domingo, 3 de julho de 2016

SENHOR BISPO ANTÓNIO CARRILHO, ACONSELHO-O A LER O BLOGUE SENSO&CONSENSO


O Senhor Bispo do Funchal, D. António Carrilho, proferiu por ocasião do Dia da Região, uma homilia de cujas palavras o DN-Madeira destacou e de forma oportuna: "(...) um dia que recorda o nosso passado e celebra o que hoje somos, com gratidão e respeito por todos aqueles que o construíram", destacando, ainda, que este é “um dia que coloca diante de nós o presente, sem ilusões e sem medos, com as suas dúvidas e as suas esperanças, um presente que nos interpela a uma vontade forte de construir um futuro cada vez mais digno de homens e mulheres livres, que somos chamados a ser".


Senhor Bispo, eu Cristão, interrogo-me: a quem pensa o Senhor Bispo enganar ou confundir? Será que conhece a História de todo o processo? Será que domina os silêncios comprometedores da Igreja que, localmente, dirige, na sua ausência de posições firmes, independentes, concordantes com a Palavra? 
Um Bispo vota, obviamente, segundo as suas convicções políticas, neste aspecto tem o meu mais profundo respeito, mas, diariamente, as suas atitudes públicas devem assumir uma natureza abrangente, com serenidade e convicção, e nunca denunciadoras ou escamoteadoras da Verdade. "Gratidão", Senhor Bispo, por aqueles que semearam, directa ou indirectamente, a pobreza que por aí vai? Ainda anteontem, este é, apenas, um exemplo entre milhares, descendo a Calçada do Pico, doeu-me ver uma jovem bem parecida, acompanhada do seu jovem filho, presumo, também bem parecido, sentados frente à porta da Cáritas, aguardando a sua abertura, para que a fome não seja bem pior. O Senhor Bispo chama a isto caridade, eu designo por pouca-vergonha de sucessivos governos que olharam para as eleições seguintes e não para as gerações seguintes. Ter "gratidão e respeito" por essa gente política? Ter "gratidão e respeito" por todos aqueles que "construíram" esta situação? Não brinque connosco, Senhor Bispo! 
Vou deixar aqui um excerto de um texto do Senhor Padre Marins Júnior, aquele Padre que Vossa Excelência Reverendíssima mantém uma suspensão "a divinis", uma suspensão injustificada e que envergonha qualquer membro da Igreja. Fique com este naco da História e repense o que disse: "(...) Em vésperas de eleições de 76, o bispo desmultiplicou-se, sem tréguas, numa campanha religiosa manifestamente tendenciosa: publicou uma Nota Pastoral, lida em todas as igrejas, alertando os cristãos contra o socialismo, que manhosamente qualificava de “marxista”; promoveu o grande espectáculo da missa do “Corpo de Deus” no estádio dos Barreiros e, no domingo anterior às eleições, faz uma extensa homilia de teor marcadamente separatista, misturando a “barca de Pedro” e Portugal a afundar-se, não hesitando ele, lisboeta, a regionalizar-se madeirense: ”Queridos ouvintes, que me escutais em Portugal e no estrangeiro, podeis ver como nós, Madeirenses, sabemos conviver, sempre que nos deixam ser genuinamente Madeirenses”. (O negrito dos caracteres é tal e qual o mesmo do Jornal da Madeira). A anteceder as eleições de 76, o citado bispo levou o jovem, novo director do Jornal, (AJJ) a todas as paróquias, apresentando-o como o melhor para governar a Madeira. O Padre Tavares Figueira, conhecedor profundo deste período, retratou a situação, com humor mas com inteiro rigor científico, numa entrevista de circulação nacional: "O PPD nasceu numa sacristia e o pai foi o bispo Francisco Santana" (...).
Senhor Bispo António Carrilho, aconselho-o a ler o blogue Senso&Consenso. Enquanto acto de cultura e de penitência.
Ilustração: Google  Imagens.

2 comentários:

Jorge Figueira disse...

Penso que S. Exª Rev na hora de ler o senso&consenso tem agendada uma reunião com os juristas para resolver duas coisas importantes: retirar a Frederico Cunha a condição de Padre da diocese; colocar a diocese no rigoroso cumprimento da Lei no caso do Legado Pio da Srª. D. Eugénia Bettencourt

João André Escórcio disse...

Obrigado pelo seu comentário.
Assino-o por baixo.