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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

TRANSPARÊNCIA

Já é o terceiro que Barack Obama tem de substituir por irregularidades fiscais. Julgo que a última foi Nancy Killefer que se afastou porque estava envolvida "numa disputa fiscal pela falta de contribuições devidas a título de subsídio de desemprego de uma empregada doméstica". Ora, a lição que daqui se deve extrair é que um governante não pode ter mancha. Tudo tem de ser transparente. Não está em causa a fortuna pessoal mas a forma como adquiriu essa fortuna; não está em causa a razão ou não numa disputa fiscal, mas o exercício do poder quando se está envolvido ou referenciado.
Numa aproximação a Portugal e à Região Autónoma da Madeira, se é verdade que, por um lado, a comunicação social não deve propiciar julgamentos públicos que antes não tenham passado pelo crivo dos órgãos de justiça, também quem tem a consciência pesada, logo no primeiro momento, deve assumir as suas responsabilidades. As demissões apresentadas a Barack Obama são paradigmáticas de uma atitude de respeito para com o País e respectivos eleitores.
De tudo isto ressaltam-me, entre muitas, duas reflexões:
a) É inaceitável e imperdoável que existindo o designado "segredo de justiça" os documentos saltem dos processos e andem por aí fotocopiados nas redacções, desestabilizando e gerando desconfianças múltiplas, sem que isso não coloque em causa os lugares que os responsáveis ocupam na Magistratura;
b) Não aceito que se olhe em redor e veja, também por aqui, fortunas mal explicadas e que ninguém se preocupe em averiguá-las. Enquanto nos Estados Unidos a falta de pagamento de um subsídio a uma empregada doméstica impede o exercício de uma função governativa, em outros espaços parece que isso não é revelador de desonestidade mas antes de esperteza! Culturas...

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