sábado, 16 de julho de 2016

"OS POLÍTICOS TÊM DE SE TORNAR DECENTES"


Na apresentação do livro do Doutor Eduardo Paz Ferreira, o ex-presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim assumiu que é "preciso fazer coisas novas" e que os políticos "têm que se tornar decentes". Seja qual for o contexto, obviamente, que se exige dos eleitos, dignidade, escrupuloso cumprimento das regras morais, éticas e de honestidade. O ex-presidente não disse mais do que qualquer cidadão espera do exercício da política. Por aí estamos conversados. Assino por baixo a declaração. O problema, porém, é outro. É que quem proferiu aquela declaração, no plano estrictamente político, apresenta um portfólio antítese do que sublinhou e que não o abona. Aliás, quase em simultâneo, o mesma figura viria a assumir que o antigo Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, é livre de escolher o seu futuro profissional. Significa isto, aceitar o lugar de presidente do Goldman Sachs. Nesta contradição, pergunto, onde param as regras éticas, morais e de honestidade? Onde para a decência? 


Ilustração: Inimigo Público. Aqui.

2 comentários:

Jorge Figueira disse...

O texto produzido pelo Sr Dr. Alberto João mereceu-me este comentário que aqui reproduzo:

Alberto deixa-te de m....s. Desculpem lá qualquer coisinha menos ortodoxa.
Essa conversa de descolares das tuas origens resultou em 1974. Ressabiado por, sabiamente, a ANP não te ter aceitado, deste uma de “Libertador do Povo Oprimido” zurzindo os anteriores “Padrinhos”. Enganaste muitos, eu estou entre eles.
Agora, já velho como eu, não venhas com esse discurso armar-te em Salvador da Pátria.
Aterra e explica como é que queres tapar o rasto de destruição que deixaste atrás de ti. Ninguém come túneis, marinas e quejandos. Comia-se, tu destruíste, vacas, peixe, cebolas “semilhas etc.
Resta o turismo. Já reparaste que a propaganda é toda feita com imagens da vilipendiada “Madeira Velha”? Quando isto não der os “Ricos” da tua “Madeira Nova” põem-se ao fresco e deixam os “patas rapadas” errantes por esse Mundão de Deus à procura do Pão Nosso de cada Dia.

João André Escórcio disse...

Obrigado pelo seu comentário. Sincero, profundo e oportuno.