segunda-feira, 25 de junho de 2012

E SE A SECRETARIA PAGASSE O QUE DEVE AOS PROFESSORES!


À suspensão dos subsídios de férias e de Natal, à suspensão do subsídio de insularidade, ao agravamento do IVA, etc. etc., ainda por cima, aquilo que devem não pagam. Politicamente e não só, esta é uma atitude miserável, com todas as letras. E o mais grave disto é que aparecem aí com palavrinhas mansas, falando dos professores com transbordante enlevo, mostrando-se ao lado deles, quando a prática demonstra que sempre estiveram e continuam contra eles. Tomemos consciência, entre outros aspectos, do Estatuto da Carreira Docente, do modelo de Avaliação de Desempenho, mais recentemente, o despedimento que acontecerá entre centenas de professores, o encerramento de estabelecimentos de educação e ensino, enfim, este longo historial demonstra que esta secretaria anda ao Deus dará!
 

Há situações absolutamente intoleráveis. Os funcionários públicos em geral e os professores em particular (corpo especial da Administração Pública) estiveram 28 meses com todo o seu tempo de serviço congelado para efeitos de remunerações e progressão na carreira. Entretanto, esse período foi desbloqueado, o que permitiu a todos aqueles com tempo de serviço e processos de avaliação concluídos, estarem em condições de progredir na carreira. Só que, progrediram mas continuam sem receber. Encontram-se nestas condições algumas centenas de professores a aguardar que o governo regional pague o que deve, factura esta que, globalmente, já atinge seis milhões de euros. E todos os meses, como é óbvio, a situação agrava-se.
Isto é, como se não bastasse o congelamento das carreiras que, no caso dos professores, casos houve de muitos retidos por escassos meses, ainda por cima confrontam-se com uma secretaria regional caloteira. São seis milhões sempre a crescer, o que demonstra que este governo não tem um mínimo de consideração pelos docentes. Se um professor ou qualquer outra pessoa ou empresa pagar o IMI, o IRS ou qualquer outro imposto fora de prazo tem logo uma penalização; estes senhores podem dever quantias exorbitantes e nada lhes acontece. Oh senhor secretário e se se deixasse de balelas e mandasse pagar aos professores aquilo que o governo deve?
Lembro, a propósito, que na Região Autónoma dos Açores, no âmbito da sua Autonomia política e Administrativa, o governo regional, para além de ter acordado com os sindicatos a efectiva contagem de todo o tempo de serviço congelado (28 meses), reposicionou-os na carreira e pagou-lhes, em duas tranches, os valores em causa. Mais, estendeu a toda a Administração Pública esta decisão. Aqui, perante uma proposta semelhante apresentada pelo grupo parlamentar do PS-M, que abrangia todos os funcionários públicos, chumbou-a liminarmente.
Entretanto, todos vivem mais um congelamento. À suspensão dos subsídios de férias e de Natal, à suspensão do subsídio de insularidade, ao agravamento do IVA, etc. etc., ainda por cima, aquilo que devem não pagam. Politicamente e não só, esta é uma atitude miserável, com todas as letras. E o mais grave disto é que aparecem aí com palavrinhas mansas, falando dos professores com transbordante enlevo, mostrando-se ao lado deles, quando a prática demonstra que sempre estiveram e continuam contra eles. Tomemos consciência, entre outros aspectos, do Estatuto da Carreira Docente, do modelo de Avaliação de Desempenho, mais recentemente, o despedimento que acontecerá entre centenas de professores, o encerramento de estabelecimentos de educação e ensino, enfim, este longo historial demonstra que esta secretaria anda ao Deus dará! 
Ilustração: Google Imagens 

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