é sistema educativo a menos. Tudo se resume, portanto, à implementação de projectos sustentáveis e à definição de prioridades.
E a propósito, não me lembro, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, de um Decreto Legislativo Regional que em tão pouco tempo fosse objecto de várias iniciativas legislativas no sentido da sua alteração.
As propostas que deram entrada na Assembleia e que, certamente, vão continuar a surgir, exprimem, exactamente, esse desconforto existente no seio da classe docente.
E com uma classe docente não empenhada, não colaborante e revoltada, é óbvio que nunca a Madeira terá sucesso no plano da Educação que é muito mais do que sucesso no plano da escolarização.
É preciso retomar a humildade política seguindo os bons exemplos. E um bom exemplo foi o que aconteceu sobre estas matérias na Região Autónoma dos Açores. Eles não negaram a Autonomia. Utilizaram-na em benefício da sua Região. V. Exas. negaram a Autonomia da Madeira, a capacidade legislativa desta Assembleia, empurrando para Lisboa aquilo que a nós pertence decidir, acabando por contribuir para uma situação de caos na classe docente que não ajuda nada a melhoria do sistema educativo, sistema esse determinante para o futuro da Madeira.
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados,
Não bastava a situação gravíssima de vários milhares de desempregados, muitos não qualificados, ainda por cima, a Região confronta-se, entre outros, com este drama: por um lado, desemprego entre licenciados; por outro, abandono de licenciados sobretudo nas áreas da formação, que muita falta fazem pela experiência e pela competência.
Isto demonstra que o processo político não está a encontrar respostas face às situações que estão criadas e urgente se torna a busca de soluções adequadas à situação que se vive.

CIDADES E LUGARES 228. HENDLEY/INGLATERRA

Esta é a localidade de Hendley. Uma vila encantadora próxima de Birmingham. Ao passar de carro a vista obriga a uma paragem. Na "avenida" principal a carcterística é esta que a foto documenta.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O TRISTE JOGO DA RTP-MADEIRA

Considero absolutamente normal que a televisão pública acompanhe o Presidente do Governo Regional, seja ele de que partido for, nas visitas às comunidades ou em qualquer outras situações que justifique. Normal e importante. Só que a televisão pública tem de ser coerente e tem de nortear os seus comportamentos numa rigorosa imparcialidade. Não pode ser uma espécie de voz do dono. O problema é quando se trata de analisar e debater as grandes questões regionais em confronto directo com o líder da oposição e restantes partidos, a televisão pública, historicamente, mete-se na toca; quando é para alimentar a voz oficial, ela aí está, ligeirinha, de rabinho a abanar, com todos os seus recursos humanos e materiais, oferecidos de bandeja, neste caso, numa deslocação à Venezuela.
E nós, madeirenses, com a corda no pescoço em múltiplos sectores e áreas de intervenção política, com problemas que exigem esclarecimentos e medidas, a televisão pública mete-se, repito, na toca, o que significa que ajuda a varrer para debaixo do tapete, como se nada estivesse a acontecer, como se nós estivessemos a viver uma situação de absoluta tranquilidade nos planos económico, social e cultural. É a televisão pública no seu pior, todos os dias a conjugar o verbo ignorar. E, depois, diz que não tem meios!!!
Face a todos os dossiês que aí andam por analisar, despoletados pela oposição e outras forças sociais, o problema (dificuldade) da televisão pública deveria situar-se na escolha dos temas, para estudá-los e analisá-los de forma imparcial e rigorosamente independente. Mas prefere cumprir a rotineira "agenda" de imagem, texto e declarações.
Ela pensa que resolve o seu problema, fazendo essa habitual ronda diária de conferências de imprensa dos partidos, ao jeito de Pilatos que lava daí as suas mãos. Ela pensa que engana com a estatística dos tempos. Mas não engana, não engana, evidentemente, que não engana. Pobre televisão pública que pagamos e que não serve os madeirenses! Ou melhor, serve, sim senhor, alguns madeirenses!.

CIDADES E LUGARES 227. BIRMINGHAM/INGLATERRA

Birmingham tem um centro moderno e agradável pelos espaços públicos, o mobiliário urbano e a própria arquitectura moderna. Nesta foto, no lado esquerdo, podemos apreciar um dos mais curiosos edifícios da cidade. Click na foto para aumentá-la.

BRINCAR COM COISAS SÉRIAS

Pelo menos os que acompanham o dia-a-dia, sobretudo os que não se deixam enlear em conversas de treta, mesmo aqueles que são próximos ou acérrimos defensores da maioria que governa a Madeira, dão sinais de estarem fartos desta cantilena acerca da revisão constitucional. Falo com muita gente e sei, portanto, o que pensam algumas figuras. E não acredito que algumas figuras de topo estejam a ser cínicas nas conversas que, circunstancialmente, mantenho.
Agora, em Caracas, sabe-se que o Presidente do Governo Regional produziu a seguinte declaração: "Vamos aprovar no parlamento da Madeira uma proposta de revisão constitucional para que no seio da Pátria portuguesa se clarifiquem as competências do Estado e da região autónoma" (...) "Quero que saibam que tenho um projecto para o futuro". Depois, apertado pela comunicação social, lá veio dizer que foi mal interpretado, que se trata de um plebescito, na altura das Legislativas Nacionais, a ter lugar no próximo ano.
Ora bem, aqui colocam-se quatro análises distintas: primeiro, o que o presidente do Governo Regional deseja é criar uma situação para, uma vez mais, confundir os madeirenses. Já nas eleições legislativas regionais de 2007, jogou com a lei das finanças regionais, para daí, a partir de uma história mal contada, conseguir o resultado que acabou por obter; segundo, o problema da Madeira não é Constitucional mas de má governação, explicada nos três mil milhões de dívida pública, desemprego e pobreza; terceiro, estes fait-divers não resolvem os problemas dos madeirenses. A Madeira e todo o seu Povo o que precisa é de quem a governe com lucidez, com os olhos postos nos dramas que por aí andam, de quem tenha como prioridade absoluta a solução dos problemas e não as eleições que se seguem; quarto, finalmente, aquela de dizer que tem um projecto para o futuro, poderá significar que está com ganas de continuar. Coitada da geração dos 40/50 anos!!!
Todos os políticos têm um Outono político. O Presidente do Governo Regional, já lá está, mas parafraseando Galbraith, há homens que amam o poder.

CIDADES E LUGARES 226. BIRMINGHAM/INGLATERRA

Centro da cidade de Birmingham. A segunda maior cidade da Inglaterra fica a 120 km de Londres e orgulha-se de ser uma área de negócios, com um grande pólo industrial.
É uma cidade interessante com um outro espaço cujo património merece alguma atenção.

O DESPORTO NOS SISTEMA EDUCATIVO E DESPORTIVO: PARA UM NOVO PARADIGMA DO SABER E DO SER

No próximo Sábado, dia 05 de Julho, com início às 15 horas, realiza-se uma conferência subordinada ao tema: "O DESPORTO NOS SISTEMAS EDUCATIVO E DESPORTIVO - Para um novo paradigma do saber e do ser".
A iniciativa, que tem origem no Grupo Parlamentar do PS-M, terá lugar numa sala do Hotel Porto Mare, enquadra-se num conjunto de dezoito debates no âmbito dos sistemas educativo e desportivo.
Serão conferencistas os Professores Doutores Manuel Sérgio e Gustavo Pires, dois académicos de reputadíssimo valor da teorização do desporto à escala Europeia.
A iniciativa é aberta a todos os interessados, bastando, para tal, inscrever-se para o seguinte e.mail: andreescorcio@netmadeira.com

terça-feira, 1 de julho de 2008

CIDADES E LUGARES 225. LIVERPOOL/INGLATERRA

A cidade tornou-se familiar a muitos povos do mundo pelo sucesso extraordinário dos Beatles, originários de Liverpool. Mas Liverpool também é famosa pela beleza dos seus museus e edifícios.
Um dos museus, o das civilizações, também tecnológico e interactivo, é um espanto pela viagem à existência humana que é possível fazer e à aprendizagem que ele nos remete. Vale a pena visitar.

DIA DA REGIÃO E O QUE NÃO FOI DITO

E em Santana, na Ilha, lá veio à tona o conflito institucional. Era inevitável a habitual guerrinha que não conduz a nada. Porque o problema NÃO É CONSTITUCIONAL. É, fundamentalmente, de actualização do ESTATUTO POLÍTICO-ADMINISTRATIVO e de muita habilidade política, diálogo institucional, bom senso e respeito pelas competências de cada um dos lados. E a prova que é assim está na Região Autónoma dos Açores cujo Estatuto foi aprovado, por unanimidade, na Assembleia da República e onde, claramente, se avança numa verdadeira e alargadíssima Autonomia, já muito anos do novo Estatuto.
Ademais, as pessoas estão cansadas de discursos que trazem no seu bojo o ataque aos outros para esconder insuficiências próprias. Há uma evidente negação, porque isso traz custos políticos, em equacionar as actuais dificuldades da Região no quadro de um projecto político que falhou, nos planos económico, social e cultural. É, por isso, que no Dia da Região, só têm direito à palavra os da maioria. Assim, não há possibilidade de ouvir o outro lado das coisas. E esse outro lado é, neste momento, para a Madeira e para o seu Povo, muito mais importante do que ouvir ladainhas que todos conhecem pela repetição vezes sem conta.
A realidade prova que a Autonomia perde fôlego. Hoje remete-se para o Continente, competências que são nossas, o Parlamento perdeu credibilidade, a crise está instalada em todos os sectores, a pobreza aumenta, a dívida pública é preocupante, as diversas secretarias dão sinais de descontrolo sobre os processos e eu pergunto: SERÁ A CULPA DE TUDO ISTO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. Obviamente que não!

CIDADES E LUGARES 224. LIVERPOOL/INGLATERRA

Liverpool dispõe de vários museus de grande qualidade. O Walker Art Gallery é, digamos, a galeria nacional do Norte pela notável colecção de arte ao dispor dos visitantes.

A REALIDADE, NUA E CRUA

Bem prega Frei Tomás...
O presidente do Governo Regional da Madeira, disse em Caracas que "(...) não se pode ter pessoas felizes sem a riqueza crescer, não se pode ter justiça social sem ter riqueza para distribuir e não se pode dar poder de compra às pessoas se elas não estiverem empregadas e se não houver investimentos que criem esses empregos". Ora bem, La Palisse não diria melhor. É tão óbvio que nem necessário se torna dizer. Atravessar o Atlântico para destacar isto aos senhores da banca e amigos, evidentemente que tem um grande significado (eles gostam tanto de ouvir palavras destas), já não tem o mesmo quando se olha para a sua própria governação e damos conta que os princípios enunciados estão muito distantes da realidade.
A questão que se coloca é precisamente esta: que riqueza os seus governos criaram para tornar as pessoas mais felizes, que distribuição dessa riqueza foi feita na Região da Madeira para melhorar o poder de compra e, finalmente, que investimentos de carácter duradouro foram operacionalizados geradores de empregos estáveis?
O resultado que temos é precisamente o contrário do que afirmou: a população está cada vez mais pobre e basta ver os indicadores da pobreza de acordo com o estudo do Engº Bruto da Costa, o poder de compra resvala dia-a-dia, o desemprego cresce assustadoramente, as pequenas e médias empresas andam aflitas, a emigração volta a disparar, enquanto o dinheiro floresce, apenas, nas mãos de alguns. A realidade é esta, nua e crua!