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terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
Como qualificar a matriz da economia portuguesa
Que tem faltado uma visão estratégica de suporte na qual estejam enunciados desígnios claros e uma articulação e coordenação entre os interesses públicos e privados, penso que estaremos de acordo.
Nos dias 6 e 8 deste mês, saíram no jornal “Público” dois documentos interessantes: “Há política industrial em Portugal?” do economista/Professor do ISCTE, Ricardo Paes Mamede, e a entrevista do ministro da Economia, António Costa Silva.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
Como a desonra entrou no Altar
Afinal, houve ou não houve imposição de requisitos pela Igreja, como afirma Carlos Moedas? Vaticano, Igreja Portuguesa, ou os dois? E qual o custo do cumprimento desses requisitos?
Ainda o altar não está erguido e figuras graúdas, civis e religiosas, deste país, já “nele” tropeçaram, algumas sem jeito, mas com tombos a deixar marca bem visível. A começar pelo Presidente da República (PR). Um tombo por culpa própria.
A Igreja, com a sua “velha e requintada sabedoria”, tentou “branquear” o escândalo dos milhões, mas não se saiu bem. O bispo auxiliar ao dizer que vai sentar à mesa as equipas ligadas ao projecto para reapreciação dos valores de custo da obra (sentou-os dia 2 de fevereiro, mas sem conclusões), foi pouco convincente e, sobretudo, não deixou de ir repetindo que a responsabilidade era/é da SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana.
A Igreja tem neste evento uma parte significativa de publicitação e prática dos seus valores. Primeiro, os custos desta componente material deviam ser assumidos na íntegra pela Igreja. Qual a razão dos dinheiros públicos terem de cobrir esses custos?! Segundo, o tempo de arranque das obras. Como disse Segadães Tavares, quatro anos “a pensar” e menos de seis meses para executar a obra, onde até os desenhos finais não estão definidos. E, terceiro, por que razão só agora se fala do assunto?!
domingo, 5 de fevereiro de 2023
Valeu a pena - "Ribeira Seca, terra de luta da alegria e da canção!"
Estou ausente da Região e, por isso, não poderei estar presente na homenagem e passagem de testemunho ao novo pároco da Ribeira Seca/Machico. Tampouco na sua última Missa a solo, esta manhã, no preciso momento que publico este texto. Penitencio-me por isso. Gostaria de lá estar, pela Amizade que me une ao Padre José Martins Júnior, mas mais do que isso, pelo que ele representa para a Madeira no campo de uma Igreja aberta ao Mundo, pela cultura que transporta e que disseminou, pelo seu exemplo de vida com os olhos sempre colocados nos outros. Estou longe, mas estou tão perto, creia meu Amigo.
Não se vergou. Antes deixou que o tempo, enquanto grande Mestre, ditasse a sua sentença. E ditou-a, implacavelmente. É uma vitória sua, de, como agora se diz, uma vitória da resiliência. O Povo da Madeira sabe-o de cor e tem consciência do conluio entre a Igreja e o poder para abafar uma voz inadequada aos valores e interesses que defendem. Uns e outros devem-lhe um pedido de desculpas, olhos nos olhos. Como recentemente escreveu no seu blogue "senso&consenso", sobre "Confissões, Confessores e Confissionários": "(...) O perdão digno desse nome só acontece entre o pedido de ressarcimento do criminoso e a sua vítima (...) E aí, mediante o pedido prévio do agressor, esteja o lesado pronto a dar-lhe o abraço da concórdia". Façam-no, se têm respeito por si próprios.
O que os clássicos nos dizem sobre os que andam à caça dos outros
Por
José Pacheco Pereira
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
Natação sem mergulho
A natação na Madeira é um tema sobre o qual nunca escrevi ou falo, apesar de ser, digamos, a minha modalidade. Faz este ano 20 anos que deixei de entrar numa piscina para competir. Não fui um atleta de destaque, apesar do empenho que sempre coloquei, à exceção da última época, não interessa os motivos, fez-me desmotivar e desinteressar pela modalidade enquanto atleta.
A razão que me leva a evocar esse tempo é que o mês passado começou o desaparecimento da última piscina que teve um nadador olímpico na Madeira, a piscina da Escola Ângelo Augusto da Silva, vulgo Escola da Levada.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2023
Um cidadão a quem a cidade muito deve
Há pessoas que não esqueço. Não as posso esquecer pelo que intrinsecamente são, pela Amizade, tão distante quanto próxima e porque, em determinados momentos desmultiplicaram aquilo que para mim era muito complexo. Pessoas que nunca precisaram de se colocar em bicos de pés para serem notadas, pessoas com princípios e com valores intemporais, pessoas que transportaram sempre preocupações sociais que me tocaram fundo. Uma dessas figuras é o Engenheiro Danilo Matos.
Não esqueço os sábios conhecimentos sobre a cidade do Funchal. Decorria o ano de 1993. Por convite do Dr. Mota Torres, aventurei-me numa candidatura à presidência da Câmara Municipal do Funchal. Necessário se tornava conhecer tudo sobre a cidade, a estrutura do planeamento estratégico e o pensamento sério e profundo de como erguer uma cidade com futuro. Bati-lhe à porta. Ele que, em 1980, no seu regresso à Madeira e depois de várias recusas (políticas?) de trabalho, acabara por ingressar na Câmara do Funchal onde era técnico – chefe de divisão e depois director de serviços – de urbanismo e planeamento, funções que desempenhou entre 1981 e 1998. Aliás, do seu labor, participou na criação do Gabinete de Planeamento Estratégico da autarquia, tendo sido seu director. Foi o Engº Danilo que me abriu para esse mundo de preocupações com a cidade, a sua escala e a defesa da identidade histórica e riqueza patrimonial. Aliás, tenho em registo pessoal todas as suas posições, as quais, de quando em vez a elas regresso, porque intemporais naquilo que constitui o pensamento estruturante.
O Engenheiro sempre foi um cidadão comprometido e empenhado. Ao longo da sua vida desenvolveu uma grande intervenção cívica, mesmo depois de sair da Câmara, de que se destaca a posição firme e inequívoca em defesa das muralhas centenárias das ribeiras da cidade do Funchal e pela preservação das suas pontes. "Um olhar sobre as Obras e Providências de Reinaldo Oudinot" em co-autoria com Rui Carita, Raimundo Quintal e João Baptista, é precisamente uma das expressões desse trabalho.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2023
Creio que o Povo não gosta...
Estou, portanto, à vontade para tecer alguns comentários sobre a parafernália de situações trazidas e esmiuçadas pela comunicação social. Julgo que estão a ir longe de mais, e porquê? Em síntese, Portugal corre o risco de, em breve, ser muito reduzida a capacidade de recrutamento de bons quadros para a governação. Por extensão, os menos qualificados técnica e politicamente, ocuparão as cadeiras dos ministérios.
Dir-me-ão que já é isso que está a acontecer em conjugação com múltiplos e muitas vezes escondidos interesses partidários. Talvez. Mas há figuras que nos dão alguma garantia, pelo conhecimento, pela serenidade e pela postura que assumem face aos vários dossiês. Que existem erros de "casting", obviamente que sim e desde sempre, em todos os governos. Para isso existem as remodelações. Porém, duvidar de todos e massacrá-los até ao tutano não me parece correcto. O que hoje é público e notório é a existência de um cerco e um voyeurismo à vida das figuras, vasculhando-as no plano pessoal, familiar (directo e indirecto) e dos amigos, como se elas, para além do pontual exercício da política, não tivessem vida ou direito à vida.
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
Enxertias fora de tempo
Por
João Abel de Freitas,
A instabilidade social alarga-se e corrói por dentro a democracia. As pessoas desesperadas pela sobrevivência, sabem que há bastante dinheiro e não o sentem a girar, a criar riqueza de que tanto precisa o País.
Em tempos recuados, a boa execução da enxertia advinha do fazer, do fazer várias vezes, no tempo certo. Aprendia-se com os mais antigos, mas nem todos conseguiam obter a agilidade suficiente para uma execução eficaz – o saber fazer.
domingo, 22 de janeiro de 2023
"Eu não sei nada de pobreza"
"(...) A Madeira mantém o primeiro lugar no ranking nacional em termos de risco de pobreza (...) mas o presidente do governo regional entende que a taxa não reflecte a realidade da nossa sociedade" (...) e é bem capaz de não espelhar a verdade, pois há muita miséria escondida e alguma riqueza não declarada", acrescenta, na edição de hoje, o director do Diário de Notícias da Madeira". No seu texto, assume: "fica mal a Miguel Albuquerque não admitir as várias dimensões sociais do problema do povo que não foi integralmente inaugurado em quase 50 anos de democracia de desenvolvimento, de fundos europeus e de subsídios. E é por isso que chegados aqui predomina a ficção. A realidade é bem mais cruel (...)"
Comungo da opinião do Dr. Ricardo Miguel Oliveira. Para já o Instituto Nacional de Estatística pauta-se por normas credíveis, por outro, não faz sentido um discurso negacionista perante a realidade que está aos olhos de quem quer ver. A posição do Senhor presidente do governo trouxe-me à memória uma história verídica contada por um grande Amigo meu: encontrava-se no Brasil numa importante missão. Foi convidado para jantar na sumptuosa casa de um "magnata", cuja varanda dava para um bairro miserável. A páginas tantas, com toda a delicadeza, questionou-o sobre a situação de milhões que subsistem nas favelas e como corrigir a situação. A resposta veio célere: "eu não sei nada de pobreza". E a conversa por ali ficou. É isso!
terça-feira, 17 de janeiro de 2023
A pedrada no charco
Confesso que é assunto que não me interessa, mas não deixei de considerá-lo politicamente interessante (aqui). Sobretudo quando toca a um partido historicamente hermético, onde, lê-se e ouve-se, que a unidade de pensamento nunca está em causa, quando atira para os outros da praça política os desentendimentos, divisões e as jogatanas de bastidores. É curioso, por isso, quando, por um lado, se constata que na panela se encontram ingredientes incompatíveis que dão um amargo à coisa, por outro, porque se trata de engrenagens já divulgadas, desta vez, pasme-se, pela boca de uma figura do aparelho em exercício de funções! A curiosidade talvez resida aqui.
A grande questão aqui é outra e complementar. Não é a da pontinha do icebergue que interessa, mas a transparência de toda a história construída ao longo de 47 anos de poder consecutivo. Há, obviamente, momentos marcantes que ajudam a compreender o exercício da política, os desentendimentos estritamente derivados dos relacionamentos internos, absolutamente naturais em qualquer organização, até aos outros, mais complexos, que jogam no tabuleiro dos alegados interesses económicos, financeiros, dos favorecimentos, das protecções ao jeito de toma lá dá cá, dos designados enriquecimentos "mal explicados", utilizando a expressão do falecido Professor Virgílio Pereira, o rasto e interdependência da monumental dívida contraída de 6.3 mil milhões (quando se dizia que não passava de 2 mil milhões) que levou o Dr. Vítor Gaspar, Ministro das Finanças, a assumir que: "a situação da Madeira é insustentável". O que está para baixo da pontinha do icebergue é que julgo ser importante que, aliás, nas eleições regionais de 2011, levou o Dr. Maximiano Martins, candidato do PS, a produzir uma síntese de enorme significado político, quando falou de uma "conspiração do silêncio". Isso é que me parece relevante. No fundo, conhecer a história dos sucessivos governos, aquilo que é relevante, com toda a transparência possível.
Não por uma atitude persecutória, de abrir armários e deixar cair os esqueletos, mas o de conhecer "segredos embaraçosos" que os há, com toda a certeza e que pesam sobre toda a população. Há uma imensidão de laços e de entrelaços. Convicto estou, por isso, que entre o que se apresenta na montra e aquilo que se encontra no armazém há uma substancial diferença.
Não sei se será um pormenor ou um pormaior o que disse o presidente e companheiro de partido: "(...) sempre que sentires umas pedras nas costas, lembra-te da última pessoa a quem fizeste o bem". Esta frase, no plano interno e, porque não, externo, transporta o cheiro do favor e não o da competência; transporta, também, a preocupação de toma lá e cala-te, exactamente aquilo que, no discurso político, é severamente criticado nos outros.
Enfim, o problema é que este episódio da novela valerá por si. Não terá continuidade, sobretudo porque não existe investigação séria numa região que, neste particular, é um caso de estudo (em todos os quadrantes). É mais fácil aniquilar o mensageiro do que perceber a mensagem! E a vida continua...
Ilustração: Google Imagens.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
Digas o que disseres
Tenho a sensação que, neste mundo de contraditórios, só se pode escrever uma de duas coisas: ou banalidades que se escusam a ferir sensibilidades, ou textos mais técnicos, de preferência “nano especializados”, que só os da área podem concordar ou discordar, mas, mesmo assim, há sempre um ou outro que se arroga no direito de dizer qualquer coisa. Carregados de likes, machados e foices a sentença é executada na praça pública.
Não deixa de ser irónico que, numa altura em que tanto se apregoa a liberdade de se ser e de estar seja, também, o tempo em que se achincalha e se julga sumariamente no lugar sem espaço, onde uma espécie de liberdade de expressão não tem limites. Esta reflexão deve ser feita entre todos: até onde podemos ir? Haverá uma relação entre estarmos continuamente ligados e a sociedade espetáculo que construímos? Estará esta forma de se estar na vida ligada a algum tipo de tédio? De insatisfação impossível de satisfazer?
“Então, o que é que nos pode ainda perturbar? (...) Podemos porventura chamar tédio a isto. (...) Se uma civilização inteira for atingida pelo tédio, esta pode tornar-se uma coisa efectivamente séria (...). Se, obtido tudo o que razoavelmente se pode desejar, as pessoas ainda estão insatisfeitas e se todo o mundo partilha do mesmo sentimento de insatisfação, pode desencadear-se o recurso a coisas menos razoáveis.
Estamos todos de acordo num ponto, a saber: a violência é o único e verdadeiro passatempo (WEIL, E).” Os missionários do desenvolvimento deram-nos o que prometeram. Porquê esta insatisfação? Parece que nada nos preenche. Entediados, não encontramos uma vida que nos satisfaça. O tédio pode engendrar diversas espécies de violência: contra si, contra o outro e/ ou violência desinteressada que se espalha cada vez mais. E não há diploma que nos salve, já que não se pode instruir ninguém no uso da liberdade. Eu não sei para onde vamos. Sei que isto não vai acabar bem. Não é possível viver em comunidade sem o respeito pela universalidade dos direitos, dos deveres e valores. Sei que não é normal, no século da pós-verdade litigada em rede, que a responsabilidade da ação e do discurso só seja conseguida pelo castigo do tribunal dos homens. Entre o que pode ou não ser dito há uma foice sempre pronta a cortar em riste. Digas o que disseres.
Liliana Rodrigues - Professora Universitária.
terça-feira, 10 de janeiro de 2023
Artigo fora da caixa
Vaticino um 2023 muito crítico na governação. Há dinheiro e a sua aplicação coerente exige decisões disruptivas. Estes meses de governação apontavam numa outra linha e não a rotina de substituição de pedras apenas.
No período do Natal e Ano Novo deparei-me com um artigo curioso, onde se dizia (tradução livre) “a maioria das coisas, que pensamos que sabemos, são construídas sobre uma longa cadeia de confiança”. O seu conteúdo, aparentemente tão natural, fez-me resvalar para a política nacional em que estão a suceder acontecimentos irresponsáveis em catadupa onde as quebras da cadeia de confiança são a raiz do problema.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
Um espanhol na liderança da selecção nacional de futebol
Por norma não opino sobre o futebol profissional. Abro uma excepção porque está em causa a selecção nacional. Pode ter sido uma escolha acertada, o futuro o dirá, mas não me parece aceitável. Portugal tem tantos treinadores com formação académica e que trabalham dentro e fora do país no quadro de uma reconhecida excelência.
Porém, precisámos de ir recrutar a Espanha um líder para a selecção nacional.Não conheço o processo de recrutamento, os contactos estabelecidos, quem disse não aos eventuais convites, todavia, porque existem duas reconhecidíssimas escolas de formação, concretamente a Faculdade de Motricidade Humana (Lisboa) e a Faculdade de Ciências do Desporto (Porto) de onde saíram figuras, hoje, de enorme prestígio, custa-me aceitar a necessidade de ir a Espanha recrutar quando temos do melhor cá dentro.
sábado, 7 de janeiro de 2023
Ai os telhados de vidro...
A propósito de uma série de desagradáveis e quase inexplicáveis situações que conduziram à demissão de alguns governantes na república, o presidente do governo regional da Madeira assumiu, no decorrer de uma visita ao campo de golfe do Santo da Serra: "(...) Muito tempo no poder (...) perdem a noção da realidade. É o que está a acontecer".
Mas isso é, para já, impossível. A teia foi urdida durante muitos anos, a malha é, por um lado, extremamente larga o que possibilita fugas imensas ao escrutínio; por outro, as interdependências familiares e muitas outras são tão significativas que ninguém, para além de umas tentativas na Assembleia Legislativa, se atreve a dizer "alto e parem o baile". Porque há medo na população em geral. Há ausência de sentido crítico. Há iliteracia política e há pobreza. E se é empresário pior, ainda, convém manter a serenidade. Neste quadro, é óbvio que não há necessidade de mudar seja lá quem for (até por incompetência), não podem existir escândalos, para mais quando é sabido que uma hipotética denúncia é logo silenciada. Daí o desaforo de quem julga que não tem telhados de vidro.
Não sei até quando os muitos silêncios perdurarão. Se olharmos para a História talvez haja esperança, uma vez que são cíclicas as revoluções. Quando uma delas acontecer será caso para assumir que "(...) por muito tempo no poder (...) perderam a noção da realidade".
Ilustração: Google Imagens.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2023
Tempos de castração
Acentua-se em mim uma relação de amor, não sei se este será o termo apropriado, mas também de ira contida relativamente à comunicação social. De profundo sentimento afectivo quando a comparo com tempos idos de repressão e total controlo; de acentuada mágoa, quando o que nos é oferecido, tantas vezes, na compaginação dos dados e dos contextos, vem envolto em posições não condizentes com a honestidade. É evidente que não peço a verdade a um jornalista ou comentador. Peço, apenas, que sejam honestos com a sua verdade. É isso que, genericamente, não vislumbro. No dia-a-dia prevalecem a oportunidade, a "costela política" e aquilo que designo por filão de exploração até ao tutano!
De facto não podemos exigir a verdade. Quanto muito a honestidade de quem escreve ou comunica através de um qualquer meio. Porque ela, a verdade, é múltipla. Existem verdades. Dependem da cultura geral, dos princípios e valores de cada um, da leitura sobre o que se passa debaixo dos olhos dos actores/observadores, do que aculturaram ao longo da vida, das crenças, convicções, audiências e também, factor que não pode ser descurado, da submissão aos interesses patronais e dos grupos políticos, económicos, financeiros, até, religiosos, enfim, de quem os remunera, claro.
Directa ou indirectamente os "donos" acabam, com subtileza, por cercear, secar e controlar. Torna-se, portanto, complexo exigir a verdade. São múltiplas as variáveis comunicacionais. Contentar-me-ia, por isso, da parte de quem informa, comunica e sobretudo de quem comenta que justifique a sua razão. E isso raramente fazem. Eu diria que importante deveria ser o porquê e não propriamente o quê! De resto, é uma balela admitir que o jornalista ou o comentador só diz a verdade, que um e outro são neutros. Não, eles são pessoas, são homens e mulheres que podem amar mais a mentira que a verdade!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Fusão nuclear, uma grande pedrada nos inimigos do futuro
2022 foi o ano de maior consumo de carvão no mundo, com maior emissão de CO2. O Mundo andou para trás com a descarbonização ou, para ser mais benigno, fez compasso de espera.
Esta semana havia um bom lote de assuntos de elevado interesse político, económico e social para artigos de opinião:
















