

Há muita maldade por aí e muita gente a fingir aquilo que não é e, porventura, nunca foi. Passam pela sociedade como homens de solidariedade, homens de bem, homens que alardeiam um sentimento de benfeitor, fazem voluntariado, pertencem a organizações de caridade, têm acesso aos centros de decisão onde podem influenciar comportamentos e atitudes políticas, mas preferem o silêncio, a medição das palavras, os salamaleques perante o poder político e o económico, que mais parecem travestis desta trágico-comédia regional.
O problema agora é saber como se sai desta teia quando, hoje, mais um capítulo da novela "Os Delfins" dá a entender que estão todos mergulhados numa relação azeda a avaliar pelas palavras ditas. E ninguém pode esperar que nada de bom dali saia. A lógica que ali preside é idêntica à do Partido Revolucionário Institucional (PRI) que liderou, hegemonicamente, o México entre 1929 e 2000 (81 anos). Os princípios são os mesmos (poder e mais poder) e a atitude mental é idêntica à mexicana.
Ora, a solução para a Madeira não passa por aí, mas pela mudança substancial dos comportamentos políticos. E isso necessita que a Região, todo o seu Povo, tome consciência que esta terra que amamos só pode ter futuro se mudar de paradigma, o que implica outras pessoas, outros actores políticos, que apareçam sem manhas, com as mãos limpas, com inovação, com criatividade e com um alto sentido de responsabilidade. Acredito que é possível, acredito que este povo saberá se "levantar do chão" e tomará nas suas mãos o seu destino, distante de intermediários (os novos colonos) que tornaram a Região insustentável no número de desempregados e de pobres.
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