Está na hora dos mentores se confessarem!

"Vergonhoso! É esta a melhor definição para o que aconteceu, este fim-de-semana, na Ribeira Seca. Todo o enredo que rodeou a visita da imagem peregrina é, aliás, digno de uma espécie de realismo mágico à moda da América Latina. Uma santa, padres e um povo que se sente ostracizado por uma Igreja autista e pouco justa.
Pelo meio, uma suspensão 'ad divinis' que se perde no tempo, sem condenação ou redenção e com política à mistura.
Não fosse risível, tudo isto seria trágico. E trágico para quem? Não para os padres, com certeza, mas para o povo que acredita.
Visto de fora, o episódio até pode parecer de pouco interesse, uma discussão de paróquia em torno de uma imagem de barro.
Mas não é assim para quem tem fé. E, neste prisma, se houve alguém a quem a Diocese e os seus padres ofenderam não foi o padre Martins, mas sim o povo da Ribeira Seca. Esse povo que, pela devoção, constitui a verdadeira Igreja. Esse povo que merecia mais respeito e cuja crença não se compadece com brigas de sacristia. É claro que vão começar a chover versões e explicações para o que aconteceu. Se calhar até chovem críticas e condenações à comunicação social, como é tradição. Mas o 'pecado' cometido na Ribeira Seca tem raízes mais profundas do que a retórica que apenas serve para atirar água benta aos olhos. / Raquel Gonçalves, Editora de Madeira".
Pelo meio, uma suspensão 'ad divinis' que se perde no tempo, sem condenação ou redenção e com política à mistura.
Não fosse risível, tudo isto seria trágico. E trágico para quem? Não para os padres, com certeza, mas para o povo que acredita.
Visto de fora, o episódio até pode parecer de pouco interesse, uma discussão de paróquia em torno de uma imagem de barro.
Mas não é assim para quem tem fé. E, neste prisma, se houve alguém a quem a Diocese e os seus padres ofenderam não foi o padre Martins, mas sim o povo da Ribeira Seca. Esse povo que, pela devoção, constitui a verdadeira Igreja. Esse povo que merecia mais respeito e cuja crença não se compadece com brigas de sacristia. É claro que vão começar a chover versões e explicações para o que aconteceu. Se calhar até chovem críticas e condenações à comunicação social, como é tradição. Mas o 'pecado' cometido na Ribeira Seca tem raízes mais profundas do que a retórica que apenas serve para atirar água benta aos olhos. / Raquel Gonçalves, Editora de Madeira".
Ilustração: Google Imagens.
1 comentário:
Caro amigo
Também li o artigo de que fala e também concordo inteiramente. E, quanto ao aspecto político, nada tenho a acrescentar.
Porém, no que respeita às questões de fé, é preciso que tenhamos presente que este tipo de religiosidade, em que as imagens são tidas como possuidoras de poderes divinos, é pura idolatria. Ao bater-se veementemente pela "visita" de uma mera estátua à sua paróquia, Martins Júnior, embarcou na onda santeira/milagreira que tanto contribui para o descrédito da Igreja Católica. Colocou-se assim ao nível do clero local. E desiludiu-me profundamente.
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