Desde logo, porque a Região tem o seu Orçamento próprio, recebe verbas subordinadas aos custos de insularidade e, portanto, compete-lhe gerir o melhor possível o dinheiro disponível. Imagine-se o que seria o Estado ter de suportar todos os encargos decorrentes das competições nacionais, não só com os participantes das Regiões Autónomas mas também com os de todos os pontos do País.
Ora, o que está aqui em causa e daí proposta do PSD-M é a impossibilidade da Região manter este modelo implementado pelo Governo. Não se trata de um direito no quadro de uma Região descontínua do território nacional, mas de uma proposta que tenta encontrar saída para o labirinto em que o Governo se meteu. Aliás, já várias importantes figuras assumiram, em órgãos de comunicação social da Região, que este modelo está falido. Pessoalmente, catalogo-o de "monstro" face aos encargos assumidos e não pagos.
Ora bem é aí que os políticos devem analisar e até debater a forma de gerar um novo paradigma que seja sustentável e que garanta o direito à representatividade da Região. Mas uma representação com peso, conta e medida e, sobretudo, com qualidade. E isto porque não é possível manter centenas de deslocações anuais, multiplicadas pelo número de elementos de cada equipa, em dezenas de modalidades onde se incluem duzentos e tal atletas oriundos do Continente e do estrangeiro, os tais que reforçam as equipas da Região, para gáudio de uns poucos. A Madeira terá de partir do pressuposto que a participação nacional é livre mas subordinada a critérios de grande exigência e de acordo com as possibilidades orçamentais. Em tudo o resto cada clube ou associação terá de assumir as suas responsabilidades. Não faz sentido, e este é apenas um exemplo, que a Madeira tenha, para além dos escalões inferiores, doze equipas nas divisões nacionais do futebol. Isto só tem duas palavras para caracterizar a situação: LOUCURA e DESPESISMO. Neste momento, qualquer uma delas incontrolável.
A vocação do governo em matéria de política desportiva é a de conseguir a generalização das práticas físicas e desportivas, entendidas com bem cultural. O desporto para o governo terá de estar ao serviço do desenvolvimento e não ao serviço da política. Numa Região pobre, dependente, afogada em dívidas e com tantas carências, não é aceitável que se queira manter a loucura e o despesismo apenas para erguer, de quando em vez, uma bandeira política. É isto que o "evangelho" segundo Lucas (Caro Colega de profissão, não te ofendas, porque as considerações que faço são políticas) não entende e que eu lamento. 

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