É evidente que houve erros muito graves ao longo de toda esta história, é evidente que todo este sistema desportivo está errado de raiz, tenho-o dito e escrito tantas e tantas vezes, desde os finais dos anos 70, é evidente que este sistema estava ao serviço da política e não do desenvolvimento, que o monstro estava a ser alimentado por sucessivos orçamentos megalómanos, que esta política de infra-estruturas estava desadequada da dimensão e das necessidades da Região, todavia, é inaceitável que, por incúria, por megalomania de quem governa a Região há 36 anos consecutivos com sucessivas maiorias absolutas, por ignorância, por um lado e, por outro, interesse eleitoral, deixem, agora, em situação muito difícil pessoas e instituições que deram, em muitos casos, o seu melhor. Uma coisa é a errada política desportiva que definiram, outra é permitir que pessoas de bem que serviram essa política se sintam hoje entre a espada e a parede, isto é, entre facturas por pagar e uma vida pessoal de constante sobressalto. E enquanto isto acontece, os mentores desta insensata política, vão atirando de uns para os outros as suas responsabilidades, o das Finanças para o da Educação e o da Educação para as Finanças. Nem sabem como corrigir os erros do passado, nem atenção nutrem, não pelo futuro, mas pelo pagamento de vários anos de atraso no cumprimento dos encargos assumidos e não pagos. No meio disto um presidente do governo que lava as mãos como se nada tivesse a ver com isto.

Ouvi as declarações do Dr. Celso Almeida, presidente da Associação Desportiva da Camacha, escutei as suas declarações de cunho desesperado, digeri as suas críticas e a ameaça de colocar a Região em Tribunal, compaginei-as com as declarações do presidente da Associação de Futebol do Funchal, Rui Marote e, sinceramente, senti uma revolta contra essa gentinha politiqueira, fechada nos gabinetes, gentinha que mente e que não apresenta uma única solução para os dramas que estão a ser vividos ao nível do associativismo.
É evidente que houve erros muito graves ao longo de toda esta história, é evidente que todo este sistema desportivo está errado de raiz, tenho-o dito e escrito tantas e tantas vezes, desde os finais dos anos 70, é evidente que este sistema estava ao serviço da política e não do desenvolvimento, que o monstro estava a ser alimentado por sucessivos orçamentos megalómanos (mais de 30 milhões por ano), que esta política de infra-estruturas estava desadequada da dimensão e das necessidades da Região, todavia, é inaceitável que, por incúria, por megalomania política de quem governa a Região há 36 anos consecutivos com sucessivas maiorias absolutas, por ignorância, por um lado e, por outro, interesse eleitoral, deixem, agora, em situação muito difícil pessoas e instituições que deram, em muitos casos, o seu melhor. Uma coisa é a errada política desportiva que definiram, outra é permitir que pessoas de bem que serviram essa política se sintam hoje entre a espada e a parede, isto é, entre facturas por pagar e uma vida pessoal de constante sobressalto. E enquanto isto acontece, os mentores desta insensata política, vão atirando de uns para os outros as suas responsabilidades, o das Finanças para o da Educação e o da Educação para as Finanças. Nem sabem como corrigir os erros do passado, nem atenção nutrem, não pelo futuro, mas pelo pagamento de vários anos de atraso no cumprimento dos encargos assumidos e não pagos. No meio disto um presidente do governo lava as mãos como se nada tivesse a ver com isto.
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Apenas quero ser presidente da Junta! |
Ora, eu sei, todos sabemos, que a situação da Madeira é muito grave em todos os sectores. Que ninguém paga a ninguém a tempo e horas. Que o "livro de cheques está nas mãos do ministro Gaspar", que há fome e processos de degradação económica e social que merecem redobrada preocupação, que há desemprego e insolvências familiares, que há depressões em crescimento que colocam as famílias em permanente instabilidade, que as escolas não têm dinheiro para cumprirem a sua missão, que a saúde rebenta pelas costuras, que os idosos estão a sair dos lares para poderem colmatar com as suas parcas pensões os orçamentos familiares, enfim, tudo isto é conhecido e tudo isto tem responsáveis políticos. O que não é admissível é que os dias, as semanas e os meses se passem e não seja sensível uma preocupação que defina um rumo e que garanta a solução dos casos pessoais que estão rapidamente a transformar-se em novos dramas pessoais. Uma vergonha, um escândalo que deveria colocar certa gente a responder em Tribunal pelos seus actos. Pelos actos de ontem e pelos de hoje. Muito antes dos dirigentes desportivos se sentirem réus.
Ilustração: Google Imagens.
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