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terça-feira, 24 de junho de 2008

INSENSIBILIDADE SOCIAL

Em 1999, o CDS/PP apresentou, na Assembleia Legislativa da Madeira, um projecto que visava conceder aos idosos reformados e pensionistas, um passe social de transporte gratuito. Um projecto que mereceu a votação positiva por unanimidade. Passados nove anos, o CDS/PP voltou (esta manhã) à carga com o mesmo projecto, baseado no facto do governo ainda não ter concedido tal benefício. O máximo que fez foi criar um passe com um desconto. A gratuitidade, não.
Assisti a uma argumentação mais ou menos esfarrapada por parte do partido maioritário e a todos os partidos da oposição a fazerem sentir a urgência na implementação desta medida. Na votação, o PSD, nove anos depois, decidiu, agora, chumbar a iniciativa.
Se, em 1999, esta medida se justificava, hoje, com a degradação das condições de vida e dos níveis de pobreza que a Região atingiu, obviamente, que mandaria o bom senso que o Parlamento ratificasse tal medida. Mas não, resolveram chumbá-la. É inaceitável e inacreditável.
A negação desta benesse tem o claro significado da insensibilidade do partido maioritário face ao drama de quem tem de viver, mensalmente, com poucos euros.
Como sublinhou o Deputado José Manuel Rodrigues (CDS/PP), para manter o Jornal da Madeira (distribuido gratuitamente), porta-voz da propaganda do governo, há milhões de euros, para atenuar o custo de vida dos que pouco ou nada têm, aí, aguentem-se! Quando, entre outras possibilidades, o governo tem os "Horários do Funchal", com taxas de ocupação diária abaixo do desejável, e com quem podia contratualizar, excluindo as designadas "horas de ponta", todas as ligações possíveis. Isto, fora as outras companhias com as quais mantém ajudas compensatórias.

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