quinta-feira, 15 de maio de 2008

AINDA SOBRE A VIOLÊNCIA

Ontem, na Assembleia Legislativa da Madeira, discutiu-se a Violência nas Escolas. De nada valeu a argumentação produzida pela oposição porque a ordem é ignorar que ela existe. Um pouco à maneira do que aconteceu, nos anos 90, com a toxicodependência. Volto ao assunto com uma parte de um texto do escritor e jornalista João Barcellos:
"(...) É que, não se pasmem: nós somos a violência, nós carregamos o instinto animal do qual fomos gerados. E com a precariedade social que se vive, globalmente, é óbvio que essa animalidade fica à flor da pele em muitas circunstâncias... até numa sala de aula, onde jamais deveria acontecer. O tal país dos "brandos costumes" chamado Portugal não poderia estar fora deste contexto sócio-político, económico e cultural, pelo que a sua escola reflecte, necessariamente, a Crise de Identidade que a Pedagogia não consegue eliminar ou atenuar".
Ignorar esta realidade, não apoucar-se com as situações que, hoje, podem, até, não serem dramáticas, dizer não à existência de um observatório que faculte elementos susceptíveis de proporcionarem leituras correctas da situação e respostas atempadas, obviamente que é revelador de ignorância. É desconhecer, tal como sublinha o citado escritor-jornalista, que "a violência vem carregada de um sentimento de rebeldia absoluta ou sem causa, porque se reveste de falta de educação e de carinho familiar que o professor não pode substituir". Interessa, então, saber determinar as causas sociais que subjazem à violência. O enquadramento deveria ser este mas, o Senhor Secretário da Educação, reafirma que, em toda a Madeira, só tem conhecimento de dois casos e que estão controlados... O Grupo Parlamentar do PSD foi na onda. De facto, não é cego aquele que não vê!

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