Tão descarado que até, em rodapé, colocam "se quer conflitos inúteis, leia os outros e ouça os outros". Mais uma vez pergunto: onde pára o Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição?

Sobre os apoios ilícitos do Governo Regional ao Jornal da Madeira (quatro milhões ano), ambos assumirem que "têm poderes limitados" e que nada podem fazer sobre esta matéria" (...) e que "o trabalho se esgota com a recomendação", isto, quando toda a gente sabe e vê que o processo está completamente errado, apenas merece que lhes diga, então, coloquem os seus lugares à disposição e peçam para ir embora. Era o que eu faria se ocupasse um lugar com aquela responsabilidade reguladora. Dizer, apenas, que a política do presidente do governo é "nefasta" para a comunicação social, constitui conversa de café. Não é, certamente, de pessoas que ocupam cargos que, à partida, são de responsabilidade. No fundo, "recomendações" que valem zero, que são àgua do Luso, são do tipo "timex, que não adiantam nem atrasam. Valem zero, repito.
Por outro lado, dizer, conduzam o problema através dos Tribunais constitui a mais descarada desresponsabilização perante um quadro de absoluta gravidade. Já o disse, por várias vezes, que não é o Jornal da Madeira que está em causa, mas o dinheiro público que lá corre, o "dumping" comercial, a distribuição "de borla" de 15.000 exemplares que apenas se destinam a fazer a propaganda do poder político que governa há 36 anos esta Região. É distorção das regras de mercado e o aproveitamento político que estão em causa. Tão descarado que até, em rodapé, colocam "se quer conflitos inúteis, leia os outros e ouça os outros". Mais uma vez pergunto: onde pára o Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição?
Ilustração: Google Imagens.
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