sábado, 23 de junho de 2012

ALÔ PRESIDENTE: MAS QUEM FOI QUE LEVOU A MADEIRA À BANCARROTA?


Ora, quem colocou a Madeira no estado em que está, não foram os outros, mas apenas ele; quem gerou a necessidade de gravosas medidas de austeridade na Região, não foram os outros, mas apenas ele; quem originou o colapso da economia da Madeira e do Porto Santo, não foram os outros, mas apenas ele. E é este homem, é este político, que tem a desfaçatez de vir falar de austeridade e de economia, quando ele, que sempre falou no singular, que sempre chamou a si a responsabilidade de tudo, sobretudo no momento das inaugurações, atira para os ombros dos outros os dramas que criou. Como se todos fossemos uns parvos, uns imbecis, uns analfabetos, uns incapazes, como se a Madeira nunca tivesse tido órgãos de governo próprio, como se não tivesse orçamento próprio e como se não dispusesse de Autonomia. Que tristeza um povo ser governado assim, por quem o engana, por quem mentiu no que concerne à dívida pública, não só a financeira, mas a outra dívida, a dívida social que levará muitos anos a sarar.

O Presidente do Governo Regional regressou à Madeira, mas não colocou ainda os pés em terra. Partiu, viajou, visitou, pressuponho que se divertiu um pouco, mas a lengalenga continua a ser a mesma.  Pelo que me apercebi continua a falar dos outros, daqueles que governam o País, assumindo que os portugueses "não têm condições de aguentar mais medidas de austeridade" (...) e, "ou se reanima a economia ou não se vai a parte nenhuma". Palavras e mais palavras, com a mesma tecla de sempre, os outros, o problema de lá, nunca o problema criado e gerado aqui. Não consegue, porque não quer nem faz um esforço para perceber, daí que a pauta dessa velha música seja conhecida, sendo caso para dizer que mete "dó". Ainda por cima desafinada e com fífias a mais.
Ora, quem colocou a Madeira no estado em que está, não foram os outros, mas apenas ele; quem gerou a necessidade de gravosas medidas de austeridade na Região, não foram os outros, mas apenas ele; quem originou o colapso da economia da Madeira e do Porto Santo, não foram os outros, mas apenas ele. E é este homem, é este político, que tem a desfaçatez de vir falar de austeridade e de economia, quando ele, que sempre falou no singular, que sempre chamou a si a responsabilidade de tudo, sobretudo no momento das inaugurações, atira para os ombros dos outros os dramas que criou. Como se todos fossemos uns parvos, uns imbecis, uns analfabetos, uns incapazes, como se a Madeira nunca tivesse tido órgãos de governo próprio, como se não tivesse orçamento próprio e como se não dispusesse de Autonomia. Que tristeza um povo ser governado assim, por quem o engana, por quem mentiu no que concerne à dívida pública, não só a financeira, mas a outra dívida, a dívida social que levará muitos anos a sarar. 
Viajou de forma "secreta", por razões de "segurança", conforme foi divulgado. Até nisto há uma megalomania ou, no mínimo, o receio que algum jornalista, sabendo, antecipadamente, o roteiro, marque viagem e o acompanhe à distância. Por um lado, saindo da Portela, pergunto, quem o conhece? E quando abordo a questão megalómana é porque ele não é Obama, Holland, Merkel, o Papa ou qualquer outra figura mediática mundial. É um simples presidente de um governo regional que ele, perdendo a dimensão e responsabilidade autonómica, transformou, aos olhos do País, numa grande autarquia! Por outro, se as razões foram, exclusivamente, de trabalho oficial, que justificação terá o secretismo? Há, portanto, quadros muito mal pintados e vendidos à população que, infelizmente, na sua infinita paciência e ignorância, vai engolindo. Das reuniões acontecidas, quem lá esteve, o que discutiram, as respectivas conclusões, isso pouco interessa. Importante é chegar e dizer que é preciso reanimar a economia, aliás assunto que há tanto tempo os partidos da oposição em Portugal, em geral, e os da Madeira em particular, sublinham com tanta veemência. Portanto, nada de novo adiantou. Demita-se.
Ilustração: Google Imagens.

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