A MUDANÇA COMEÇA A 25 DE ABRIL
Há 3 semanas
Escreve o presidente do governo regional da Madeira na edição de hoje do JM:
Do presidente do governo regional não há memória de não ter espezinhado qualquer cidadão portador de uma opinião diferente. Não chama, não dialoga, não trata de saber o que se passa, não ouve a voz no plano científico, apenas trucida quem com ele e seus seguidores não alinha. Diz ou manda dizer. Sempre foi assim. Em alguns casos, começa por afirmar que fulano é conhecido pelas suas posições, logo depois, sublinha... que toda a gente sabe que fulano é um comunista, e, portanto, dir-se-á que gera a ideia, generaliza-a e acaba por esmagar quem quer atingir. Quem tem opinião diferente é logo apelidado, depreciativamente, de socialista, comunista ou, então, faz parte daqueles que estão ligados aos senhores da Madeira velha, aos exploradores! Só ele tem a opinião, o conhecimento, o rigor científico que provêm, naturalmente, de aturados e profundos estudos na universidade de verão do areal. Disse, ao JM:
Sempre, coisa que não sei explicar, me coloquei em uma posição de não ter certezas. Mas, também é verdade que nunca andei à espera da última moda para fazer o fato novo. Se por aí agisse, certamente, não teria opinião formada e não actuaria, quando a vida se move em função do conhecimento existente e da actualização permanente dos conceitos. Gosto, portanto, de partir da realidade e da análise dos contextos, mas com uma atitude de prudente interrogação. Daí que aceite os posicionamentos dos outros, embora, sempre na esperança que ajudem a trazer algo mais ao que se discute. Não me agrada, confesso, quando descubro que sobressai a atitude de martelar por martelar, de escrever por escrever ao correr das convicções pessoais ou de grupo, do conhecimento empírico, portanto, não sustentadas em estudos.
erna ou se fala do que não se sabe, quando nos deixamos ir pelo senso comum, pela história pessoal, pelo que dá jeito e não pelo conhecimento. Como disse Freire e eu, humildemente, acompanho-o nesta sua postura, "não posso continuar humano se faço desaparecer em mim a esperança", porque "ela é a alavanca das mudanças sociais", até porque "aprender é um exercício constante de renovação" (…) "requer uma acção transformadora sobre a realidade", implica "uma busca constante, invenção e reinvenção".
"(...) O irresponsável descaramento só vinga nas ilhotas graças ao estado emocional decrépito de um povo cansado de trinta e tantos anos de esperanças perdidas. Capitulação ante o obscurantismo feudal que o dono das Angústias foi rebuscar aos seus íntimos medievais para impor numa desgraçada terra que já padecera meio século de ditadura. O suserano déspota doa os feudos aos vassalos nobres que, no melhor entendimento com o clero e na velhaca exploração dos servos da gleba, agradecem ao dito suserano com vassalagem rastejante. Assim viceja o regime do delírio, aplaudido pelos caudatários do pato-bravismo à Madeira nova. A realidade virtual desenhada pelo dono da verdade. (...) O obscurantismo oficial conserva as consciências nas trevas da ignorância. Magister dixit, não se fala mais no assunto e quem falar desrespeita as vítimas. Respeitar as vítimas é como faz sua excelência: com mortos por enterrar e feridos graves no hospital, farra para baixo nas tascas do Areal. Entrevistas às 'Caras' deste inculto País, de um chefe refastelado na 'sua' casa de Verão do Porto Santo. Enquanto Roma arde, o imperador escreve crónicas da patuscada diária para o jornal que todos pagamos. Manda contar as presenças nos comícios dos outros partidos. Inaugura aterros e desaterros. Atribui o que chama de 'aproveitamento político porco' ao jornal que não se deixa intimidar pela sua bazófia atrabiliária ou pelos dizeres chocarreiros de uns quantos truões sem graça, assoldadados valentões de estrebaria que ululam no raio de audição do chefe, à cata das derradeiras migalhas do regime".
Li, com interesse, a entrevista do Dr. Raimundo Quintal, publicada na edição de hoje do DN. Não é que traga pensamentos novos sobre as matérias abordadas pelos jornalistas, mas tem o condão de situar problemas com barbas e de reavivar memórias. O que é muito importante. Dir-se-á que já não são apenas os políticos no activo que levantam a sua voz. Há mais gente por aí que começa de dizer alto aquilo que vão sentindo. O problema é quando se afirma a necessidade de um novo paradigma e os jornalistas perguntam: "Defendeu, no último mail enviado aos membros da Associação, que era preciso as pessoas se unirem e participarem num novo paradigma. Ainda recentemente o PS falou numa plataforma que devia abarcar não só os partidos, mas outros movimentos cívicos. Estaria disponível?
Depois, Caro Raimundo, a Revisão Constitucional, pergunto, para quê? Para que o PSD seja alternativo a si próprio, em função do descalabro a que levou a Região e que tão assertivamente é criticado nesta entrevista? Há aqui um evidente contrasenso, ou melhor, eu percebo a intenção, mas prefiro aproveitar a parte muito positiva desta entrevista.
Dizia-me, há dias, uma senhora, a propósito da tragédia de 20 de Fevereiro: senhor, isto foi "anateresa". Pois, os fogos têm a responsabilidade da tal "anateresa", a queda da palmeira no Porto Santo foi por causa "d'anateresa", aqueles que morreram nos Socorridos, obviamente, que foi por causa "d'anateresa", os que num dia chuvoso e de nevoeiro perderam a vida nas serras em uma prova de acesso, julgo que a guardas florestais, claro que foi devido à "nateresa", a marina do Lugar de Baixo foi ao ar devido essa tal "anateresa", a canalização excessiva das ribeiras fizeram a água galgar e semear o pânico e a morte enfim, ela é, para alguns e para o governo, responsável por tudo, pelas mortes, pelos desastres ecológicos, pelos desastres económicos, por tudo. Reponsáveis políticos, onde estão eles? Não existem. Tudo é desvalorizado, através de fantasmas, da ideia da sabotagem, das responsabilidades atiradas para outros e tudo passa incólume. Pensam: o tempo apagará as manchas. Só há que ter paciência, capacidade para aguentar uma certa pressão inicial e pronto, tudo, em prazo curto, regressa à normalidade. A prova disso está na decisão do governo relativamente à ribeira que corre junto ao "Dolce Vita": cobriram-na, totalmente, mas ontem, o secretário do equipamento social veio dizer que ela tem de correr a céu aberto. E mais, que o edifício ali ao lado, o Minas Gerais, possivelmente, terá de ser expropriado, total ou parcialmente. Com o dinheiro de todos nós, claro. Tudo por causa "d'anateresa". Ninguém é responsável por nada, pelo licenciamento daquela obra, possivelmente sem adequados e sérios estudos e ninguém é responsável pela cobertura da ribeira. Vão gastar-se milhões para corrigir os erros e ninguém é responsabilizado, a não ser a malfadada "a'nateresa", tal como se pronuncia por aí adentro.
"Ensino os meus netos a serem malcriados, mas não muito pesadamente", disse para aí o Senhor Presidente do Governo Regional. Seja em que contexto for, seja ou não retirada do contexto, esta frase é inqualificável. Conjuga-se com outras, absolutamente disparatadas, que colocam em causa uma Educação séria, de rigor, de disciplina e de respeito. Nem a brincar devem ser ditas, pelo efeito que elas podem produzir. É por isso que muitos chegam à escola e infernizam a vida dos professores e geram a indisciplina. Repudio esta espécie de berlusconização da vida pública, onde alguns acham graça, aquilo que não tem. A um líder político exige-se cuidado na transmissão das palavras, pela referência social que devem assumir.
O PS-M equaciona hoje, nas páginas do DN (ler aqui) o problema das ETAR's (Estações de Tratamento de Águas Residuais. O que se está a passar merece uma profunda reflexão. O Grupo Parlamentar a que pertenço, durante várias semanas, tentou compreender o assunto. Diziam-nos que havia casos susceptiveis de serem considerados como atentado à saúde pública. E fomos ver e indagar.
Mesmo que não queiram não conseguem disfarçar. A questão da "Plataforma Democrática" parece estar a incomodar mais o PSD que os restantes partidos da oposição. Enquanto que se assistiu a uma primeira reacção, absolutamente natural, por parte dos partidos da oposição, de uma alguma reserva, porventura por desconhecimento do conteúdo da proposta, sectores do PSD já estão aí, saltitando, parecendo incomodados, em uma efervescência que dá para retirar ilações. Falam de um "frentismo" quando não é nada disso que está em causa. E mesmo que constituísse uma "frente", desde logo assumida, do meu ponto de vista, ela seria bem vinda, em nome da Democracia, da Autonomia e da importante questão Social que afecta milhares.
Estaria tudo bem que o partido A continuasse a reivindicar isto ou aquilo e o partido B, continuasse a denunciar os erros da governação. Todos, isoladamente, cada um na sua capela e, bastas vezes, esgrimindo-se nos argumentos. O PSD sempre quis isto, este estado morno e de subserviência que ajuda ao controlo da sociedade. O desafio que o PS coloca a toda a sociedade, não apenas aos partidos, é precisamente o da reflexão que espevite as consciências. Não estão em causa questões de natureza ideológica e de colocar todos dentro do mesmo saco político. Há que respeitar os caminhos programáticos que cada um entende como os melhores para conseguir as necessárias mudanças. Outra coisa é a convergência naquilo que estruturante de um pensamente estratégico de mudança.
Só três mil na Fonte do Bispo. "Os números são três mil porque foi contado por pessoas fidedignas e encarregadas mesmo dessa contagem, utilizando o mesmo método que se faz no Chão da Lagoa".
mazém, nem para amostra.
O Presidente do PS-Madeira, Dr. Jacinto Serrão, tem vindo a apelar a uma "plataforma democrática", isto é, a um acordo de princípios entre todos os partidos da oposição, no pleno respeito pelos posicionamentos ideológicos de cada partido.
e, quando se quer arrastar para lá e para o Primeiro-Ministro uma luta política local, quando o debate político é aqui, os contextos são os daqui, as pessoas são as daqui, a sofisticada engrenagem está aqui e as políticas e os compadrios estão aqui. Como se esta terra não fosse Autónoma e não tivesse órgãos de governo próprio. Confundir as duas situações porque a sigla do partido proponente é a mesma, não me parece correcto. O que poderá acontecer, repito, é a entrega, de bandeja, com um naperon laranja, de bordado Madeira, a vitória eleitoral ao PSD. Àquele PSD que todos dizem combater e que todos dizem que, pelo futuro da Madeira, precisa de uma cura de oposição.
Abomino quem da desgraça se aproveite, directa ou indirectamente, com pezinhos de lã ou de forma descarada. Metem-me dó. Quem por aí se mete demonstra ausência de princípios. Mas a tragédia, quando ela nos bate à porta, deve também ser motivo de reflexão, de busca das causas, de análise e de inevitáveis consequências. Passar pela tragédia sem uma preocupação de estudo às suas causas, ou atribuir às situações uma valorização de absoluta normalidade, parece-me próprio de gente inferior e oportunista. Quero com isto dizer, como nota prévia, que a tragédia ocorrida ontem no Porto Santo, tem, desde logo, a minha total solidariedade em relação às famílias, vítimas da situação, bem como ao partido que ali realizava um comício. Que isto fique claro para que não subsistam dúvidas.
Não faço juízos criminais. Há entidades para o fazer. Tenho, apenas, um posicionamento político que implica respeito e responsabilidade no quadro das funções públicas, por eleição ou por nomeação. A questão, ao contrário do que alguém disse, não é de "mau olhado" sobre a Madeira, tampouco "imprevisível". A questão é outra, é de responsabilidade política quer se fale de 20 de Fevereiro, onde hoje se sabe que muito poderia ter sido atenuado, quer se fale de incêndios na floresta, ou quando o assunto é uma palmeira, com uma alta probabilidade de cair, e que mata uma pessoa.
Na edição de ontem do DN (aqui) li um notável artigo da Dr. Júlia Caré, ex-Deputada do PS-M na Assembleia da República. O título não podia ser mais sugestivo: "O Facilitismo dos Chumbos". E é notável sobretudo porque traz elementos estudados, oferece exemplos concretos e aponta caminhos. Não é uma opinião que procura a via mais fácil, pelo contrário, dirige-se para o âmago dos problemas e apresenta uma visão aberta, esclarecida e fundamentada. Sublinha a Drª Júlia Caré: "(...) Os alunos das nossas escolas não são já maioritariamente oriundos de classes médias lusas urbanas. Os socialmente inferiores subverteram a ordem estabelecida. Foram reabilitados pelo menos ao nível do discurso político, adquiriram a sua parcela de direitos universais, introduzindo comportamentos diferentes no espaço escolar, trazendo para dentro da escola as marcas da diferença cultural do seu viver dia-a-dia".
da ao nível de quem discute um Nacional-Benfica ou um Bate Borisov-Marítimo. A EDUCAÇÃO é muito mais complexa do que o presidente do Governo dizer que o Marquinhos ou qualquer outro estão a jogar menos bem, precisa que nos dispamos de preconceitos, das vivências porque passámos há 15, 20 e 30 anos nos bancos da escola, precisa da colaboração dos investigadores, dos académicos e que todos se sentem à mesa do diálogo para (re)construir um sistema que está completamente desajustado da realidade.
Há dias, chamaram-me à atenção para o programa de desporto "Prolongamento" da RTP-Madeira. Decidi ouvir a gravação do mesmo. E a páginas tantas, um tal senhor Carlos, que julgo ser presidente do Marítimo, a propósito das obras que decorrem no Estádio dos Barreiros, despropositadamente, oiço-o a falar de "políticos baratos" e de "dois tontos" que andam por aí a denegrir aquela obra que o douto senhor da areia, e não só, considera um "investimento" para o desporto da Madeira. Desferiu aquelas palavras ao meu Amigo Emanuel Câmara que faz parte do painel residente daquele programa. Atacou-o, politicamente, é óbvio, porque ele é militante do PS. Bem esteve o moderador do programa que cortou o mal pela raiz. Embora o desporto constitua um sector de intervenção política, disse-lhe, frontalmente, que aquele não era o espaço apropriado para discutir a vertente política dos investimentos. E a conversa por ali ficou com mais uma ou outra troca de palavras pouco simpáticas.
Cada vez mais as pessoas deslocam-se para ver aquilo que é diferente. O igual vende pouco. Ver cimento e os materiais utilizados, mesmo que a arquitectura seja de qualidade, pouco atrai. Falo por mim e por muitas pessoas com quem dialogo e convivo. Isto para dizer que uma cidade como a do Funchal, com quinhentos anos de História para contar, obviamente que deveria ser apelativa pela preservação da sua traça e pelo rigor das intervenções nos seus núcleos históricos. Aliás, não sendo um destino de massas nem de praia, priviligiando a qualidade em detrimento da quantidade, dizem, e mesmo que assim não fosse, parece-me óbvio que a cidade vender-se-ia mais pelo lado da História e das suas peculiaridades do que pelo moderno, por vezes, até, de mau gosto. É o que vejo e sinto nas minhas "aventuras" anuais, quando, em duas semanas, através de um apertado programa que elaboro, percorro quatro a cinco mil quilómetros, ao volante de um carro, para ver cidades de grande, média e pequena dimensão. Até, localidades com interesse. Ainda, recentemente, tive essa experiência. Passei por Santander, no Norte de Espanha, e saí, rapidamente. Estive pouco mais de duas horas. Não descobri qualquer interesse para além da sua catedral medieval e de um outro apontamento interessante. Apenas interessante. Andei mais trinta quilómetros e visitei uma localidade, Santillana del Mar, que constitui uma preciosidade histórica, de preservação da sua identidade, cheia de vida turística e comercial. É evidente que não se trata de uma cidade que esmague, não é Praga, não é Dresden, não é Roma, não é Bruges, não é Moscovo e por aí fora. Cada cidade tem a sua dimensão e transporta o peso da sua História. O que quero dizer é que, me
smo com uma limitada dimensão, uma cidade não pode e não deve ser descaracterizada dos seus elementos fundamentais.
as esquecem-se que o problema não se resolve apenas por aí, mas com políticas integradas de tráfego e de estacionamento, que têm muito que se lhe diga, em função dos movimentos pendulares e horizontais, das ciclovias na baixa citadina e dos park & ride. Apresentam um Festival Jazz (excelente, valha a verdade) mas esquecem-se que esta cidade, a partir das 19 horas, é uma cidade morta. Falam da cidade cosmopolita, abaixo da Cota 40, certamente, mas esquecem-se da ausência de planeamento, ordenamento do espaço e dos equipamentos nas zonas altas da cidade. Falam de património natural, mas esqueceram-se da prevenção e vigilância nos picos estatísticos mais propícios a incêndios. Falam da beleza do anfiteatro, mas querem destruir o que de mais belo tem o Funchal, toda aquela zona de praia e arriba que se estende do Toco até ao Garajau. Falam dos acessos ao mar, mas querem vender a retalho uma grande parte da Praia Formosa, o único espaço que deveria constituir a grande zona de lazer da cidade. Falam de um Funchal "bonito", por fora, mas esquecem-se que ele está apodrecido, por dentro, pelas suas graves assimetrias sociais, económicas e culturais. Falam de uma cidade, "a primeira construída fora do espaço europeu", mas esquecem-se que não são dados passos para a valorização patrimonial que a identifique como tal.
Sempre, mas desde sempre, coisa que não sei explicar, me coloquei em uma posição de não ter certezas. Mas, também, é verdade que nunca andei à espera da última moda para fazer um fato novo. Se por aí pensasse e agisse, certamente que não teria opinião formada e não actuaria, quando a vida se move em função do conhecimento existente, em função da actualização permanente dos conceitos. Gosto de partir da realidade e da análise dos contextos mas sempre com uma atitude de interrogação. Não sei se esta será a melhor atitude, mas é a minha. Considero-a prudente. Daí que aceite os posicionamentos dos outros, embora sempre na esperança que ajudem a trazer algo mais ao que se vai discutindo. Não me agrada, confesso, quando descubro que existe ou sobressai mais a atitude de martelar por martelar, de escrever por escrever ao correr das convicções ou pessoais ou de grupo, do conhecimento empírico, portanto, não sustentadas em estudos.
render é um exercício constante de renovação", daí que "teoria sem a prática é puro verbalismo inoperante, a prática sem a teoria é um atavismo cego".
Leio na edição do DN de hoje: "Governo expropriou a 49 cêntimos por m2 e adquiriu terrenos florestais nos montados de Santo António e São Roque. O incêndio chegou primeiro que o pagamento". Esta é a síntese que caracteriza a política ambiental. Também aqui, para o governo, a culpa é sempre dos outros, quando, à lupa, está cheio de telhados de vidro. REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA: TUDO TEM O SEU TEMPO. ESTE GOVERNO JÁ TEVE O SEU.