
Depois, infelizmente o digo, há muita ignorância. Eu que deixei a vereação da Câmara há quatro anos, cruzo-me na rua e ainda há pessoas que pensam que ainda por lá ando. Batem à porta de casa a expor os seus problemas. E ficam pasmadas quando lhes digo que não sou Vereador. Há dias, uma pessoa Licenciada cruzou-se comigo e perguntou-me que tal ia a "nossa" escola. Tratava-se de um colega de profissão. Respondi-lhe que há dois anos que lá não estou pois desempenho a função de Deputado na Assembleia Legislativa da Madeira. Respondeu-me: ah sim, não sabia!
Por estas e por outras, obviamente que se torna difícil intrometer-se na disputa, não por ausência de qualidade mas por manifesta diferença de meios. Tem sido sempre assim. Desde 1988 que acompanho de perto o rebuliço autárquico. Olhando para trás dou com as excelentes equipas e os fantásticos programas têm sido apresentadas e questiono-me sobre o porquê dos resultados não serem proporcionais a essa qualidade.
É evidente também que estas eleições autárquicas estão seriamente prejudicadas pela proximidade das eleições legislativas. Simplesmente porque não é em duas semanas que se passa uma mensagem mesmo que os candidatos se desdobrem em múltiplas tarefas. Deveriam ter começado no início do ano. Não foi possível e, por isso, não vale a pena "chorar sobre o leite derramado". Mas eu quero acreditar e acredito que é possível enfrentar a engrenagem montada, essa "máquina" com muitos mecânicos em redor, com longos anos de experiência, com muito dinheiro para comícios e "pimbas" e muito discurso que, espremido, pouco ou nada diz.
Sinceramente, gostaria que os funchalenses percebessem o valor e a importância das mudanças. Espero, por isso, apesar de tudo e sem qualquer ingenuidade da minha parte, que no dia 11 de Outubro o povo entenda o valor da mudança, por um lado, porque os insubstituíveis não existem e, por outro, complementarmente, porque o Funchal já existe há 500 anos. E nunca parou! De resto, conheço um a um esta equipa liderada pelo Dr. Rui Caetano e sei do que são capazes.
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2 comentários:
bem, devem tar a sonhar a pensar que o PS, depois do que fez a Madeira e faz, va a ser eleito.
Sinceramente, peço-lhe desculpa, mas não percebi o seu comentário.
Ainda assim, sobre a frase "depois do que fez à Madeira e faz" gostaria de fazer um breve comentário.
Em 2007 o governo regional provocou eleições antecipadas baseado no facto da Lei das Finanças Regionais prejudicar a Madeira. Mais tarde, o Tribunal de Contas, relativamente às contas desse ano, provou que a Região tinha recebido mais dinheiro que no ano anterior.
Não será que o problema está num crescimento insustentável da Região, com muitas obras de eficácia duvidosa? Não teria sido melhor, avançar comedidamente, tendo em atenção que o próprio espaço geográfico determina que o volume de obras é finito?
O problema está aqui e não, defendo eu, numa contínua alusão e criação de um inimigo externo para ocultar os erros locais.
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