sábado, 27 de outubro de 2012

LIQUIDEZ ATÉ AO FINAL DO ANO... E DEPOIS?


Quais fidalgos sem cheta, isto é, atolados em problemas até ao céu da boca, multiplicam-se em conferências de imprensa e em intervenções de circunstância apenas para tentar mostrar que são governo. Não são. Resta-lhes o carro preto, um peito ainda com algum ar, muita banha-de-cobra em cima dos vários palcos à disposição, mas o exercício do verdadeiro poder governativo esvaiu-se, completamente. Que eles, politicamente, se afundem, quero eu lá saber! O problema é que através dos seus tresloucados actos levaram uma significativa parte da população a caminho da miséria. E aí está o busílis da questão. O número de famílias aflitas está em crescendo e dos vários actores sociais, quase todos os dias, toma-se conhecimento da deplorável situação financeira assente na monstruosa dívida pública. Os madeirenses e porto-santenses estão enredados numa teia muito complexa e muito preocupante. Milhares, muitos milhares já disso deram conta, mas o pior vem a caminho.
 
 
Acabou o "Carnaval"
É cada vez maior o clima de perturbação, de incerteza e de insegurança. O governo regional, na prática, pura e simplesmente não existe. A Autonomia é uma miragem e a própria estátua que a simbolizava está algures na Cancela, próxima do estabelecimento prisional. Qualquer aquisição ou autorização de pagamento superior a cinco mil euros está condicionada ao visto de Lisboa. Dir-se-á que o livro de cheques já era! Porém, quais fidalgos sem cheta, isto é, atolados em problemas até ao céu da boca, multiplicam-se em conferências de imprensa e em intervenções de circunstância apenas para tentar mostrar que são governo. Não são. Resta-lhes o carro preto, um peito ainda com algum ar, muita banha-de-cobra em cima dos vários palcos à disposição, mas o exercício do verdadeiro poder governativo esvaiu-se, completamente. Que eles, politicamente, se afundem, quero eu lá saber! O problema é que através dos seus tresloucados actos levaram uma significativa parte da população a caminho da miséria. E aí está o busílis da questão. O número de famílias aflitas está em crescendo e através dos vários actores sociais, quase todos os dias, toma-se conhecimento da deplorável situação financeira assente na monstruosa dívida pública e social.
Os madeirenses e porto-santenses estão enredados numa teia muito complexa e muito preocupante. Milhares, muitos milhares já disso deram conta, mas o pior vem a caminho. Isto preocupa-me, quando assisto, por exemplo, na RTP-M, a uma entrevista com o Presidente do Governo Regional, absolutamente patética, distante da realidade, de permanente fuga às suas responsabilidades, para além de desrespeitosa no plano dos princípios democráticos. Uma vergonha para um político que a todos nos desgraçou. Um político que falou de independência, mas que não não sustentou em nada o seu pensamento; falou de uma revisão constitucional como se  tivesse sido por causa da Constituição da República que a Madeira está neste colete de forças; falou de inovação e criatividade como se os exemplos do dia-a-dia governativo não demonstrassem que continua a aplicar, hoje, a receita de há trinta anos; falou da maçonaria e de outros fantasmas como se tais forças alguma vez tissessem interferido da mudança do sistema político regional. Uma confrangedora baralhada!
E no meio disto, um secretário, o do Plano e Finanças, veio ontem lamentar "ideias negativistas e alarmistas", certamente com proveniência na oposição, como se tudo estivesse sob controlo. Deixou, porém, o rabo de fora ao assumir que até ao final do ano existe liquidez. Digo eu, depois, logo se verá! A sua declaração, própria de quem sabe que está politicamente a mentir, é que a campainha de "alarme" já soou há muitos anos, não se tratando, pois, de um qualquer "negativismo", quando é certo que Janeiro fora os problemas agravar-se-ão, desde o sistema empresarial até ao sistema social.
Caminhamos, apressadamente, para uma situação de gravíssima tragédia social. Não sei se as várias dezenas de instituições de solidariedade social (o número é já maior que o número de freguesias da Região) conseguirão dar resposta às necessidades. Elas começam a estar no limite. Também não sei até que ponto chegará, no plano individual, por solidariedade, o que muitos anónimos concedem. A verdade é que se caminha para uma situação que não se compagina com o permanente folclore deste governo regional que tenta, a todo o transe, esconder a realidade e jogar para outros responsabilidades próprias. Está na hora de pô-los a andar, democraticamente despachá-los, gerar a esperança e reconquistar os indicadores de confiança, só possível com gente credível e irrepreensivelmente honesta.
Ilustração: Google Imagens.

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