Não constitui novidade o facto do Hospital Dr. João de Almada encontrar-se numa situação de ruptura, derivada do facto de ter sido desvirtuada a sua função de unidade da Rede de Cuidados Continuados em um lar de apoio às designadas altas problemáticas. E, num lar, explicou ao DN Juan Carvalho, líder dos enfermeiros na Região, a necessidade de enfermeiros não é a mesma do que num hospital. "Não há doentes, mas utentes. Só que estes utentes não têm as mesmas características dos idosos que estão noutros lares, não têm autonomia, não vão passear, muitos não conseguem comer sozinhos. Algumas destas pessoas precisam de cuidados constantes, têm dependência de 80% ou quase a 100%". Ora, é precisamente aqui que o problema se coloca.

Mas a vergonha não se fica por aí, a maior vergonha está nos injustificáveis gastos (não investimentos) em projectos que deveriam se situar na primeira das terceiras prioridades, entre outras, concretamente, os milhões em estádios e equipas de futebol profissional.
Dói constatar que nem no Outono da vida muitos não são minimamente respeitados.
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