Assim, não é possível debater uma matéria com seriedade e profundidade. Um debate deve, obviamente, obedecer a regras, deve obedecer à participação generalizada, mas não pode ignorar a situação de um para um, isto é, entre quem propõe e a representante do sector visado. Tal como na Assembleia da República quando o Primeiro-Ministro responde a toda a oposição.
O que acontece neste tipo de debate é que o poder não se abre com a sua verdade. Se é confrontado, não responde ou, então, anda para ali às voltas a consumir o tempo. É evidente que eu teria de ser muito ingénuo para não perceber que o jogo é mesmo esse. Só que, a ideia que fica é que o governo continua a esconder a realidade de um sector VITAL da nossa economia. Queixam-se os hoteleiros, o desemprego cresce neste sector, a qualidade piora, autorizam-se construções (Quinta do Lorde é uma delas) que não prestigiam o destino, mas o discurso é sempre igual. Falta a coragem política para assumir a realidade, coragem para olhar para o discurso da oposição, interpretá-lo e corrigir o azimute (se existe) da política de turismo. Ninguém ASSUME QUE NÃO HÁ PLANEAMENTO ESTRATÉGICO e que não se pode brincar com um sector de onde dependem mais de 20.000 trabalhadores e que corresponde a cerca de 30% do PIB. 

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