Esta é uma Região Autónoma e, como tal, parece-me absurdo bater para fora quando o problema está cá dentro. Eu diria mais... lá, eles que se governem, porque o problema está, fundamentalmente, aqui.

Ora, eu considero que isto é um monumental erro estratégico de quem, naquilo que é essencial, deseja ver, rapidamente, uma mudança de orientação política na Madeira. Trata-se de uma luta sem sentido com "tiros" contra o alvo errado. Se há partido que pode aspirar a ser poder na Região, a avaliar pela história dos resultados eleitorais, esse partido é o PS-Madeira. Todos sabem isso. Atacá-lo, com frases assassinas e sem qualquer sentido da realidade política que nos rodeia, constitui, sem dúvida, o melhor meio para ajudar o PSD a perpectuar-se no poder regional. É isso que está acontecer, o que denuncia, também, que as "oposições" não aprenderam nada com o acto eleitoral de 2007. Muitos foram atrás da Lei das Finanças Regionais, bateram forte e feio no PS (de lá e de cá) e, contados os votos, o que aconteceu é que todos perderam. Melhor dizendo, perdeu a Madeira.
É, por isso que, pelo que venho a apreciar, rejeito e lamento, profundamente, a estratégia que está aos olhos de todos os que acompanham a actividade política regional. É evidente que há aqui um sinal positivo: se batem no PS-Madeira é porque estão a sentir que existe uma crescente credibilidade política e uma notoriedade social, pela estabilidade interna e pelo trabalho propositivo que está a ser feito na Assembleia Legislativa Regional. No plano económico, das finanças, da educação, nos assuntos sociais, enfim, têm sido evidentes as preocupações enunciadas. E isso não deveria incomodar os partidos de oposição ao governo, ainda para mais numa altura em que o governo da Madeira apresenta gravíssimas fragilidades depois de 36 anos de governação ininterrupta. Cada um deveria lutar pelo seu posicionamento ideológico e nunca numa tentativa de fragilizar seja lá quem for. Não me parece inteligente esse percurso. O caminho do combate a quem está mais próximo de ganhar o poder é mais desesperante para quem o faz, do que propriamente para quem segue o seu percurso de combate ao "jardinismo". Como alguém me chamou à atenção, se esse é o caminho definido, obviamente, que vão garantir, não 36 mas 40 anos ininterruptos do "prato" que dizem rejeitar e combater.

Esta é uma Região Autónoma e, como tal, parece-me absurdo bater para fora quando o problema está cá dentro. Eu diria mais... lá, eles que se governem, porque o problema está, fundamentalmente, aqui.
Ilustração: Google Imagens.
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